02/07/04

Mikaella Campos e
Zainer Rodrigues

Fotos: Paulo Gois Bastos

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REITOR VISITA A SEDE DO DCE

O reitor Rubens Racceli visita o DCE e promete reformas emergenciais à suas dependências.

A precária situação das instalações do prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) propiciou a visita do reitor Rubens Racceli, no dia primeiro deste mës, e abriu espaço para discussões entre a administração da universidade e os estudantes. Esse órgão, responsável pela organização do movimento estudantil, vem sofrendo dificuldades de funcionamento devido à falta de infra-estrutura no local onde está instalado.

Ineficiência da rede elétrica e hidráulica, falta de materiais para escritório e computadores, banheiros quebrados, cantina e salas precárias são as principais dificuldades que a entidade enfrenta na tentativa de viabilizar o seu funcionamento e de promover a reorganização do movimento estudantil.

Nessa visita pontos como a degradação física do prédio, a deficiência na segurança e a falta de materiais essenciais para o atendimento aos estudantes e para a elaboração de projetos, que podem ser possivelmente implantados no campus, foram discutidos. Entretanto, o reitor adverte que a universidade está com um déficit orçamentário de 2 milhões de reais, impossibilitando o atendimento de todas os pedidos de reformas, mas que medidas emergenciais serão tomadas para amenizar essas dificuldades.

A iniciativa da visita ocorreu no dia 24 de junho, durante uma reunião, a qual contou com a presença da Diretoria do DCE e do Pró-reitor de Extensão. Segundo um dos diretores do DCE, Rodrigo Vaccari, durante essa conversa foram levantados os problemas relacionados à questão estrutural e operacional da sede e também um possível planejamento das reformas a serem implementadas.

O professor Racceli solicitou ao DCE um relatório contendo as necessidades prioritárias e garantiu atenção ao caso. Porém, ele ressaltou ainda que, após a reforma, o prédio deve ser preservado e cuidado pelos estudantes. Na visão do diretor Gustavo Badaró a visita foi positiva para a comunidade acadêmica e essa atitude de receber o reitor desmistifica a visão de um movimento estudantil extremista, abrindo espaço para diálogos políticos futuros.

Por que o DCE chegou a esse ponto?

De acordo com alguns entrevistados, a atual precariedade começou com o descuido da diretoria anterior, que em vez de trabalhar a favor dos estudantes da universidade e de criar projetos que pudessem favorecê-los, utilizou recursos cedidos pela reitoria em benefícios particulares. "Aqui funcionava uma verdadeira empresa de eventos", disse um aluno do curso de matemática, que não quis se identificar. Ele relaciona os antigos representantes do diretório a vários eventos produzidos no campus universitário e em faculdades privadas. E acrescenta que um dos eventos realizados pela gestão anterior foi a 10º Olimpíada Regional dos Estudantes de Medicina (Orem), ocorrida em outubro de 2003. Essa festa provocou grandes repercussões entre os estudantes e contribui para que os alunos opositores à gestão tomassem o prédio e destituíssem a direção.

Com a saída da diretoria do DCE as dependências do diretório foram absolutamente abandonadas pela reitoria, o que acarretou uma grande degradação em sua infra-estrutura devido à falta de investimentos, de segurança e de serviços de limpeza. A nova diretoria do DCE, que está a quatro meses à frente da administração, reivindica melhorias na sua sede e solicita a compra de materiais básicos para que seu trabalho de reorganizar o movimento estudantil seja realizado com maior eficiência.


Reitor se surpreende com a situação das instalações do DCE


Estrutura física e equipamentos sucateados são problemas enfrentados pelo DCE

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