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1° Simpósio Internacional sobre Representações Cristãs Não é um encontro religioso, como você pode estar pensando... O evento, que aconteceu na Ufes entre os dias 8 e 10 de dezembro, nada mais foi do que a reunião de estudiosos de textos e imagens cristãs. Na verdade, os estudos apresentados por pesquisadores, graduandos e professores - brasileiros e estrangeiros - foram voltados para a influência, ou melhor, para a manipulação dos instrumentos cristãos na sociedade da América Colonial. O Simpósio foi no auditório do Cemuni IV do Centro de Artes, e contou com uma programação recheada de conferências e exposição de trabalhos de graduandos e mestres vindos de todo o país. Além da realização de um curso, sobre discursos e imagens do processo de evangelização na América do Sul, ministrado por professores e doutores argentinos. As mesas foram apresentadas em português e espanhol, as línguas oficiais do encontro. Cerca de 150 pessoas lotou o auditório. De acordo com a coordenação do evento, a freqüência dos participantes foi considerada ótima. Uma participante assídua foi Carla Almeida, estudante do curso de Letras da Universidade Federal de Ouro Preto. "É necessário aproveitar ao máximo o que o evento tem a nos oferecer. Os contatos que fazemos e os vários tipos de trabalhos apresentados só têm a engrandecer os nossos estudos", afirmou. O encontro foi promovido pelo Grupo de Pesquisa em Imagens Cristãs (GPIC), da Ufes, em parceria com o Grupo de Estudios sobre Religiosidad y Evangelización, da Universidade de Buenos Aires (GERE). O GPIC é coordenado pela professora e Drª. Maria Cristina Pereira, e desenvolve trabalhos na área da História das Imagens, com ênfase no Brasil Colonial. Segundo ela, o evento é uma iniciativa importante para preencher a lacuna que existe de estudos sobre a História da Arte na América Colonial. Já o GERE, coordenado pela professora e Drª. Patrícia Fogelman é voltado para a pesquisa em História da religiosidade na América Colonial. Pela segunda vez na Ufes, Patrícia mostrou-se entusiasmada com o trabalho em conjunto, a possibilidade de estudos comparativos e integrados, mesmo porque estamos todos na América Latina ", disse a professora". Os dois grupos foram criados no início de 2003. A parceria surgiu quando as coordenadoras se conheceram na França, onde fizeram doutorado em História da Arte. Maria Cristina e Patrícia Fogelman esperam fortalecer mais ainda os estudos e, se possível, realizar outros eventos como esse no Estado. |