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Alagados no campus A aluna Sara Nigri, do 6º período do curso de História, disse que já encontrou dificuldades para chegar à Biblioteca por causa dos alagamentos. Ela destaca também que a proliferação dos mosquitos é mais um transtorno que os alunos enfrentam. "A água empoçada durante muitos dias provoca mau cheiro", afirma Verônica Antônia Freitas, estudante do 4º período de Publicidade. A maior parte das águas pluviais é drenada para o canal da passagem; parte é direcionada para o sistema de captação da Av. Fernando Ferrari e o restante, referente à área em torno da Biblioteca Central e do Restaurante Universitário (R.U.), é direcionado para a lagoa próxima ao Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), a qual tem ligação com o mar. "A manutenção nas calhas e nos bueiros é feita semestralmente ou como medida corretiva (após alagamentos, por exemplo) quando há solicitação de algum Departamento", informou José Henrique Diniz, Coordenador de Manutenção da Ufes. " O lençol freático está a 1m de profundidade. A rede de drenagem da Universidade está limitada ao nível mínimo do espelho d' água da lagoa ou da maré para que a água das chuvas escoe. Quando a maré está cheia e as chuvas são muito intensas, ocorrem os alagamentos, pois a maré cheia dificulta a drenagem da água", afirma Ângelo Pagani, engenheiro civil da Ufes. Segundo a engenheira civil e funcionária da Ufes, Maria de Fátima Frechiani Gonçalves, "a água acumulada no campus é exclusivamente de origem pluvial". Isso porque todo o esgoto da Universidade é tratado de acordo com o sistema de fossa e filtro, norma brasileira 7229 para regiões não servidas por rede de esgoto, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), complementada pela norma NBR 13969. Ou seja: o esgoto é tratado, enviado para um poço de bombeamento e lançado ao mar. Uma possível solução apontada por Maria de Fátima, para a região da Biblioteca e do R.U., seria baixar o nível do espelho d' água da lagoa. Assim, a água das chuvas poderia ser melhor drenada, mas se a maré estiver cheia, do mesmo modo poderá haver alagamentos devido à ligação da lagoa com o mar. Segundo ela, deveria ser feito um estudo sobre os possíveis impactos, por exemplo, a salinização. Outra medida seria criar um poço para onde seria levada a água das chuvas. Porém, essa construção demandaria muitos recursos (inclusive para a manutenção da bomba) dos quais a Universidade não dispõe atualmente. Para o chefe do Departamento de Engenharia Ambiental, professor Daniel Rigo, é preciso fazer um estudo sobre os pontos de alagamentos e sobre a topografia local. Ele sugere que em áreas baixas o sistema de drenagem seja feito por meio de calhas superficiais e não por tubulações enterradas. "È preciso fazer uma análise sobre o atual sistema de drenagem, pois se a água permanece por muitos dias nos pontos de alagamento, é possível que não se tenha previsto uma drenagem adequada para o terreno do campus". |