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| USINA LE BLOND
O terceiro CD do trio de funk/rock gravado ao vivo (em estúdio) em janeiro desse ano preserva o clima dos shows onde ritmo, groove e licks ferozes convivem em uma galáxia única, a parte de tudo o que se produz musicalmente no Brasil. Com nova formação e novas idéias, o CD vem mais heavy/funk do que nunca. São doze psicodélicas canções com letras que retratam de forma bem humorada, como pequenas crônicas, o dia-a-dia e os personagens que cruzaram o caminho da banda. Artistas gráficos independentes participaram da produção visual do CD expondo em telas, gravuras e bonecos suas visões das letras da USINA. Heavy, Funk, Punk 77, Psicodelia, Tropicalismo, Samba, Bossa, o que mais você está esperando para ouvir? VARDA RECORDS - número de código: VARDA 1965 |
LIBERDADE (VIA VILA KENNEDY) - Samba-Bossa ou uma Bossa de Samba? Escrito para alertar a um incauto sobre seu inadequado procedimento, a música atinge o objetivo de encantar em singeleza mas falhou ao não abrir os olhos do tal sujeito. Vão-se os anéis mas ficam as belas melodias. (escute aqui a música)
MACUNAÍMA - Faixa que comenta sobre o nobre ato brasileiro de prometer muito e cumprir pouco. Olha que se espremer o sujeito contra a parede, o cara pode até chorar! Inspirada em fatos reais. Um forte riff suingado abre os trabalhos e prepara o terreno para uma cantarolante melodia. O nosso "herói nacional" continua livre, leve e solto, macunaímamente agindo por aí. Você deve conhecer alguns.
SIMANCOL - Outra crônica. Durante um show ansiosamente esperado, um conhecido (cujo nome manteremos em sigilo) "acordou com uma baita afta e dente inflamado". Sem grana e tempo resolveu levar no bolso um frasco grande, meio pela metade, de um determinado produto bucal para aliviar a pressão. O resto é lenda. "Gargarejou e engoliu?"
COBRADOR - Acho que todo mundo tem um à porta, seja exigindo grana, atitude ou amor. Escolha o seu. Um Heavy/Funk de primeira. Pesadão.
VEXAME - O refrão "emula" o falar e expõe o triste comportamento de uma típica garotinha consumista e imatura. A união do Funk Carioca com o peso das guitarras e a pulsação firme da bateria. Porrada.
ALMA DO DESENGANO - A letra fala sobre uma tragédia na quadra de uma fictícia Escola de samba onde se misturam uma levada "Jorge Benjorgiana" e um corpo caído no chão. O Rock errou, mas o Samba não salvou.
MINHA CULPA? - Briga de casal, aquela ladainha de sempre, cada um sendo "mais compreensivo" com o outro e jogando os erros na cara. Lavação de roupa suja pela metade. O marido tá doido pra ver a mulher admitir mas "tá ruimmm..." Ritmo inspirado na típica soul dos 60, estilo Sam & Dave com algo de John Spencer. (escute aqui a música)
MÚSICA NOVA - De cunho tropicalista - e letra idem - a harmonia cromática desce e sobe em busca de um novo ambiente e clima para a tal "música nova". Haverá chance dentro desse mercado?
TUDO TÃO NATURAL - Outro Heavy/Funk com pau de dar em doido! A letra brinca com as superstições e as simpatias praticadas pelo povo brasileiro. É só procurar em qualquer encruzilhada.
PALAVRA VALE (ME FAÇA ACREDITAR QUE É POSSÍVEL AMAR) - Um solo emotivo abre e fecha uma desavergonha música climática. Na melhor tradição do rock dos anos 70. Será que "palavra vale", mesmo? É uma espécie de continuação filosófica da tese iniciada em "Macunaíma". Estaremos todos fritos? Haverá futuro?
25 DE AGOSTO - Sob uma base tipicamente MOD, a letra fala sobre um encontro de amigos para comemorar um aniversário. Amigos que nunca mais se reuniram a partir desse 25 de Agosto. (escute aqui a música)
RESISTÊNCIA CULTURAL - Um Samba acelerado com pique de Bossa Nova, brinca com cromatismos como em "Música Nova". A letra é um chamado à resistência contra a tal dominacão estrangeira. Dialogar ainda vá lá mas prevaricar com o "outro" é de bom tom?
PALAVRAS SENTIDAS (Só a sua roupa tem que trocar) - A letra disserta sobre certas idéias pré-concebidas e preconceituosas. Assim como tem piada de português, tem de brasileiro... A letra é um pedido de desculpas por tanta parcialidade. Se queres assinar a petição esteja à vontade.
Formação
que gravou o CD:
Carlos
"Hekamiah" Lopes - Vocais e guitarras com wah-wah, capotrastes e sem.
Polêmico,
poderia ser considerado um "agitador cultural" se trabalhasse com produção
de eventos...
João
Paulo Ramos - Baterista egresso do Jazz mas muito bem servindo à
Grande Rio como tamborinista. Esse cara é bom!
Wlad
- O verdadeiro "homem-baixo", nem tão lá embaixo, nem tão
lá em cima. Fera.
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