10/06/2005

Jackeline Gama

 

 

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Alunos de Comunicação Social da Ufes resgatam a história do MST no Espírito Santo

O resgate da história do MST em terras capixabas está sendo feito por meio de um vídeo-documentário produzido por alunos de Comunicação Social em um projeto de extensão

O curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), numa parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), está produzindo um vídeo-documentário sobre os 20 anos do MST no estado. A idéia de produzir um documentário contando a história do movimento surgiu do próprio MST e a produção do vídeo está sendo feita por alunos do curso de Comunicação.

O documentário surgiu da necessidade de fazer um vídeo contando a trajetória do MST em terras capixabas e assim incentivar, principalmente, os jovens do movimento na continuação da luta pela Reforma Agrária. De acordo com a aluna do curso de Comunicação Social e integrante do projeto de produção do vídeo, Luciana Silvestre, o MST entrou em contato com um ex-aluno da Universidade Federal que sugeriu à ela que levasse a idéia de produção do vídeo para os alunos do curso. A produção do vídeo-documentário tornou-se, então, um projeto de extensão dos alunos de Comunicação, envolvendo cerca de 14 estudantes e sendo a primeira parceria feita entre o curso e o MST.

A produção do vídeo-documentário foi iniciada em dezembro de 2004 com previsão de ser finalizada em abril deste ano, mas em virtude de alguns problemas como a dificuldade de entrar em contato com militantes do movimento, que em sua maioria vivem fora da Grande Vitória, problemas na ilha de edição do laboratório de vídeo do curso de Comunicação e a própria dificuldade de conseguir verba para a execução do projeto, ele ainda encontra-se em fase de produção. Para o orientador e professor Cléber Carminatti, fazer um projeto de extensão como este requer tempo e uma boa metodologia de trabalho e a equipe já esperava que pudesse passar por tais dificuldades. Carminatti ressalta a importância do projeto tanto para o aprendizado dos alunos de Comunicação, que aprendem a fazer comunicação comunitária, quanto para os integrantes do MST, que ao terem contato com os alunos do curso, diminuem a imagem negativa que têm da mídia e passam a pensá-la como um setor estratégico para o próprio movimento.

De acordo com Luciana Silvestre, apesar dos problemas enfrentados e da própria dificuldade de articulação do grupo, é importante ter um contato com o movimento social e compreender a visão deles sobre mídia e sociedade. "As dificuldades enfrentadas não representaram um empecilho, mas apenas um prolongamento do projeto", disse ela.

Para realizar as filmagens do vídeo documentário, os integrantes do projeto de extensão fizeram três viagens para visitar acampamentos e assentamentos do MST, no norte e no sul do Espírito Santo, além de participarem do Encontro de Mulheres Assentadas e Acampadas do MST. A coordenação do movimento designou alguns de seus integrantes para acompanhar o grupo na realização deste projeto. Segundo Carminatti o vídeo fará um resgate da história do MST no estado trazendo, entre muitas coisas, imagens dos assentamentos e entrevistas com militantes e fundadores do movimento. Carminatti diz ainda que a integração está sendo tanta que já é pensado fazer novas parcerias entre MST e o curso de Comunicação Social. A finalização do vídeo-documentário está prevista para o final de julho e este será exibido na festa de 20 anos do MST, em outubro deste ano.

 


 

 

 

 
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