REUNIÕES QUE FUNCIONAM
A
maioria das pessoas vê as reuniões como um mal necessário para realizar um
trabalho, mas não devemos ser negativos com relação às mesmas, mas sim
torná-las um instrumento importante de comunicação. Antes de convocar uma
reunião precisamos ter em mente se ela é mesmo necessária e, em caso
positivo, passamos ao primeiro passo: o planejamento da reunião.
Participantes
Reuniões
com muitos integrantes tornam-se mais demoradas, portanto, ao convocar as
pessoas que irão participar tenha certeza de que sua presença é realmente
fundamental para a reunião a ser realizada e só assim convide-a.
Se
alguma pessoa – cuja presença era necessária – deixou de comparecer, faça
com que ela fique a par dos assuntos tratados, entregando-lhe uma ata da reunião.
Pauta
Estabeleça
uma pauta dos assuntos que deverão ser discutidos, colocando-os em ordem de
importância, e distribua aos participantes (antes ou no início da reunião).
Permita uma pequena alteração na mesma, se alguém tiver algum assunto a ser
tratado – antes, porém, avalie sua importância e descarte-o, se assim for
preciso.
Esta
é uma forma simples e eficaz de conduzir a reunião, não permitindo que
assuntos menos importantes sejam tratados em detrimento de outros realmente
relevantes.
Tempo
Determine
o tempo de duração da reunião e o obedeça, desta forma as pessoas que
participam ficarão mais seguras de quanto tempo precisam despender e tenderão
a participar novamente. Peguemos como exemplo uma reunião de instituição que
tem duração prevista de duas horas, onde todos os diretores departamentais
precisam falar sobre os trabalhos executados – ou em andamento – pela sua área.
Uma boa idéia pode ser dividir a reunião em 2 partes. Na primeira hora, os
presentes deverão falar sobre seus respectivos departamentos e o tempo restante
fica aberto para discussão de novos projetos, resolução de problemas, etc.
Para
tornar a reunião bem democrática, uma boa tática é dividir o tempo de forma
igual entre todos. Ex.: Se tiverem 10 pessoas presentes, cada uma terá direito
a 6 minutos para falar sobre sua área. Desta forma, todos poderão falar pelo
mesmo período de tempo, as pessoas precisarão ser sucintas e a reunião será
mais produtiva.
Contudo,
sugere-se que logo no início da reunião estabeleça essa regra, verifique se
todos estão de acordo e – fundamental – controle o tempo de cada
participante. Não esqueça: o líder da reunião é que conduz o espetáculo e
não os demais.
Estabeleça
o tom
Cabe ao
líder estabelecer o tom da reunião. Se for eficiente, empenhado, organizado no
trabalho, os outros também o serão. Ao contrário, se ficar contando piadas
demais, por exemplo, poderá dar um tom errado à reunião.
Mantendo
a reunião nos trilhos
É
importante garantir a participação de todos. Desta forma, o líder deve
colocar as pessoas no palco e mantê-las fora dele após darem sua opinião. No
primeiro caso pode-se fazer perguntas do tipo “Eu gostaria de saber o que você
pensa à respeito”. Já no segundo caso uma boa opção é “Esta idéia me
parece boa e não podemos despreza-la, mas estamos desviando um pouco do
assunto. Que tal discutirmos esse item em outra ocasião?”.
Para
atingir o objetivo, o líder deve manter com firmeza a direção da reunião,
mas lembrando que lidar com pessoas significa trabalhar com sentimentos e estes
não podem ser desprezados.
Dizendo
as coisas como elas são
É
importante ouvir todas as pessoa presentes, afinal, é mais provável que as
pessoas aceitem as decisões que elas ajudaram a tomar do que as que lhes foram
impostas. Da mesma forma, ignorar assuntos difíceis ou querer simplifica-los não
ajuda ninguém a entender, lidar ou resolver esses assuntos de maneira
eficiente.
Diga
sim quando for para dizer sim e não quando for necessário. Mas não esqueça
de justificar sua opinião de forma clara.
Trabalhando com pessoas difíceis
Se
olhar ao seu redor, você identificará vários tipos na reunião. Entre eles, o
Dominador (quer tomar conta da reunião); o Ditador de Leis (só ele sabe a
verdade e faz seu discurso próprio); o Sonhador (sempre em outro mundo); o
Pacificador (tentando acertar tudo); o que Bóia (lutando para acompanhar); e
ainda o Silencioso, o Aborrecido, etc, etc.
Contudo,
os mais preocupantes são:
Dominador
– Tente manter o grupo envolvido no assunto, fazendo perguntas e observações
a todos; desencoraje decisões prematuras – que não foram suficientemente
discutidas; não entre em batalha pessoal e, não assuma posição de adversário
do dominador. Escute sua idéia faça um comentário honesto, porém, educado e
acate-a ou descarte-a dependendo do julgamento de todos.
Silencioso
– Faça várias perguntas para obter sua opinião de forma mais abrangente e não
somente “sim” ou “não”; fale de forma mais lenta ao se dirigir a ele; não
deixe essa pessoa embaraçada e responda logo em seguida ao que ela falou,
mostrando que estava escutando e que valorizou sua idéia.
Social
– Apesar de agradável, essa pessoa tende a desviar a atenção dos
participantes com assuntos não relacionados com a reunião. Portanto, não
fique preso às suas palavras, desviando-se do assunto principal; traga a
discussão de volta aos trilhos, com gentileza; não menospreza ou faça pouco
dessa pessoa com humor ou sarcasmo e seja sensível à necessidade dessa pessoa
de relacionamento e cooperação dentro da reunião.
Lidando com situações difíceis
Poucas
coisas são mais desagradáveis do que um conflito em reunião. As vozes se
alteram, o mau humor vem à tona, as emoções se exacerbam, e o líder sente-se
mais um árbitro do que um dirigente.
Nesses
momentos é necessário manter a calma. Dar vazão à sua irritação pode
aliviar a tensão, mas poderá implicar em resultados desastrosos – não
apenas naquele momento, mas para sempre. Se o líder não está envolvido no
conflito, deve pedir calma, dizendo aos oponentes que expressem sua opinião de
forma educada e um de cada vez, sem interrupções (obviamente, terão um tempo
para isso, não podendo usar todo o tempo da reunião).
Não
é uma oportunidade para fazer acusações ou atribuir culpas, nem de fazer
prevalecer seus próprios pontos de vista. E se mesmo após falarem
alternadamente, o conflito permanecer, convém estabelecer uma pausa para
esfriar os ânimos. “Parece que nós não estamos realmente conseguindo nos
comunicar, já que estamos em direções diferentes. Alguém tem uma idéia para
retomarmos ao rumo certo?” Geralmente esse controle funciona, mas se não der
certo – e em último caso – deve-se suspender a reunião e retomá-la em
outra ocasião, ou depois de alguns minutos.
Encerrando
a reunião
Tão
importante quanto começar a reunião, é encerrá-la. Reserve um tempo final
para fazer um breve resumo do que foi dito e resolvido, lembrando a cada um
quais as tarefas que lhe cabem realizar – e cobrando-as na próxima reunião.
Conclusão
As
reuniões são conduzidas por pessoas, constituídas por pessoas e, finalmente,
destinadas a pessoas, e as pessoas têm algumas necessidades básicas no
contexto de uma reunião: serem valorizadas como indivíduos; sentirem que suas
contribuições são percebidas e valorizadas; terem um ambiente físico
adequado, que permita a concentração e a interação; serem membro de um grupo
que faz o que se reuniu para realizar. Tendo isso em mente, as reuniões podem
ir muito além do trivial.
Dicas
para Reuniões
Resolva
um item de cada vez
Para
cada item deve-se descobrir: o que (problema) – como – o que (solução)
a)
convergência de conteúdo
b)
convergência de processo
c)
proteger pessoas de ataques pessoais
d)
manter discussão num bom nível de equilíbrio e fluência
e)
clareza no papel e responsabilidade de cada pessoa
Indagar
se alguém precisa sair mais cedo
Começar
a reunião no horário marcado
Problema:
listar possíveis soluções – estabelecer critérios
a)
destacar o que deve ser feito
b)
fazer o que for determinado/implementação
c)
avaliar
18
passos para uma reunião melhor
Antes
-
planejar: quem, qual, quando, onde, porque, quantos
-
preparar e enviar uma agenda antecipadamente
-
chegar mais cedo e arranjar a sala
Início
- começar
na hora
- fazer
com que os participantes de apresentem e estabelecer expectativas da
reunião
-
definir claramente os papéis
-
rever, revisar e ordenar a agenda
-
determinar com clareza o limite do tempo
- rever
os itens de ação para reunião seguinte
Durante
focalizar
o mesmo problema, da mesma forma, ao mesmo tempo
Final
-
estabelecer itens de ação: quem, que, quando
- rever
memória do grupo
-
marcar próxima reunião (quando, onde, desenvolver agenda/pré-pauta)
-
avaliar reunião
-
encerrar reunião decisiva e positivamente
-
limpar/arrumar sala
Depois
-
preparar ata
- acompanhar
itens de ação e iniciar preparo da próxima reunião