SBT – SEMINARIO BATISTA
TEOLOGICO
INTRODUÇÃO AO NOVO
TESTAMENTO
PROF. PR. LECIO BATISTA
PERÍODO MACABEU
STB – Seminário Batista Teológico
De Assis e Região
Aluno: Tércio Bessa do Lago
O PERÍODO MACABEU
I
- A Revolta dos Macabeus (1a.Macabeus:2:23-28; 42ss)
1. Neste período houve em torno de oito guerras.
Judas Macabeus morreu na sétima luta sendo sucedido por Jônatas o quinto mais
jovem filho de Matatias.
2. A revolta começou com Matatias, sacerdote de Modim
(167). Após a sua morte seu filho Judas (166-161) continuou a luta com seis mil
homens. Quando Antíoco mandou sessenta mil homens para subjugá-lo, Judas mandou
os temerosos para a casa. Com três mil homens derrotaram os sírios.
3. Em seguida Judas entrou em Jerusalém e reedificou
o templo (25 de dezembro de 166 AC). A festa da dedicação foi instituída no ano
164 (Cf.Jo:10:22).
4. O Significado da opressão Síria e a revolta dos Macabeus;
restaurou a nação da decadência política e religiosa. Criou um espirito um
espirito nacionalista, uniu a nação e suscitou virilidade. Deu novo impulso ao
Judaísmo, isto pode ser percebido na purificação moral e espiritual do povo, na
onda da literatura apocalíptica, e numa
nova e intensa esperança messiânica
.
Recomendamos a leitura de GUNDRY, Robert H. Panorama do Novo Testamento. S.
Paulo. Ed. Vida Nova, 1978. pgs.3-35 e 43-49 Baxter, J.Sidlow. Examinais as
Escrituras. Ed. Vida Nova. 6 vol.
II
- O PERIODO MACABEU — (ou Hasmoneano).
Matatias, sacerdote, de intenso patriotismo e
imensa coragem, furioso com a tentativa de Antíoco Epifânio, reuniu um bando de
leais compatriotas e desfraldou a bandeira da revolta. Tinha cinco filhos
heróis e guerreiros: Judas, Jônatas, Simão, João e Eleazar. Matatias faleceu em
166 AC. Seu manto caiu sobre os filhos de Judas, guerreiro de admirável génio
militar. Ganhou batalha após batalha em condições de inferioridade incríveis e
impossíveis. Reconquistou Jerusalém em 165 AC, purificou e reedificou o Templo.
Foi esta a origem da Festa da Dedicação (João 10.22,23). Judas uniu em si a
autoridade sacerdotal e civil e assim estabeleceu a linhagem dos
sacerdotes-governadores hasmoneanos, que pêlos seguintes 100 anos governaram
uma judéia independente. Foram eles:
Matatias — 167-166 AC.
Judas— 166-161 AC.
Jônatas— 161-143 MI
Simão —
143-135 AC.
João Hircano 135-104 (filho de Jônatas).
Aristábulo e Filhos 104-63 (indignos do nome dos Macabeus).
Um período que iniciou por causa da crueldade,
termina com a crueldade dentro do próprio povo. Aristóbulo, filho de João Hircano,
entre outras coisas, mandou prender sua genitora, à qual Hircano teria deixado
o reino, conservando-a presa até morrer de fome no cárcere. Seu reinado foi
curto (morreu em 105 AC) e seus filhos tão cruéis quanto ele, não merecem serem
chamados descendentes de Hasmon.
Os dois livros dos Macabeus eram, originalmente, dois
escritos distintos um do outro.
Provém-lhes o nome do sobrenome
dado a Judas filho, de Matatias, por ocasião da terrível derrota que infligiu
aos inimigos. Esse sobrenome tornou-se hereditário em toda sua família.
O Primeiro
livro dos Macabeus estende-se por um período de quarenta anos, do ano
175 até 135. Foi redigido na Palestina
no começo do primeiro século antes da nossa era, em hebraico ou Aramaico,
tendo-se perdido esse texto primitivo. Possuímos hoje apenas um texto grego.
Coloca-se o autor num ponto de vista religioso, salientando a predilecção
divina por Israel, a reação dos judeus que permaneceram fiéis contra o poder
sírio que ocupava o território, e a sua luta contra o paganismo grego que
ameaçava invadir a comunidade israelita. Aconteceu isto, na época
iniciada logo após a morte de Alexandre Magno, em 323. 0 seu império, por falta
de um herdeiro de seu próprio sangue, foi
dividido entre os seus generais, passando a Palestina, juntamente com a
Síria, a ser denominada pela dinastia
dos seleucos. Um dos seus sucessores, Antíoco Epífanes (.175. 163), esforçou.se
por todos os meios por iniciar os judeus no espírito helénico. Surgiu da
Parte dos judeus a revolta, denominada
macabaica, primeiro só de carater religioso,
em seguida, transformada numa guerra santa de independência, a qual se prolongou por um século. sob a chefia dos
descendentes dos Macabeus, e terminou com uma verdadeira autonomia nacional
Foram os romanos, sob Pompeu, no ano
63 a.C., que reduziram definitivamente essa independência e sujeitaram os
judeus. Dominados pela força, os judeus alimentavam implacável ódio contra os
usurpadores de sua terra e viviam em perene expectativa de uma insurreição. Compreende-se que as esperanças .messiânicas se foram
tornando ainda mais generalizadas e vivas. O espirito judaico da época
caracteriza-se por um misto de legalismo e nacionalismo. Semelhante era o
ambiente por ocasião do aparecimento de Jesus Cristo. Neste livro salienta-se
particularmente os sentimentos de fé: uma fé ardente, acompanhada de um sentido
quase exagerado da infinidade de um único Deus, de uma inviolável fidelidade à
Lei e de um apego fanático à cidade
santa de Jerusalém.
O Segundo
livro dos Macabeus, muito diferente do primeiro quanto ao fundo e quanto
forma, narra alguns episódios da primeira parte da luta, descrita no livro
precedente. A obra foi redigida em
Grego mais ou menos no ano 100 a .C., por um judeu que, cuidadosamente, resumiu
um escrito não inspirado, composto
por Jasom de Cirene no ano 160.
O escopo dessa obra é. antes de tudo, a edificação religiosa. Desse modo, temos ante os
olhos narrações mais episódicas do que históricas. São nos apresentados heróis
e ações heróicas que testemunham uma fé ardente e viva, que não se arrefece nem
mesmo perante o martírio. A sua finalidade imediata e avivar o sentimento
Patriótico dos Judeus que residiam em Alexandria.
Acha-se neste Segundo livro, dos Macabeus o testemunho de uma crença até certo
ponto nova nos ensinamentos religiosos dos judeus; a fé na imortalidade da
alma. E só nesse livro e no livro da Sabedoria que se manifesta esse
desenvolvimento na revelação, sendo ele o último a ser escrito antes do
evangelho.
A leitura dos livros dos Macabeus
apresenta menos riqueza em conteúdo religioso do que o resto dos livros
históricos. Entretanto, algumas célebres passagens merecem toda a atenção.
No primeiro livro são notáveis: o retrato de Judas Macabeus (cap. 3); a morte de Ãntioco Epífanes, a
aliança com os romanos (cap.8); o governo de Simão (cap. 14).
No
segundo livro recomendam-se o prefácio (cap. 2): o episódio de Heliodoro (cap. 3); o martírio de Eleazar e dos sete
irmãos (cap.,. 6 e 7 ).
extraído da Bíblia Sagrada, Edição
Pastoral-Catequetica, Editora Ave-Maria 133.a Edição, tradução dos originais
hebraico e grego feita pêlos Monges de Maredsous
(Bélgica), revisada pôr Frei João José Pereira de Castro, O, E,M, e pela equipe
auxiliar da Editora}