20/02/2004

Bruno Marques
e
Fabricia Borges

 

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Didico acusa Kleber de privilegiar outros prédios

Para o chefe do Departamento de Formação Artística, Valdelino Gonçalves dos Santos Filho, o Didico, uma das causas da atual situação do Cemuni II é que a Direção do Centro de Artes estaria tratando de modo desigual os prédios do Centro. Ele diz que até mesmo na questão da limpeza o Cemuni II tem sido prejudicado e que não são fornecidos materiais de limpeza para o prédio.

O diretor do Centro, Kleber Frizzera, garante que não há privilégios e que o prédio da Arquitetura (Cemuni III), onde é professor, é o que mais sofre com as goteiras, por exemplo. Diz que não só ele como a própria Reitoria não possuem recursos para distribuir e que não há condições para fazer as reformas necessárias, sendo efetuados apenas pequenos reparos emergenciais. Ele informou também que há dois anos existe um projeto no Ministério da Educação (MEC) que forneceria cerca de R$ 1,5 milhão para recuperação dos Cemuni's, mas que até hoje está só no papel.

Ele diz que, hoje, 80% dos gastos da universidade pública são com contas básicas, como água, luz, telefone e sistemas de vigilância. "Cursos que possuem melhores condições são os que conseguem fazer convênios com o mercado e assim gerar renda, como a Administração e alguns da Engenharia. Mas dinheiro do Tesouro ninguém tem."

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