Avaliação de
Cristologia e Soteriologia
Prof.
Reverendo Ulisses
Aluno: Tércio Bessa do Lago
2 º Ano
1) – Fale sobre a doutrina de Jesus Cristo, antes da reforma e depois da reforma.
R. Antes da reforma a igreja se apegou fortemente a plena humanidade de Cristo. A divindade de Cristo passou a ser vista como o coeficiente infinito elevando a ação e paixão humanas a um valor infinito.
Ate o concilio de Calcedônia, Cristo se sobressai como humano e divino, como filho do homem, mas também filho de Deus.
Os Ebionitas, negavam a divindade de Cristo, os Alogianos também viam em Jesus apenas um homem, Os Monarquistas Dinâmicos, também faziam distinção entre Jesus e o Logos, defendiam que Jesus era um homem igual aos demais.
Por outro lado,
os Gnosticos os Modalistas dinâmicos,
negavam a humanidade de Cristo.
Os chamados
pais Alexandrinos e antignosticos, e mesmo Tertuliano e Orígenes defendiam que
Cristo era tanto humano quanto o Logus, mas defendiam sua subordinação quanto a
essência.
O Arianismo fazia distinção entre Cristo e o Logus, onde Cristo era apresentado como a primeira das Criaturas de Deus.
Atanásio e o concilio de Nicéia, em 325 posicionaram que Cristo era da mesma essência de Deus, sendo que ainda permaneceu uma posição semi-ariana de que o filho e semelhante a essência do Pai.
Apolinário através de sua interpretação tricotômica, defendia a divindade de Cristo, mas o fez em detrimento de sua humanidade, o que foi condenado no concilio de Constantinopla em 381.
Mesmo assim a escola de Antioquia, Teodoro e Nestorio interpretava Cristo como sendo duas pessoas, a que se opunha Cirilo de Alexandria, seguido posteriormente por Eutico e seus seguidores, negavam as duas naturezas. Sendo que estas posições foram condenadas no concilio de Calcedônia em 451.
O erro Etaquiano continuou com os monofisistas e monotelistas, mas foi finalmente afastada da igreja e Leôncio de Bizâncio demonstrou que ela não e impessoal, que tinha sua substancia no filho de Deus.
João de Damasco, defendia a cooperação das duas naturezas, e que uma pessoa única exercia ação e vontade em cada natureza.
O Adocionismo defendido por Felix bispo de urgel, defendia que Cristo conquanto divino era o Logus de Deus,mas quanto ao seu sentido natural filho de Deus meramente por adoção., posição condenada pelo Sínodo de Franckfurt em 794.
Mesmo assim Pedro Lombardo defendia o nihilismo de da humanidade de Cristo, o que foi condenado pela Igreja.
Tomaz de Aquino também defendeu que a humanidade de Cristo havia recebido dupla graça, a graça de união que lhe comunicou dignidade especial e graça habitual que mantinha em sua relação com Deus.
R- Após a reforma ate o século XIX,não houve grandes mudanças, sendo prevalecente a posição do concilio de Calcedônia de 451, ou seja a crença na unidade da pessoa da Cristo, como também na dualidade das suas naturezas.
Os Luteranos em sua particularidade criam na comunicação das propriedades, rejeitada por Calvino, bem como pela Teologia reformada que era Teocentrica.
No século XIX,foi introduzido o segundo período Cristologico,antropológico e antropocêntrico.Ou seja o Cristo sobrenatural abriu alas para um Jesus humano, e a doutrina das duas naturezas abriu alas para a doutrina de um homem divino, defendida por Scheleiermacher,numa doutrina panteísta.
A knosis tentando melhorar esta interpretação assumiu o Logus transformou-se literalmente num homem, crescendo gradualmente até tornar a ser Deus novamente, defendida por Gess.
Como a knosis era panteísta, Dorner, a conciliou através da Escola mediadora, em uma encarnação progressiva.
Albrecht Ritschl, defendia que Cristo se tornou divino através e pelos serviços que prestou, e nega sua preexistência, a encarnação e a concepção virginal, doutrina dos monarquistas dinâmicos,cujo expoente era Paulo de Sarmosato.
Hoje na teologia moderna temos uma visão panteísta de Deus e o homem, de que todos os homens também são divinos.
Barth, Mickelm e outros se opuseram a isto, sendo que há evidencias atualmente no retorno as duas naturezas e uma essência.
2) – Fale das duas naturezas de Cristo.
R- O livro
falha em dar uma definição exata que se esperava quanto as duas naturezas de
Cristo, leva a apenas se conhecer as posições contrarias. Portanto a definição
adiante e a que creio, se bem que e a mesma posição oficial Batista.
Jesus é Deus em carne humana. Ele não é metade Deus e metade
homem. Ele é totalmente Deus e totalmente homem. Na encarnação Ele adicionou à
Sua natureza divina a natureza humana. Portanto, Ele tem duas naturezas: divina
e humana. Ele tanto Deus como homem, simultaneamente. Ele não é meramente um
homem que “tem Deus dentro dEle”, nem um homem que “manifestou o princípio
divino.” Ele é Deus, a segunda pessoa da Trindade. “Ele, que é o resplendor da
glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra
do seu poder” (Hb 1:3). As duas naturezas de Jesus não são “misturadas”, nem
são elas combinadas em uma nova natureza divino-humana. Elas são separadas ainda
que atuem como uma unidade. Isto é
chamado de União Hipostática.
3) – Fale sobre o estado de humilhação e exaltação de Jesus.
R -
Basicamente eu fico com a interpretação calvinista, da knosis e
tapenoisis, ou seja Cristo sendo Deus, Senhor em absoluto sobre todos e todas
as coisas, a nos conhecidas e desconhecidas, fez-se homem, nascendo e vivendo
sem pecado, para cumprir as exigências legais que pesavam sobre nós, morrendo
morte de cruz, para que pudéssemos ser justificados em Cristo Jesus. Ou seja ele
levou sobre si as nossas transgressões. “A alma precisa aprender Cristo como aquele que
foi crucificado em nosso lugar Uma coisa é a alma considerar a morte de Cristo
como a mera morte de um mártir, outra coisa infinitamente diferente, como
todos os que tiveram a experiência o sabem, é apreender a morte de Cristo como
um real e verdadeiro sacrifício vicário por nossos pecados, como sendo
verdadeiramente um substituto de nossa morte. A alma precisa apreender Cristo
como aquele que sofreu na cruz em seu lugar, ou como seu substituto, de modo
que possa dizer: “Esse sacrifício foi feito por mim. Esse sofrimento e essa
morte aconteceram por meus pecados. Esse bendito Cordeiro
foi morto por meus pecados”. Se essa apreensão e apropriação de Cristo não
vence o pecado em nossa vida, então quem o vence? ( Charles Finney )
Cristo se “fez pecado por nós” (2 Co 5.21). Precisamos apreendê-lo como aquele que é tratado como pecador e até como o chefe dos pecadores por nossa causa e em nosso lugar É assim que as Escrituras o representam: Cristo por nossa culpa foi tratado como se fosse pecador Ele foi feito pecado por nós, isto é, foi tratado como pecador, ou, antes, como sendo o representante, ou como se estivesse incorporando o nosso pecado. A alma precisa apreender que o santo Jesus foi tratado como pecador e corno se todo o pecado estivesse concentrado nEle por causa de nós! Obtivemos este tratamento de Cristo. Ele consentiu em tomar o nosso lugar no sentido de suportar a cruz e a maldição da lei. Quando a alma apreende isto, está pronta para morrer com pesar e amor. Imagine o quanto a alma infinitamente se abomina sob tamanha apreensão! Neste relacionamento, Cristo deve não apenas ser temido, mas apropriado pela fé.
Precisamos, também, apreender o
fato de que “àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que,
nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21), ou seja, que Cristo foi
tratado como pecador para que sejamos tratados como justos; que também sejamos
feitos pessoalmente justos pela fé nEle; que herdemos e nos tornemos
participantes da justiça de Deus conforme a que foi revelada em Cristo; que
nEle e por Ele sejamos feitos justos como Deus é justo. A alma precisa, pela
fé, abraçar e tomar posse da justiça de Deus trazida aos santos em Cristo pela
expiação e pela habitação do Espírito. ( Charles Finney )
4) – O que e expiação ?
R. A palavra “expiação” vem do termo hebraico cofer. Trata-se de um substantivo
do verbo caufar, cobrir O cofer ou a cobertura era o nome da tampa ou cobertura
da arca da aliança e constituía o que era chamado propiciatório. A palavra
grega traduzida por expiação é katallage. Isso significa reconciliação com o
favor ou, mais estritamente, os meios ou condições para que haja reconciliação
com o favor; de katallasso, “mudar ou trocar”. O significado estrito do termo é
substituição. Um exame dessas palavras originais, no contexto em (281) que se
apresentam, mostrará que a expiação é a substituição governamental da punição
dos pecadores pelos sofrimentos de Cristo. São os sofrimentos de Cristo
cobrindo os pecados dos homens.
Os ensinos da teologia natural ou as afirmações a priori da razão acerca
desse assunto.
A doutrina da expiação tem sido considerada doutrina pura da revelação,
em medida tal que excluiria a suposição de que a razão poderia,a priori, fazer
alguma afirmação a seu respeito. Considera-se em geral que esteja totalmente
fora do âmbito da teologia natural, em tal sentido que, à parte da revelação,
não se poderia fazer qualquer pressuposição, nem se permitiria qualquer
conjectura razoável. Mas existem certos fatos na história deste mundo que
tornam essa pressuposição por demais duvidosa. E verdade, decerto, que a
teologia natural não poderia certificar e estabelecer o fato de que uma expiação
foi feita ou que com certeza seria feita; mas se eu não estiver enganado,
pode-se inferir de maneira razoável que, se o verdadeiro caráter de Deus for
conhecido e pressuposto, seria feita uma expiação de algum tipo para ser coerente
com suas relações com o universo a fim de estender a misericórdia aos
habitantes culpados deste mundo. A manifesta necessidade de uma revelação
divina é suposta para permitir um argumento provável de que tal revelação foi
ou será feita. Pela benevolência de Deus, conforme afirmada pela razão e manifesta
em suas obras e providência, é devidamente inferido, conforme suponho, que Ele
tomaria medidas para garantir a santidade e salvação dos homens e, como
condição desse resultado, que lhes concederia uma revelação complementar de
sua vontade jamais dada na criação e na providência.
O parente remidor, representa mais simples e
objetivamente a expiação e sua necessidade, talvez por estar mais próximo de
nossa compreensão, por haver sido empregado, em tempos passados.
Parente Remidor. Como acontece nos muitos
exemplos, é uma doutrina que transcende todo o entendimento humano; pois
ninguém poderia entender inteiramente nesta vida o motivo da redenção que é o
pecado. O preço da redenção pago que é o precioso sangue de Cristo, ou o fim da
redenção que é o estado daqueles que são salvos. As verdades envolvidas neste
tema estão prefiguradas no Antigo Testamento no que devidamente foi designado o
Parente Remidor. Duas linhas gerais de ensinamentos são inerentes ao tipo do
Antigo Testamento:
a) a lei que governa aquele que
vai remir (Lv. 25: 25-55) e
b) o exemplo do Remidor (o
Livro de Rute).
O tipo de redenção é muito simples; mas o antítipo conforme representado por Cristo na cruz é realmente complexo, embora siga implicitamente as mesmas linhas encontradas no tipo. As linhas do tipo são:
a) o remidor tem de ser um
parente (Lv. 25: 48,49; Rt. 3:12,13);
b) o remidor tem de ser capaz
de remir (Rt. 4:4-6; comp. Jr. 50: 34); e
c) a redenção é efetuada pelo
remidor, ou goel, pelo cumprimento das devidas exigências (Lv. 25: 27).
A redenção era de pessoas ou
propriedades e na redenção típica havia provisão para que o indivíduo pudesse
remir a si mesmo, para que a posição ou herança não pudesse ser arrebatada ao
proprietário original e de direito se ele estivesse em condições de
reclamá-las. Por trás disto está a concessão divina de terras às tribos e
famílias que, conforme era a intenção, deveriam permanecer como herança
perpétua através das gerações subseqüentes. O aspecto da redenção própria não
tem lugar na redenção antitípica; pois não há lugar para Cristo remir a si
próprio, nem há como o pecador remir-se do pecado. O grande ato redentor do
Antigo Testamento é o que foi realizado por Jeová quando Ele remiu Israel do
Egito. Nesse ato, que é verdadeiro no plano da verdade redentora e no qual
vemos muitos tipos, a redenção foi totalmente operada por Jeová (Ex. 3: 7, 8);
foi realizada através de uma pessoa, Moisés; pelo sangue (Ex. 12:13, 23, 27);
e por meio de poder: Israel foi retirado do Egito por meio de poder
sobrenatural. A redenção do Novo Testamento segue os mesmos passos. Foi operada
por Deus, por meio de Cristo, pelo Seu sangue e o livramento da escravidão do
pecado é pelo poder do Espírito Santo. A redenção de Israel foi a redenção da
nação para aquela e todas as gerações futuras. Os israelitas ficaram diante de
Jeová como uma nação remida para sempre. A sua redenção típica foi verificada e
estabelecida na morte de Cristo. ( L.S Chaffer )
5) – Fale sobre os ofícios de Jesus.
R. Berkof diz que a doutrina dos ofícios de Cristo não encontra muito apoio em nossos dias. Eu a conhecia não com este nome, mas creio literalmente no Cristo Como profeta, registrado não somente no NT,mas também no AT, como sacerdote, a si mesmo se entregou por nossos pecados, ministrando em nosso favor, e como Rei, vive e vivera para sempre em seu governo eterno
6) – Fale sobre as teorias divergentes da Expiação.
R- 1- Teoria do resgate pago a satanás – sustenta que a morte de Cristo foi um pagamento efetuado a satanás para resgatar os pecadores
2 – Teoria da recapitulação
– Defendia que Cristo havia recapitulado em si próprio todos os estágios da
vida humana, incluso os que pertencem ao nosso estado como pecadores.
3 – Teoria da santificação de Anselmo - Baseava-se em que o pecado consiste em negar a Criatura a Deus a honra que lhe e devida, Que pelo pecado do homem Deus ficou privado de sua honra. Através da punição ou satisfação. Cristo ao morrer havendo cumprido a lei, sem ter pecado nenhum, transferiu para os pecadores sua honra em forma de perdão dos pecados. Razão porque e chamada teoria comercial.
4 – Teoria da Influencia moral - Defendida por Abelardo em oposição a Anselmo – entendia que Deus não exigia uma satisfação da parte do pecador, simplesmente que Cristo morreu para manifestar o amor de Deus para com os homens.
5 – Teoria do Exemplo – defendida pelos socianos – Defendiam que Deus não exige justiça retributiva, ou seja que o o pecado seja punido. Sua justiça não o impede de perdoar a quem queira, sem exigir satisfação. A morte de Cristo não expiou pecados. Cristo salva revelando o caminho da fé e da obediência, sua morte e somente uma inspiração a ser seguida.
6 – Teoria governamental - meio termo entre as doutrinas reformada e sociana – Ela defende que a lei e mera vontade de Deus, e que ele pode altera-la sub-rogala etc., segundo seu critério. Embora pela estrita justiça o pecador merecesse a morte eterna.
7 – Teoria Mística - Concebe a expiação exclusivamente como exercendo influencia sobre o homem e produzindo uma mudança nele, mas não de maneira consciente, mas inconsciente produzida de maneira mística.
8 – Teoria do arrependimento vicário – campbel, também teoria da simpatia – Defendia que Cristo através de seu sofrimento e morte entrou simpaticamente na condenação que o pai aplicou ao pecado, sendo visto por Deus como perfeita confissão por nossos pecados.
Romanos 5, 17 Porque, se
pela ofensa de um só, a morte veio a reinar por esse, muito mais os que recebem
a abundância da [graça], e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus
Cristo.
7) – O que e soteriologia , e fale sobre os conceitos calvinistas, Luteranos, Católico Romano e Arminiano.
R- E a doutrina que trata da comunicação das bênçãos da salvação ao pecador e seu restabelecimento ao favor divino e a vida de intima comunhão com Deus
1 – Calvinistas – ( somente para os predestinados, ou seja particulares ) Cristo não morreu para que todo aquele que nele crê tenha vida..... ( esta passagem esta segundo o conceito destinada especificamente aos eleitos para a salvação, não sendo estendida aos eleitos , predestinados, criados para salvação. ( confunde a vontade permissiva e diretiva de Deus, ao afirmar que Deus e autor de tudo, teem que admitir que Deus e o autor do pecado, sem que necessariamente seja injusto por telo criado e não ter estendo a graça salvadora a todos os homens, já que ele e soberano e sua soberania ( este conceito) não pode ser questionada.
2 - Os Luteranos crêem basicamente quanto ao principio como os calvinistas, mas acrescentam a fé, a manutenção de sua salvação, ou seja quando sem fé a possibilidade da perda da salvação.
3 – Os católicos Romanos entendem que o dom da justificação e salvação e preservado pela obediência aos mandamentos e pela pratica das boas obras, após haver passado pelo batismo.
4 – Os Arminianos entendem a salvação como uma dádiva de Deus, mas a tornam dependente da contrapartida humana em aproveitar a oportunidade, entendem o sacrifício de Cristo como uma satisfação aos pecados do mundo inteiro.
5 – meu entendimento – Entendo que Deus e ao autor da salvação através do sacrifício vicário de Cristo, que esta salvação esta estendida a todos que nele crerem, que a eleição e predestinação são antecedidos ao conhecimento prévio por parte de Deus dos acontecimentos. Que a morte de Cristo foi em favor de todos os que se apropriarem dela, e que após a necessidade e a constatação pelo homem de sua incapacidade de se justificar, volta-se para Deus, que passa a agir, propiciando ao homem os meios para sua regeneração e perseverança.
Resumidamente, ao homem cabe a constatação da necessidade de Deus, e o sentimento de necessitar dele, bem como a decisão de segui-lo ( Note-se que a decisão não implica em capacidade, mas em intenção ultima ). Sendo então a partir de ai, guiado e sustentado por Deus.
8) – Como se dá a participação do Espírito Santo na
soteriologia ?
R – O Espírito Santo não somente tem uma personalidade que lhe e própria, mas também tem um método peculiar de trabalho, e portanto enquanto a obra de Cristo foi merecedora da salvação, a obra do Espírito Santo e sua aplicação. Ou seja ainda, mesmo a obra da aplicação e uma obra de Cristo, mas que e realizada por intermédio do Espírito Santo, e não pode nem por um instante ser separada da obra redentora de Cristo
9) – O que e graça comum e especial ?
R - GRAÇA COMUM:
Atos de benevolência Divina para com a
humanidade em geral, tais como preservação da raça humana, condições gerais
para o homem, fora da salvação pessoal..
GRAÇA ESPECIAL: Se refere a graça Divina na
salvação pessoal..
10) – Fale sobre a fé na doutrina da soteriologia.
R- Efésios 2, 8 Porque pela [graça] sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; A fé e a apropriação da graça para a salvação.
Se considerarmos o conceito calvinistas de que tudo foi decretado por Deus, não no sentido permissivo, mas diretivo, e que tudo o que há foi feito por ele, se consideráramos ainda que ele decretou desde o principio que uns seriam salvos independentemente de virtudes e qualidades, e que outros seriam perdidos nas mesmas condições, tem que tudo que ocorre no ser humano e unicamente proveniente de Deus, e que portanto e irrelevante este estudo como qualquer outro, já que nada pode ser mudado ( fatalismo ).
Por outro lado se considerarmos que Deus em sua soberania, mesmo considerando a separação resultante do pecado no homem de Deus, mas que este conserva os princípios de Deus ( graça comum ), e que a morte de Cristo (João 3.16 [Porque Deus amou o mundo] de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.) pode reconcilia-lo com Deus, através de uma ação de graça estendida a todos aqueles que se entregarem a ele, aplicando então sua fé na apropriação do sacrifício de Cristo, mesmo considerando que existem duas realidades, a nossa limitada, restrita ao que nos foi revelada, e a Deus que e Senhor sobre tudo e todas as coisas. Ou seja dentro de nossa limitação somos convencidos pelo Espírito Santo de Nossa necessidade de salvação, nos apropriamos pela fé da mesma, e somos conduzidos e guiados pelo Espírito Santo através da regeneração, na perseverança dos Santos, considerando ainda que aquele que perseverar até o fim recebera a coroa.
Na outra realidade temos Deus, através de sua soberania, em sua vontade permissiva, permitindo que desvios já previstos e tidos como acontecido se fizessem, no sentido principal de que, o que ele deseja de sua criação e que o ame, mesmo como já disse considerando a realidade limitada, de todo o coração ( de toda a alma e toda a força ( Lucas (10. 27 Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus [de todo o teu coração], de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.).
Temos então um Deus que criou o universo já sabendo de suas variáveis, que aplicou todo o possível dentro de sua santidade e justiça sem que deixa-se de ser o que é, no sentido de salvar os perdidos, temos então um Deus amoroso, que não quer que nenhum se perca ( vontade diretiva ), mas que não forçara, nem decretou que alguém teria que se converter com base única em sua vontade, pois isto não seria graça, seria aplicação de um propósito a um fato, mesmo que o fato não merece atenção.
O que também e questionável, já que se Deus criou o homem a sua imagem e semelhança no sentido espiritual, e como ele e perfeito e não esta sujeito a erros, ou falhas de projeto, e que se sua intenção, era a de ser amado pelas suas criaturas, ao cria-las como que com uma programação pré efetuada, a que respondessem a estímulos e reações designadas, não poderia expressar com sinceridade, mesmo dentro de nossas realidade limitada, uma decisão espontânea, vinda de um agente moral racional, ou seja seria de esperar da criação que se esperaria de robôs, criados para uma finalidade.
Teorias como a
de Calvino, mesmo Lutero, Arminio, e ainda da Igreja Católica, são um insulto a
grandeza do criador, e revela-lo como uma Divindade nos moldes da mitologia
Grego-Romana e scandinava, que se divertiam com as limitações dos mortais.
E na verdade
Deus e um Deus que ama suas criaturas, sua vontade permissiva e que permitiu a
entrada do pecado, para que ele na economia de seus propósitos, pudesse separar
os que são seus, não através de méritos de suas criaturas, pois as mesmas são
limitadas, mas com base na intenção das mesmas, ou seja na constatação pela
mesmas da necessidade de Deus, de sua direção, de ser completado por seu amor,
e estar guardado por sua providencia, e dispor-se a obedecer as suas leis, leis
estas básicas, pequena proporção de sua Deidade.
11) – Fale sobre a perseverança dos Santos.
R- eu me alonguei na questão anterior, mas posso
continuar desenvolvendo a idéia inicial, que e é a de que a perseverança dos
santos e o resultado do agir do Espírito Santo na vida daqueles que se
decidiram por Deus, entregaram a ele suas vidas, não num mero refrão como hoje
e visto, mas como uma intenção sincera da alma, o que somente Deus em sua
realidade ilimitada pode conhecer, nos analisamos atitudes e atos,na suposição
de ser uma indicação desta perseverança, mas Deus olha realmente o que vai na
alma. Ou seja e comum as chamados Pentecostais e arminianos justificarem a sua
salvação com base em atos externos realizados
( Romanos 7. 19 Pois não faço [o bem que ]quero, mas o mal que não
quero, esse pratico. ) Ou dos Calvinistas que simplesmente colocam a
responsabilidade da salvação sobre Deus, sendo ele quem decidiu com base
unicamente em sua soberania, sem que qualquer atitude da criatura, mesmo
considerando sua realidade limitada pudesse muda-la.
A perseverança dos santos vista de nossa realidade limitada e a de que o que perseverar, recebera a coroa, ou seja devemos empregar todos meios limitados que temos a intenção do bem de Deus e de suas criaturas, não porque seremos justificados por isto, mas porque isto e um sinal de que fomos justificados. Isto também na implica que os objetivos serão alcançados,objeto ser possível a santificação plena, já que considero a realidade limitada do homem. Mas sim as definições de amor em Gálatas. Ou seja se nosso amor por Deus for sincero, teremos prazer em intentar fazer sua vontade, nos alegraremos em desejar o bem estar de Deus e do universo.
12) – Fale sobre a união Mística.
R
– A união mística não e o fundamento judicial sobre cuja base nos tornamos
participes das riquezas que há em Cristo. O Fundamento judicial de toda a graça
especial que recebemos, jaz no fato de que a justiça de Cristo nós e imputada
livremente.