26/03/2004

Texto: Bruno Marques

Fotos: Vitor Lopes

 

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Caminhão abre buraco no piso do Centro de Vivência

O veículo, contratado por uma empresa para retirar caixas eletrônicos do Banco Real, afundou parte do piso, causando prejuízo de mais de R$ 6.600,00. A Prefeitura Universitária espera solução por parte do Banco, que garante que a responsabilidade é da firma proprietária do veículo.

Há cerca de um mês, um caminhão alugado por uma empresa para retirar caixas eletrônicos da agência do Banco Real abriu um buraco de cerca de 10m2 no chão do Centro de Vivência.

Na tentativa de se aproximar da entrada do Banco e facilitar a operação, o motorista avançou sobre uma área calçada, onde há a presença de várias fossas, e estacionou o veículo. Assim que o carregamento foi feito o piso não suportou o peso e cedeu.

Um segundo caminhão foi chamado para guinchar o que havia aberto o buraco, que desde então não foi tapado. A única providência até o momento foi a ida de alguns homens da Prefeitura Universitária até o local para isolar a área e avaliar o prejuízo.

Segundo o prefeito universitário, Carlos Alberto Ruy Simões, a Prefeitura ainda não realizou os devidos reparos porque entende que a responsabilidade é do Banco Real. Ele disse, apesar disso, que se a Universidade tivesse os recursos necessários para a obra, orçada em R$ 6.623,91, solucionaria o problema e enviaria a conta ao Banco Real depois.

O prefeito afirmou ter cobrado uma solução logo após o carnaval, quando se reuniu com um representante do Banco, com quem já havia mantido contato anteriormente. No entanto, até agora nenhuma atitude foi tomada.

Para Werlon Darós, gerente do Banco Real, os danos devem ser assumidos pela empresa proprietária do caminhão, cujo nome não quis revelar. Segundo ele, o Banco não teve nenhuma culpa no incidente, já que nem mesmo o aluguel do caminhão foi feito por ele, fato que atribuiu a uma outra empresa, cujo nome também preferiu manter em sigilo, que faria a retirada dos caixas eletrônicos.

Apesar disso, a Prefeitura continua aguardando uma solução por parte do Banco. "Para nós o responsável é o Banco Real, pois é ele que tem ligação com a Ufes e não as outras empresas. É com ele que pretendemos tratar o problema", afirmou Carlos Simões.

Sobre a demora do conserto, Darós disse que tem mantido contato com a empresa que retirou os caixas para que ela solucione o caso. Ele acredita que nos próximos dias tudo será resolvido e o dinheiro será repassado à Prefeitura Universitária para que realize a obra.

Quando perguntado sobre a postura a ser adotada pelo Banco, no caso de a empresa se recusar a pagar, Darós descartou a possibilidade de se tomar qualquer medida legal contra a empresa, tampouco de o Banco arcar com o prejuízo, preferindo rearfimar sua confiança numa solução em um curto prazo.

Já o prefeito, quando questionado a respeito da possibilidade de o Banco não passar o dinheiro à Prefeitura, disse não saber se entraria ou não na Justiça contra o Banco. Carlos Simões afirmou que se fosse o caso a situação seria encaminhada à Procuradoria, mas frisou que acreditava não ser necessário, devido à boa relação que sempre houve entre o Banco e a Universidade.

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