04/02/2005

Ronald Alves

 

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Processo contra o DCE

Estudantes do ensino à distância tentam suspender a eleição da atual diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufes.

O diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufes está sendo processado pelas alunas do Núcleo de Educação Aberta e à Distância (Ne@ad), Lucimara Agostini, Simony Clamon, Rosilene Rocha, Fátima Fiene, Izalrina Costa e Lúcia Cândida de Oliveira. O processo visa suspender a última eleição do DCE, ocorrida em abril do ano passado, da qual os estudantes do ensino à distância não participaram.

O estatuto do DCE, aprovado em Assembléia do III Congresso dos estudantes da Ufes (Coneufes), não reconhece esses estudantes como eleitores. Para o coordenador geral do DCE, Gustavo Badaró, os estudantes na Assembléia consideraram que a própria modalidade, ensino à distância, impossibilita esses estudantes concorrerem à diretoria, uma vez, que não estão presentes no campus. Logo, não podem votar, pois haveria uma incoerência. Ele acredita que esses estudantes precisam ter uma representação própria, e é papel do CDE estimular e colaborar com a construção desse processo.

A aluna do ensino à distância, Lúcia Cândida de Oliveira não foi encontrada para explicar a situação.

Na audiência com o juiz, no dia 18 de novembro do ano passado, nenhuma das partes se apresentou com seus respectivos advogados e o caso vai ser julgado à revelia, ou seja, como se eles não estivessem presentes - sem representação legal. O juiz irá investigar os documentos apresentados e dar um parecer sobre o caso.

Nesse mês acontece o IV Coneufes, no qual essa questão poderá ser rediscutida. Os estudantes de ensino à distância poderão participar do evento com direito a voz, como qualquer outro estudante. No entanto só terão direito a voto se forem eleitos como delegados do seu curso, Pedagogia.

 
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