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lfvasques
do feed dum amigo:
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Macron acena sempre com um sorriso amigo, mas não tem propostas nem para o Brasil, nem para a América Latina, nem para o Sul global. Hoje, ele está mais preocupado em como invadir o Níger e manter a política colonial em África (1/7).
Pode parecer um certo exagero, mas não é. Governando como um trator, Macron, sobretudo nesse segundo mandato, tem imposto reformas privatizantes que ele jogou para frente no primeiro mandato.
No duro, Macron se coloca inercialmente a favor das beligerâncias entre Ucrânia e Rússia, pois sabe que isso enfraquece a rival Alemanha. O problema é, realmente, África e a possível extração do urânio em termos coloniais.
Hoje, o levante na África Ocidental, obviamente, tem a anuência dos Brics+, mas isso não é apenas de Rússia e China, mas também dos árabes: o vento mudou no Sahel com o reposicionamento global das petromonarquias.
Por outro lado, o acordo UE-Mercosul é barrado por agricultores europeus, que têm razão em se proteger, e talvez não tem interesse tanto assim ao Brasil. Macron, nesse sentido, age à esquerda, empurrando com a barriga pela pressão do campo, e à direita, contra o Brics.
A dinâmica selvagem de acumulação, que a burguesia francesa assumiu na década de 2000, ocorre em uma relação de parceria subalterna aos EUA. O que foi sedimentado com a vitória americana no Iraque. Macron é um gestor disso.
Em resumo, não há nada que Macron tenha para oferecer ao Brasil. E Lula, que não é Alberto Fernandez, se tocou disso. Macron tampouco faz questão de fingir que o presidente brasileiro está errado.
(Hugo Albuquerque)