Processo contra o DCE
Estudantes do ensino à distância tentam
suspender a eleição da atual diretoria do Diretório
Central dos Estudantes (DCE) da Ufes.
O diretório Central dos Estudantes (DCE) da
Ufes está sendo processado pelas alunas do Núcleo de Educação
Aberta e à Distância (Ne@ad), Lucimara Agostini, Simony
Clamon, Rosilene Rocha, Fátima Fiene, Izalrina Costa e Lúcia
Cândida de Oliveira. O processo visa suspender a última
eleição do DCE, ocorrida em abril do ano passado, da qual
os estudantes do ensino à distância não participaram.
O estatuto do DCE, aprovado em Assembléia do III Congresso dos
estudantes da Ufes (Coneufes), não reconhece esses estudantes
como eleitores. Para o coordenador geral do DCE, Gustavo Badaró,
os estudantes na Assembléia consideraram que a própria
modalidade, ensino à distância, impossibilita esses estudantes
concorrerem à diretoria, uma vez, que não estão
presentes no campus. Logo, não podem votar, pois haveria uma
incoerência. Ele acredita que esses estudantes precisam ter uma
representação própria, e é papel do CDE
estimular e colaborar com a construção desse processo.
A aluna do ensino à distância, Lúcia Cândida
de Oliveira não foi encontrada para explicar a situação.
Na audiência com o juiz, no dia 18 de novembro do ano passado,
nenhuma das partes se apresentou com seus respectivos advogados e o
caso vai ser julgado à revelia, ou seja, como se eles não
estivessem presentes - sem representação legal. O juiz
irá investigar os documentos apresentados e dar um parecer sobre
o caso.
Nesse mês acontece o IV Coneufes, no qual essa questão
poderá ser rediscutida. Os estudantes de ensino à distância
poderão participar do evento com direito a voz, como qualquer
outro estudante. No entanto só terão direito a voto se
forem eleitos como delegados do seu curso, Pedagogia.