26/03/2004

Cristiane Bloise

 

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Greve de servidores federais prevista para o final de abril

Professores e servidores da Ufes realizaram protesto, acompanhados de banda e palhaços, pelo campus. A principal exigência é a reivindicação por melhores salários

Durante o lançamento da Campanha Salarial 2004, realizado pela Adufes e Sintufes, no último dia 17, professores e servidores da Ufes debateram os eixos da campanha, traçando um panorama das perdas salariais nos últimos nove anos. Pela manhã, os servidores saíram em manifestação pelo campus, acompanhados de uma banda e palhaços. À tarde, um debate na sede da Adufes oficializou o lançamento.

A Campanha Salarial 2004 traz uma série de reivindicações. O tema central é a luta por melhores salários não adquiridos em protestos e greves anteriores. O fato é que os servidores e professores da Ufes se sentem prejudicados, já que em greves anteriores conseguiram mínimas reposições salariais.

Dentre as exigências da campanha estão a reposição salarial de 127% referente às perdas salariais a partir de 1995, reposição salarial emergencial de 50,19% referentes às perdas a partir de 1998, incorporação das gratificações (GAE e produtivistas), data-base em maio, diretrizes do plano de carreira, cumprimento dos acordos de greves, defesa da universidade e dos serviços públicos e redução da jornada de trabalho, sem redução de salários.

A coordenadora do Sintufes, Janine Teixeira, disse que o orçamento de 2004, aprovado pelo Congresso, não prevê a reposição salarial da inflação de 2003, de 9,5%.

A coordenadora fez ainda observações sobre as medidas isoladas que o Governo vem tendo em relação à Reforma Universitária. "O Governo não privilegia a universidade pública, mas, por outro lado, compra 100 mil vagas nas universidades privadas. Sem falar no projeto de cotas para negros que ainda não está definido", ressalta Janine.

"A greve é importante para conseguirmos nossos direitos. Os dias nacionais de paralisação não são viáveis. Eles só tumultuam a vida dos servidores e principalmente da população. Por exemplo, no Hucam (Hospital Universitário), as pessoas agendam consulta com três meses de antecedência e, com as paralisações, essas consultas são desmarcadas", ressalta Janine.

No próximo dia 30 de março haverá uma assembléia, às 10 horas, no setor de marcação de consulta do Hucam, e às 14 horas na sede do Sintufes, no campus de Goiabeiras, atrás do prédio da Educação Física. A assembléia discutirá sobre a próxima paralisação nacional prevista para 1º e 14 de abril.

Os servidores públicos federais realizarão uma plenária nacional em Brasília, no dia 18 de abril, que decidirá o encaminhamento da greve.


 
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