Cinéfilos reunidos, discussão garantida
Com exibições seguidas de debates de
filmes, o Grupo de Estudos do Audiovisual (Grav) é uma oportunidade
para aqueles que gostam de cinema
No dia 30 de outubro, o Grupo de Estudos do Audiovisual
(Grav) completou um ano de existência. O grupo nasceu a partir
de uma disciplina optativa sobre "crítica cinematográfica",
oferecida pelo Departamento de Comunicação Social e ministrada
pelo professor Alexandre Curtiss. As aulas seguiam um esquema de exibição
de filmes, seguidas de debates. As pessoas gostaram tanto da iniciativa
que resolveram continuar com os estudos após o encerramento do
semestre.
Desde que o foi formado, o grupo tem passado por diversas modificações
em seu funcionamento, que objetivam inserir o maior número de
pessoas interessadas em participar dessas reuniões e, além
disso, manter uma organização. Por esse motivo, o dia
escolhido para o encontro foi sábado, às 15h30, visto
que a maioria das pessoas envolvidas apresentavam disponibilidade. Para
aqueles que não podem ir ao sábado, há exibições
na quinta-feira à noite.
O sistema de escolha dos filmes envolve cerca de 150 nomes de diretores,
que são selecionados por meio de sorteio. Então, são
escolhidas três obras do diretor sorteado (obras do inicio, do
meio e do final da carreira do autor) assistidas durante três
semanas, para que na quarta ocorra o debate dos filmes. Esse debate
é gravado e transformado numa espécie de boletim de crítica
do Grav.
Diferente de outros cineclubes, o Grav apresenta um caráter mais
acadêmico. "O Grav existe não apenas para exibição
de filmes, mas também para debater e formar críticos",
diz Curtiss, que tem ambições ainda maiores para o grupo.
Ele pretende transformar a iniciativa em Projeto de Extensão
Permanente (PET), já que existe essa característica de
estudo e pesquisa. Dessa forma, o Grav poderá aglutinar mais
professores, tornando-se um cineclube muito avançado.
"É uma oportunidade de se aprofundar no estudo do cinema,
já que o curso apresenta muita carência nessa área",
relata Nair Rúbia, estudante do 7º período de jornalismo.
O também estudante de Comunicação, Carlos Roberto
é da mesma opinião. Segundo ele, aqui no Espírito
Santo não há escola de cinema. Então, o Grav funciona
como uma saída para quem quer analisar e pensar sobre o audio-visual.
A comemoração
Os atuais participantes do Grav resolveram realizar uma
festa a fantasia no último dia 29 de outubro para comemorar o
primeiro aniversário do grupo. Mas a fantasia tinha um contexto,
já que todas as pessoas deviam estar caracterizadas de algum
personagem do cinema. "A idéia era que todos levassem um
trecho do filme ou a trilha sonora. Só que isso acabou não
acontecendo", relata Curtiss.
Quer participar?
O Grav tem uma dinâmica aberta. Quem quiser
entrar e lapidar o conhecimento sobre cinema, é só comparecer
aos sábados á tarde, na sala 206 do laboratório
de Comunicação Social, no CCJE.