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Na Mídia
O nosso webmaster, Daniel Mario Manga Pochintesta, colaborou na reportagem sobre serviços gratuitos da Internet, no caderno de Informática do Jornal do Commercio de Pernambuco. A reportagem de Bruna Cabral, publicada na quarta-feira, 25 de abril de 2001, abordava os problemas dos serviços gratuitos de acesso à Internet e correio eletrônico, entre outros, sendo estes insuficientes para as necessidades e exigências de muitos internautas pernambucanos, bem como suas opiniões.
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Serviços gratuitos de acesso à Internet e correio eletrônico, entre outros, são insuficientes para as necessidades e exigências de muitos internautas pernambucanos BRUNA CABRAL [email protected] Provedor de acesso, antivírus, conta de e-mail, tudo de graça. Está servido? Para quem não resiste a nada que é dado, a Internet pode ser um prato cheio. Mas, se as opções de programas gratuitos oferecidos na Web são ilimitadas, não se pode dizer o mesmo dos recursos disponibilizados por esses serviços. Lentidão, linhas congestionadas, falhas na conexão e limites de espaço e de funcionalidades são apenas alguns dos problemas que atormentam a vida dos internautas adeptos do estilo de vida 'se me dão...'. Eles são unânimes quanto a uma regra básica de convivência com esses serviços free: confie desconfiando, ou seja, nunca dependa única e exclusivamente deles. A estudante de direito Anna Izabella Braga, 26 anos, ignorou esse mandamento e marcou um encontro virtual com o namorado, que mora em Uberlândia, apostando todas as suas fichas na 'fidelidade' do provedor iG. Não deu muito certo. "Não conseguia conectar de jeito nenhum", afirma. O pior é que o 'bolo' se repetiu várias vezes. "Já não agüentava ler a mensagem: Erro 650", conta. Ela não foi a única vítima de sua família. "Meu pai já deixou de entregar um relatório importante por causa das falhas na conexão." Sua irmã, Anna Carolina, 22, também não morre de amores pelo serviço. "Só conseguia entrar na Internet durante a semana e se persistisse muito", afirma. Os incovenientes eram tantos, que a família decidiu migrar para um provedor pago, há uma semana, depois de usar o iG por quatro meses. "Esse período valeu como experiência, mas o serviço não supria nossa necessidade", garante Carolina. Enquanto os Braga aumentam a lista dos 'desertores' do serviço grátis, a estudante Suzana Feitosa, 17 anos, está mais para barrada no baile. "Há dois meses estou tentando me cadastrar no iG e não consigo", afirma. "Sempre que tento ocorre um problema no sistema e o meu cadastro não é corretamente finalizado", afirma. "Tudo que é de graça, tende a ser complicado." Já o publicitário Thiago Diniz, 24, teve mais sorte na hora de entrar para o grupo de usuários iG. O azar veio depois. Todas as vezes que tinha problemas com o serviço, sofria com as deficiências do suporte. "A maior falha era o fato de eles não receberem ligações feitas de celular". Apesar de o iG ser o campeão das reclamações na cidade (o que se explica pelo fato de esse ser o último dos provedores gratuitos à disposição dos recifenses), ele não é o único serviço que está arriscado a ganhar uma página do tipo Eu Odeio a qualquer momento. As contas gratuitas de e-mail, fiéis escudeiras de todo internauta heavy user que se preze, também dão muitas dores de cabeça. Quem atesta isso é o assistente administrativo, Myckon Freitas, 26. Em dois anos ele conseguiu reunir nada menos que seis contas de e-mail: Hotmail, StarMedia, Globo.com, Zipmail, MailBr e (ufa!) BOL. Por que tantas? Como reza a sabedoria popular, de graça, até injeção na testa. "O pior de todos é o Hotmail. Recebo spam demais. São mais de 70 mensagens por dia. O MailBr é o mais eficiente", garante Myckon. Apesar do vício por tudo que é gratuito, ele garante que esses serviços devem ser usados sempre como uma segunda alternativa. "Todos os freeware têm sérias limitações." O estudante universitário André Telles, 26, ficou tão incomodado com a invasão de mensagens indesejadas que abandonou sua conta do Hotmail, mas ainda se mantém fiel ao BOL e ao Corinthians.com. "Acho que esses programas têm uma importante missão: a de democratizar o uso da Internet", afirma. "Por outro lado, não se pode esperar muito deles." Para esses internautas, o segredo para lidar com os serviços grátis está em adotar estratégias de convívio. O estudante Erick Jeyse Freire Pinheiro, 22, descobriu isso há algum tempo. "O BOL tem um tempo de script muito pequeno. É comum a sessão expirar quando você tenta enviar uma mensagem, depois de ter perdido minutos a fio escrevendo. Por isso, faço tudo no bloco de nota e depois copio", conta. Ele dá outra dica: melhor não abrir outros aplicativos e janelas na hora de checar e-mail. O BOL é muito 'sentimental'. Apesar de ninguém negar as limitações dos softwares gratuitos, para a maior parte dos internautas a máxima 'ruim com eles, pior sem eles' prevalece na hora de escolher o serviço a ser utilizado. É o caso do webmaster Daniel Pochintesta, 21, que tem como lema aproveitar tudo que a Rede tem para oferecer. Além de iG e Hotmail, ele usa o MSN, programa de troca de mensagens instantâneas da Microsoft (gratuito, claro) e hospeda uma página no Geocities. Mas ainda não se dá por satisfeito. "Falta variedade e qualidade", reclama.
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