04/02/2005

Raquel Machado Galvão

 

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Aula e diversão no mesmo cenário

A Ufes oferece atividades de entretenimento variadas nesse primeiro bimestre do ano

" - E aí, vai viajar nas férias do começo do ano?"
" - Que nada, vou estar em aula..."

Esse é um dos quadros mais freqüentes na realidade dos alunos da Ufes. Enquanto boa parte das pessoas descansa nos meses mais quentes do ano, eles estão envolvidos com o estudo por conta do calendário desregulado. Mesmo dentro da Universidade, muitos setores não se adequam à "rotina" das "não-férias" estudantis. Algumas das poucas atividades que continuam funcionando normalmente, e que se beneficiam com a permanência dos universitários em janeiro e fevereiro, são as de entretenimento.

"Somos uma sala independente e temos um público fiel", disse o diretor do Cine Metropólis, Adriany Raymundo. A sala funciona desde 1992 e dá preferência à exibição de filmes europeus, asiáticos, nacionais, latino-americanos e americanos independentes. A entrada, abaixo do preço dos demais cinemas da Grande Vitória, custa R$ 3 a meia e R$ 6 a inteira, de segunda a quinta-feira, e R$ 4 a meia e R$ 8 a inteira nas sextas, sábados, domingos e feriados. "Além disso, temos a apresentação da Sessão Cinéfilo com clássicos do cinema todas as quartas feiras, às 21 horas", contou Adriany.

A estudante de Letras - Inglês, Thays Nogueira, acha o horário de exibição bem coerente com o dos alunos: "quando vou ao Metrópolis, saio da aula direto para o cinema. É legal porque podemos ir acompanhados dos amigos do curso". Para aquelas pessoas que gostam de animação japonesa, o Metrópolis também tem novidade: até março, o "Animefã" apresentará vários desenhos animados do Japão. As sessões são sempre às 10 horas de sábado e o custo é de apenas R$3.

Sem grana? Não tem problema...

Mesmo que o universitário esteja sem nenhum dinheiro no bolso, ele poderá encontrar formas de se entreter na Ufes. "Tivemos uma exposição do artista Natal até 30 de janeiro na Galeria de Arte do Espaço Universitário e a partir do dia 20 desse mês mostraremos vários trabalhos de alunos do Centro de Artes, coordenados pela professora Mara Perpétua", afirmou a Secretária de Cultura da Ufes, Rosana Paste. Ela frisa que a entrada é gratuita, no entanto muitos alunos desconhecem essas exposições. "Sempre passei em frente à galeria, mas nunca tive disponibilidade de conhecer", disse a estudante Thays.

Outras alternativas abertas ao público são os constantes lançamentos dos livros publicados pela Editora da Ufes. "Os próximos lançamentos que acontecerão na Livraria da Ufes serão das obras de Aurélia Castilhone e Marta Zorzal. Provavelmente, após o carnaval", afirmou Rosana.


Quando a grana é o problema...

Na questão teatral, a Secretária de cultura resolveu investir desde já: "No final de fevereiro, estaremos trazendo a peça 'A Última Noite de um Homem' para o Teatro Universitário". Sobre o preço para o acesso, Rosana ressaltou: "O custo de trazer a apresentação desse nível é muito caro. Cobraremos R$ 20 a meia entrada e R$ 40 a inteira".

A estudante de jornalismo e atriz Juliana Bourguignon tem pretensões de assistir a peça, mas reclama do preço: "É muito interessante quando esse tipo de evento chega ao nosso Estado. Mas, na maioria das vezes, acabamos pagando um preço bem elevado".

Notícia ruim

Infelizmente, uma fonte de entretenimento da Ufes está parada. O planetário teve as suas atividades suspensas, com previsão de retorno apenas para o dia 15 de fevereiro. "Não estamos funcionando porque um equipamento do planetário quebrou", afirmou o planetarista Cesário Saiter. Segundo ele, há apenas um técnico habilitado para consertar o equipamento em todo o Brasil e, no momento, ele está indisponível.

Em atividade normal, o planetário atende escolas e interessados sempre as sextas, às 19 hs, e aos sábados, às 17 e 19 hs.

Extra, extra...

Adriany Raymundo, diretor do Cine Metrópolis, nos adiantou as próximas estréias: "Dia 4, entra o filme russo 'O Retorno' e dia 11, 'Crimes em Wanderland'". Ainda sem ordem definida, Raymundo promete 'Os Sonhadores', de Bertulucci, o holandês 'Edukators', 'Zatoichi', 'Desde que Otar partiu' e os documentários brasileiros 'Entre Atos' e 'Peões',
Agora só falta a pipoca, porque o projetor não vai parar tão cedo.

 
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