12/03/2004

Cristiane Bloise

 

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Bicicleta de estudante de engenharia
da Ufes é roubada dentro do CT VII

Segurança da Ufes continua ameaçada. Um mês após o assalto a mão armada no Setpes, a universidade registra novo furto. Desta vez, um estudante teve sua bicicleta roubada dentro do CT.

A cada dia que se passa a segurança da Ufes é ameaçada com assaltos e furtos. Na sexta-feira, dia 5 de março, por volta das 20 horas, o aluno do 10º período de Engenharia da Computação, Rodrigo Bonfá Drago, foi surpreendido ao ter sua bicicleta vinho 18 marchas roubada dentro do Centro Tecnológico VII da Ufes.

O furto aconteceu quando o estudante Rodrigo que também administra o Laboratório de Pesquisas em Redes e Multimídia (LPRM), localizado no segundo andar do CT VII da Ufes saia do expediente de trabalho. “Para evitar que isso acontecesse, sempre deixo a minha bicicleta dentro do Laboratório. Nesse dia repeti o procedimento, mas estava apertado e queria ir ao banheiro, por isso desci as escadas, parei a bicicleta na porta do banheiro e quando voltei alguém já tinha sumido com ela”, conta Rodrigo que há cerca de seis meses, também teve a sua antiga bicicleta furtada no Centro Tecnológico da Ufes.

O estudante conta ainda que tudo aconteceu em um intervalo de tempo muito pequeno. “Cheguei a escutar um barulho estranho, por isso saí correndo e vi que um homem que carregava uma bolsa saiu pedalando a minha bicicleta em direção ao Centro Tecnológico II”, conclui Rodrigo Bonfá Drago.

Já o estudante do 8º período de Ciência da Computação Jociel Cavalcante Andrade, que também já teve a sua bicicleta roubada há 6 meses, revela que entre julho e dezembro do ano passado 14 bicicletas foram roubadas no CT. “Esses números se restringem somente aos alunos de informática, ou seja, as pessoas que conheço. Imaginem ao restante da Ufes”, conclui Jociel. Para a solução desse problema, a universidade está providenciando a instalação de câmeras centralizadas nos bicicletários do campus.

O Diretor do Departamento de Serviços Gerais da Prefeitura Universitária, Anival Luiz dos Santos, garantiu que o aluno quando é roubado tem o direito de assistir as imagens das câmeras da Ufes, caso solicite a Prefeitura Universitária. Porém, Rodrigo afirma que após ter feito o Boletim Interno de Ocorrência, e mesmo depois de ter solicitado o serviço diversas vezes, ainda não conseguiu assistir as imagens. “O único problema é que as fitas possuem um limite de espaço. Por isso, se demorar muito, corro o risco de perder as imagens e não conseguir identificar o ladrão,” lamenta Rodrigo.

O diretor Anival Luiz dos Santos, afirma ainda que na Ufes poucos casos de furtos e assaltos são registrados se comparado ao que as pessoas vêm enfrentando nas ruas do município. “A obrigação da universidade é somente com a vigilância patrimonial da Ufes. Não nos responsabilizamos por roubos de carros, motos ou bicicletas. Com certeza, lutamos para que isso não aconteça, mas é preciso deixar bem claro que esses patrimônios são responsabilidade de terceiros”, questiona Anival.

Segundo Anival, o grande responsável pela maioria dos furtos e roubos de veículos dentro da Ufes são os usuários que em 90% dos casos deixam os cartões vai e vem dentro dos carros. “Os assaltantes já sabendo disso vigiam toda a movimentação”, destaca o diretor.

A Prefeitura Universitária atende 24 horas por dia. Qualquer roubo ou até mesmo movimentação estranha dentro do Campus, o serviço de vigilância da Prefeitura Universitária deve ser contatado através do telefone 3335-2449/7880 ou ainda do celular do próprio diretor Anival Luiz dos Santos 9979-4396 que também está disponível a qualquer hora do dia.

Decréscimo de ocorrências

O diretor de Serviços Gerais da Prefeitura Universitária (PU), Anival Luiz dos Santos, declarou que a universidade já tomou uma série de providências para diminuir o número de ocorrências. Uma delas é o afastamento da CTF Vigilância Limitada, empresa que até 2002 era responsável pela vigilância da Universidade. “Acreditamos que algumas pessoas da CTF Limitada tinham participação nos roubos de carros da época. Quando a empresa foi retirada em 2002, essas ocorrências se esgotaram, conclui Anival Luiz dos Santos.

O diretor afirma ainda que a universidade está aguardando o processo da Polícia Federal e que, caso a empresa seja culpada, ela será obrigada a ressarcir todas as pessoas que tiveram os seus carros roubados na época.

 

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