Poemas de Alexandre
Morte e Amor I

Que as trevas venham
Que o meu ser se desfa�a
Camaradas, vejam
Como morro, como uma ca�a

A raposa que sangra no dente do c�o
O peito ardendo em chamas
O corpo, j� n�o est� mais s�o
A pisqu� j� sente as flamas

Que n�o seja em v�, a morte
Que de exemplo a minha seja
Para ela, meu amor, siga a sorte

Eu lhe suplico, com o �ltimo suspiro
Me acolha... se for o que voc� deseja
Limpe meu rosto, enquanto respiro
Viva os malditos

Bravo, sejam f�teis
Sigam a massa, pensem como massa
Compre coisas in�teis

Chamem-me de ot�rio, trouxa
Lembrem-se de que os odeio (sejam, fa�a)
O sistema n�o me afrouxa

Vejam tv, deixem de ser...
A passividade � �til
Mesmo que sem saber...

Votem, democracia...
Sem sistema...�topia...
Imaginem ent�o como (n�o) seria

Vivo em uma utopia
Lugar? Mundo dos sonhos...
Onde sinto... muito... frio...
A...

Eu lhe suplico, permita-me que eu viva
� anjo de pele alva e cabelos negros
Conhecer seu sorriso, seria perder a vida
Inimagin�vel seria ent�o conhecer seus segredos

Donzela de beleza sem igual
Amo-te, sem d�vida, sem pudor
N�o sou digno de seu amor, sou um mortal
V�-la e n�o toc�-la � uma enorme dor

T�-la seria uma heresia
Linda donzela, me deixe, por favor
Afirmo isso, mesmo que soe hipocrisia

N�o posso pensar em ti
Rio-me de desespero e dor
Eu lhe suplico... Para n�o sorrir..
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