12/11/2004

Patrícia Arruda

 

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Cinéfilos reunidos, discussão garantida

Com exibições seguidas de debates de filmes, o Grupo de Estudos do Audiovisual (Grav) é uma oportunidade para aqueles que gostam de cinema

No dia 30 de outubro, o Grupo de Estudos do Audiovisual (Grav) completou um ano de existência. O grupo nasceu a partir de uma disciplina optativa sobre "crítica cinematográfica", oferecida pelo Departamento de Comunicação Social e ministrada pelo professor Alexandre Curtiss. As aulas seguiam um esquema de exibição de filmes, seguidas de debates. As pessoas gostaram tanto da iniciativa que resolveram continuar com os estudos após o encerramento do semestre.

Desde que o foi formado, o grupo tem passado por diversas modificações em seu funcionamento, que objetivam inserir o maior número de pessoas interessadas em participar dessas reuniões e, além disso, manter uma organização. Por esse motivo, o dia escolhido para o encontro foi sábado, às 15h30, visto que a maioria das pessoas envolvidas apresentavam disponibilidade. Para aqueles que não podem ir ao sábado, há exibições na quinta-feira à noite.

O sistema de escolha dos filmes envolve cerca de 150 nomes de diretores, que são selecionados por meio de sorteio. Então, são escolhidas três obras do diretor sorteado (obras do inicio, do meio e do final da carreira do autor) assistidas durante três semanas, para que na quarta ocorra o debate dos filmes. Esse debate é gravado e transformado numa espécie de boletim de crítica do Grav.

Diferente de outros cineclubes, o Grav apresenta um caráter mais acadêmico. "O Grav existe não apenas para exibição de filmes, mas também para debater e formar críticos", diz Curtiss, que tem ambições ainda maiores para o grupo. Ele pretende transformar a iniciativa em Projeto de Extensão Permanente (PET), já que existe essa característica de estudo e pesquisa. Dessa forma, o Grav poderá aglutinar mais professores, tornando-se um cineclube muito avançado.

"É uma oportunidade de se aprofundar no estudo do cinema, já que o curso apresenta muita carência nessa área", relata Nair Rúbia, estudante do 7º período de jornalismo. O também estudante de Comunicação, Carlos Roberto é da mesma opinião. Segundo ele, aqui no Espírito Santo não há escola de cinema. Então, o Grav funciona como uma saída para quem quer analisar e pensar sobre o audio-visual.

A comemoração

Os atuais participantes do Grav resolveram realizar uma festa a fantasia no último dia 29 de outubro para comemorar o primeiro aniversário do grupo. Mas a fantasia tinha um contexto, já que todas as pessoas deviam estar caracterizadas de algum personagem do cinema. "A idéia era que todos levassem um trecho do filme ou a trilha sonora. Só que isso acabou não acontecendo", relata Curtiss.

Quer participar?

O Grav tem uma dinâmica aberta. Quem quiser entrar e lapidar o conhecimento sobre cinema, é só comparecer aos sábados á tarde, na sala 206 do laboratório de Comunicação Social, no CCJE.

 
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