O MILÊNIOE
APOCALIPSE 20:1-10 2.º ano
INTRODUÇÃO: Na
história da Igreja, ha uma diversidade de perspectiva escato1ógicas. No século
2. o consenso foi quilianismo, esperando um reino físico de Cristo na terra por
mil anos. Devido á teologia neoplatônica do Origines no século 3. uma hermenêutica
espiritual da Bíblia ganhou popularidade, particularmente do AT. No entanto,
com o tempo, a Igreja rejeitou parcialmente a espiritualização do ensino
bíblico, usando uma hermenêutica natural (literal) para chegar às doutrinas
centrais da fé (trinitarianismo, Cristologia, etc.). Mas, houve uma exceção:
visto que se tornou mais e mais difícil entender o relacionamento das promessas do AT com um
Israel afastado (agora o inimigo do Cristo). aconteceu uma divisão hermenêutica
entre a Escatologia e as outras áreas da teologia. No livro A Cidade de Deus , Agostinho
(seguindo Origines) espiritualizou as promessas do AT para Israel aplicando-as
a cidade de Roma. Há um debate sobro se Agostinho era amilenista ou
pós-milenísta mas, qualquer que seja a resposta, uma hermenêutica analógica ou
espiritualizada continuou a dominar a interpretação escatológica do século 20.
Há basicamente três respostas diferentes do a- e pós-milenísmo: (1) Israel
desobedeceu a Deus, logo, as promessas foram canceladas; (2) as promessas a
Israel passaram espiritualmente para a Igreja na terra; ou (3) as promessas a
Israel passaram espiritualmente para a Igreja no céu. Hoje. alguns, seja no
campo conservador ou liberal, estão reconsiderando a relevância das promessas a
Israel.
Como quase todos, até
os fins do século 19, os batistas eram amílenístas. No século 20, há uma
mistura de opiniões sem consenso algum, apesar do crescimento do pre-milenismo.
E relativamente comum ouvir sobre um “pan-milenísmo”, i. e.. que a forma de
milenismo adotada não faz nenhuma diferença pois não se podo saber nada sobre o
assunto, um tipo de agnosticismo escatológico. Qual á sua perspectiva? Quase todos
concordam que a interpretação de Ap.20:1-10 e de importância central para toda
e qualquer Escatologia.
1. Qual é a
porcentagem aproximada de profecia na Bíblia?
2. Alguns
“escatologistas” tem chamado Ap. 1:3 de “a últimá bem-aventurança” (porém. cf.
19:9; 22:14). Qual é a importância deste
versículo? Note “palavras” (cf. 1:19; 10:4; 20:6; 22:9-10.18-20).
R. A
questão escatológica de apocalipse não e que seja irrelevante, mas e que e uma
questão abordada nas suas conseqüências objetivamente nos evangelhos e
epistolas, ou seja, após a regeneração, devemos produzir frutos, e estarmos
preparados para nos encontrar-mos com Deus, seja pela morte física, seja pelo
rapto.
Questões levantadas sobre a decifração do
livro, esta encoberta até a hora determinada, sendo que tudo no mais e
especulação e teorias.
3. Quais São as
melhores razões para “mudar a marcha hermenêutica” (trocar o método)
de interpretação) quando interpretamos as profecias, e especialmente Escatologia?
Responda com exatidão.
R.
4. O gênero
dos capitules 4-22 é (justamente) apocalíptico. Em muitas passagens, vemos frases
como “semelhante a,” “na aparência de,” “como que” etc. (1:14-16; 4:3; :9:7-9;
19:6; etc.) indicando que João estava usando uma linguagem humana para
descrever algo diferente da
nossa experiência. Outras vezes, o Apóstolo
explica um símbolo ou fenômeno no próprio contexto (1:20; 2:11/20:14; 5:6;
12:9; etc.). E ainda em outras vezes João está usando os símbolos de outras passagens
proféticas, símbolos frequentemente explicados nestes outros contextos
(5:5-6/Gn.49:9, Is.11:l-2,10, Jo.1:29; Ap.13:1-2/Dn.7:1-6; 11:36; etc.). Porém,
na maior parte de Ap.4:22 ,não há explicação do sentido da linguagem que o
Apóstolo está usando.
a. Diante destas passagens não explicadas, você
acha que toda a linguagem do caps. 4-20 é (1) simbólica, ou (2) uma parte
simbólica e outra literal, ou (3) tudo o que não é explicado deve ser entendido
literalmente?
b. Defenda sua posição o sua hermenêutica
R. Uma parte simbólica
e outra literal, a defesa já foi feita acima, os relatos, em muitos casos são
explicados em outras passagens da Bíblia, como Daniel, Isaías, alguma coisa nos
evangelhos, o que e certo e que tudo que esta predito será cumprido, as sete
igrejas tanto e um histórico evolutivo, como o relato da época em que foi
escrito o apocalipse, os selos e as trombetas, etc., são simbólicos no sentido
de que o que esta escrito acontecera, apenas a linguagem antropomórfica através
de metáforas, de que outra maneira poderia descrever o Apostolo João um avião,
uma bomba atômica etc.
c) Quais são as dificuldades de sua posição
?
Por ser uma verdade manifesta da razão, não
se chega a elas por argumentação ou por nenhum tipo de evidencia, exceto o que
esta contido nelas mesmas. E desnecessário e absurdo procurar qualquer outra
prova dessa classe de verdade, exceto elaborar uma declaração compreensível
delas. ( Charles Finney, Teologia Sistemática ).
5 –
Quais são as interpretações principais dos mil anos de Ap. 20:1-10 ? cf.
Millard J. Erickson, opções contemporâneas na Escatologia e Russel P. Shedd. A Escatologia
do Novo Testamento, ou dicionários e enciclopédias teológicas.
a) Pós
milenistas
R. São
os que crêem que a Segunda vinda de Cristo se dará depois do milênio.
b) Amilenistas
R. Crêem
que não há nas escrituras textos que ensinem a esperança no milênio
c) Pré
milenistas
R. Crêem
que Jesus vira como o messias esperado pelos Judeus no Armagedom, , que satanás
será preso por mil anos, que e quando Cristo estabelecera seu reino milenar na
terra.
6 –
Baseado em sua hermenêutica apocalíptica, interprete Ap:1-10, especialmente com
respeito aos mil anos e um reino terrestre.
R. Somos da interpretação de que:
1 –
rapto da igreja
2 –
Julgamento da Igreja no tribunal de Cristo para galardão
3 – As
bodas do cordeiro
4 –
retirada daquele que restringe o pecado
5 –
Surgimento do Anticristo
6 –
Surgimento do falso profeta
7 – O Pacto
de 7 anos ( O Anticristo com Israel )
8 – O
pacto será quebrado as 3, 5 anos
9 –
Final do Anticristo no armagedom
10 – satanás
e aprisionado por mil anos
11 – O
reino milenar de Cristo
12 – O
Juízo Final
7 –
Agora defenda a sua inclinação escatológica com mais dados. Você e pré-, a- ou pós
milenista ( ou pelo menos qual e a sua tendência ) Dê pelo menos três razões
para a sua posição ( ou tendência ) escatológica.
R. A
Palavra arrebatamento (do grego harpázô) significa = arrebatar, tomar ou
arrancar com força.
A volta de Jesus Cristo se dará em duas fases, a primeira para o
arrebatamento da Igreja se dará nos "ares"(I Ts 4:17), Jesus não toca
na Terra e a segunda no final da tribulação (manifestação física e pessoal de
Jesus)Mt 24:30.
Os salvos arrebatados terão seus corpos
transformados e glorificados e os mortos em Cristo ressuscitarão com corpos
glorificados I Co 15:51-52 e seguirão com Jesus para o céu para o Tribunal de
Cristo e as Bodas do Cordeiro.
MATEUS 24:30-31
Então aparecerá no céu o sinal do Filho do
homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem
sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos
com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os
quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
É a segunda fase da Vinda de Cristo ( a
primeira fase é no arrebatamento da igreja: se dará nos ares e só a igreja
verá, Jesus não pisa na Terra ).
Acontecimentos:
- A
Manifestação física e pessoal de Jesus acompanhado de seus santos e anjos: Mt
24:30-31
-Todo
olho O verá: Mt 24:30 At 1:11
-Defenderá
Israel das nações inimigas: Zc 12:9
-A
destruição do Anticristo e do Falso Profeta: Ap 19:20
-Os
Judeus aceitarão Jesus como o Messias: Rm 11:25-27 Zc 12:10
-O
julgamento das Nações: Mt 25:31-34
-Satanás aprisionado: Ap 20:1-3
-Implantação
do Milênio: Ap 20:4-6
8 –
Alguns grupos consideram as pessoas que não concordam com a sua escatologia
como ignorantes e até mesmo hereges. Diante da diversidade histórica e evangélica,
qual seria a nossa atitude para com as
pessoas que tem outras interpretações escatológicas das quais nos discordamos ?
R. De
total respeito, e sem polemica, a não ser que se queira ser chamado de
ignorante e herege, como eu já tive o desprazer de sê-lo, pelos Calvinistas e
Amilenistas.