REITOR VISITA A SEDE DO DCE
O reitor Rubens Racceli visita o DCE e promete reformas
emergenciais à suas dependências.
A precária situação das instalações
do prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) propiciou
a visita do reitor Rubens Racceli, no dia primeiro deste mës, e
abriu espaço para discussões entre a administração
da universidade e os estudantes. Esse órgão, responsável
pela organização do movimento estudantil, vem sofrendo
dificuldades de funcionamento devido à falta de infra-estrutura
no local onde está instalado.
Ineficiência da rede elétrica e hidráulica, falta
de materiais para escritório e computadores, banheiros quebrados,
cantina e salas precárias são as principais dificuldades
que a entidade enfrenta na tentativa de viabilizar o seu funcionamento
e de promover a reorganização do movimento estudantil.
Nessa visita pontos como a degradação física do
prédio, a deficiência na segurança e a falta de
materiais essenciais para o atendimento aos estudantes e para a elaboração
de projetos, que podem ser possivelmente implantados no campus, foram
discutidos. Entretanto, o reitor adverte que a universidade está
com um déficit orçamentário de 2 milhões
de reais, impossibilitando o atendimento de todas os pedidos de reformas,
mas que medidas emergenciais serão tomadas para amenizar essas
dificuldades.
A iniciativa da visita ocorreu no dia 24 de junho, durante uma reunião,
a qual contou com a presença da Diretoria do DCE e do Pró-reitor
de Extensão. Segundo um dos diretores do DCE, Rodrigo Vaccari,
durante essa conversa foram levantados os problemas relacionados à
questão estrutural e operacional da sede e também um possível
planejamento das reformas a serem implementadas.
O professor Racceli solicitou ao DCE um relatório contendo as
necessidades prioritárias e garantiu atenção ao
caso. Porém, ele ressaltou ainda que, após a reforma,
o prédio deve ser preservado e cuidado pelos estudantes. Na visão
do diretor Gustavo Badaró a visita foi positiva para a comunidade
acadêmica e essa atitude de receber o reitor desmistifica a visão
de um movimento estudantil extremista, abrindo espaço para diálogos
políticos futuros.
Por que o DCE chegou a esse ponto?
De acordo com alguns entrevistados, a atual precariedade
começou com o descuido da diretoria anterior, que em vez de trabalhar
a favor dos estudantes da universidade e de criar projetos que pudessem
favorecê-los, utilizou recursos cedidos pela reitoria em benefícios
particulares. "Aqui funcionava uma verdadeira empresa de eventos",
disse um aluno do curso de matemática, que não quis se
identificar. Ele relaciona os antigos representantes do diretório
a vários eventos produzidos no campus universitário e
em faculdades privadas. E acrescenta que um dos eventos realizados pela
gestão anterior foi a 10º Olimpíada Regional dos
Estudantes de Medicina (Orem), ocorrida em outubro de 2003. Essa festa
provocou grandes repercussões entre os estudantes e contribui
para que os alunos opositores à gestão tomassem o prédio
e destituíssem a direção.
Com a saída da diretoria do DCE as dependências do diretório
foram absolutamente abandonadas pela reitoria, o que acarretou uma grande
degradação em sua infra-estrutura devido à falta
de investimentos, de segurança e de serviços de limpeza.
A nova diretoria do DCE, que está a quatro meses à frente
da administração, reivindica melhorias na sua sede e solicita
a compra de materiais básicos para que seu trabalho de reorganizar
o movimento estudantil seja realizado com maior eficiência.