Da
ABASSIR
Teologia
da Carta do Apostolo
Paulo
aos Romanos
Professor
:
Luciano
Seganfredo Nunes
Aluno:
Tércio
Bessa do Lago – 3o ano
Até que ponto a queda do
homem afetou a capacidade de entender as coisas espirituais.
Mesmo antes da criação do
homem o pecado já existia, e Satanás já havia sido expulso do Céu, por pecar,
se rebelar contra Deus.
Antes
de haver a transgressão e necessário que haja lei, e no caso do homem, Deus
determinou pessoalmente que não se comesse da arvore do fruto do bem e do mau.
Até
que houvesse a transgressão, e a sua sentença, Deus se relacionava pessoalmente
com o homem, com a queda, o homem se separou de Deus, pois sendo Deus perfeito,
Santo, não mais poderia se relacionar diretamente com o homem.
Como
eu costumo sempre lembrar, o homem e um ser incompleto, esta em constante
procura de sua complementação.
Com a
separação do homem de Deus, o mesmo passou a estar sobre a influencia direta de
satanás, e de duas próprias concupiscências.
E a
procura de sua complementação sobre influencia de Satanás e de seus próprios
desejos, o levou a se distanciar e se rebelar contra Deus cada vez mais, o que
pode ser observado na narrativa da criação de Adão e Eva, até os Patriarcas.
E
quanto mais longe de Deus, mais o homem endurece seu coração e busca seus
próprios desejos, para os quais não mede conseqüências.
Com a
vinda de Cristo, rasgou-se o véu da separação, e o homem passou a ter livre
acesso a Deus, entretanto este livre acesso, possibilitado através do
sacrifício vicário de Cristo, não levou o homem ao arrependimento.
Muito
pelo contrario, se multiplicou suas iniqüidades, sendo para o mundo loucura os
ensinamentos de Cristo, já que cada criatura se encontra absorta em seus
propósitos, que além da rebeldia contra Deus, consiste em poder, riquezas,
orgias, etc.. E o ensinamento do mestre e de negar ao mundo, seus prazeres,
para colocar-se em uma vida nova dirigida e orientada por Deus, abstendo-se do
mau.
A
queda levou as criaturas a considerarem os prazeres terrenos, sua principal
meta neste mundo, não conseguem entender, compreender, como uma vida de
comunhão com Deus, que implica em abstinência de tudo o que desejam e onde
julgam haver sua complementação pode ser possível.
A
queda levou as criaturas a incapacidade de raciocinarem sobre a transitoriedade
desta vida, e a eternidade da próxima, vivem cada dia como se fosse o ultimo e
ainda como se fossem vive-la para sempre.
Não
entendem que se não podem amar a seu próximo que vêem, e que serve apenas como
meios para alcançarem seus objetivos, poderia leva-los a conhecer a Deus que
não vêem.
A
queda portanto, tornou as criaturas insensíveis a Deus e conseqüentemente para
com seus irmãos, perpetuando-os numa vida de constante vazio, pecado e
rebeldia.
O
discernimento, ser como Deus prometido pela serpente a Eva, uma meia verdade,
levou as criaturas ao conhecimento de que o bem e o mau existem e que podem
optar entre um e outro, mas também veio a dureza de seus corações para com
Deus, e sua incapacidade de reconhecer que Deus e soberano sobre todas as
coisas, e tudo, e sua resistência em obedecer-lhe.