03:12
O Homo neanderthalensis foi uma espécie de hominídeo cujos primeiros fósseis foram descobertos em agosto de 1856 em cavernas do Vale de Neander (de onde se origina o nome), na Alemanha.
Durante sua existência, os neandertais e os Homo sapiens mantiveram relações, gerando até filhos híbridos. Com o passar das gerações, mesmo depois da extinção dessa espécie, parte do seu DNA se integrou ao genoma humano, influenciando, inclusive, características fenotípicas como comportamentos, medos e fisiologia dos seres humanos modernos.
Pessoas com ancestrais nativos da Europa e Ásia, os continentes onde os neandertais habitaram, apresentam de 1 a 4% de DNA neandertal em seu genoma.
Apesar de ser uma proporção pequena comparada ao total do DNA, alguns fragmentos do DNA neandertal estão presentes em mais de 60% da região, o que significa que nunca houve tanto DNA neandertal na Terra como agora, considerando o tamanho da população atual.
O DNA neandertal pode influenciar características genéticas como tom de pele, cor do cabelo, altura, padrões de sono, sistema imunológico, entre outras.
De acordo com um estudo inédito do laboratório Genera, a partir de uma base de mais de 200 mil clientes que fizeram os testes genéticos, 98% dos brasileiros possuem DNA neandertal.
Cada brasileiro, porém, tem uma média de 2,5% desse DNA em seu genoma. Já argentinos e uruguaios contam com uma média de 2,8% e 2,69%, respectivamente.
Esses avanços e recursos tecnológicos da genômica permitem enriquecer o conhecimento sobre a evolução humana e proporcionam conhecimentos valiosos sobre adaptações evolutivas, predisposição a doenças e variações genéticas dos antepassados que moldaram a diversidade humana até os dias atuais.
Referência
Pääbo, Svante. Neanderthal Genome Sequenced.
Prüfer, Kay et al. A high-coverage Neandertal genome from Vindija Cave in Croatia.
DNA das Cavernas: as influências genéticas que recebemos dos neandertais.
❤