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Competição de gente grande Aplicar o que aprendeu na sala de aula, trabalhar em equipe, construir um carro e ainda levá-lo à uma competição nacional. Esses são alguns dos objetivos da Equipe Vitória Baja, formada por 14 alunos, em média, das Engenharias Mecânica, Elétrica e Civil da Ufes, que contará com mais um veículo na disputa do próximo ano. Tudo começou em 1999, quando um grupo de alunos foi a um congresso em Santa Catarina, viu a competição entre os carros, trouxe a idéia para cá e a transformou em um projeto de extensão, que tem como orientador o professor Elias Antônio Dalvi. A partir daí, a equipe, com muito trabalho, tem conseguido bons resultados no campeonato de mini bajas, realizado pela SAE Brasil (Society of Automotive Engineers). Com a participação em seis campeonatos, a Vitória Baja esteve quatro vezes entre os 10 primeiros colocados. A próxima competição ocorrerá de 07 a 10 de abril de 2005, em Piracicaba, interior de São Paulo. A novidade, além de modificações estruturais previstas por regras internacionais, será o novo automóvel que a equipe levará para as provas. "Com dois carros, teoricamente, dobramos nossas chances", comemora Hudson Corteletti, aluno do 9º período de Engenharia Mecânica e o membro mais antigo da Vitória Baja. Ele e os outros integrantes têm realmente o que festejar, já que dentre 79 equipes na disputa deste ano, a Ufes foi a quinta melhor no geral e primeira colocada entre as universidades federais. "Vitória o quê?" Muita gente dentro e, principalmente, fora da Ufes não deve fazer idéia do que é o Projeto Vitória Baja e muito menos do que é um mini baja. Hudson Corteletti explica que o nome se refere à miniatura de um veículo utilizado em enduros no Deserto de Baja, na Califórnia (EUA). Além disso, o estudante do 1º período de Engenharia Mecânica e recém-integrante do grupo, Gustavo Knoblauch, afirma ter conhecido o projeto antes de entrar na universidade e obtido mais informações na palestra dada aos calouros de Engenharia, mas lamenta a falta de divulgação nos meios de comunicação. "Só abrem espaço para o mini baja na época dos campeonatos", completa Gustavo. Metendo a mão na graxa Construir um carrinho e poder andar por aí faz parte do imaginário de muitas crianças, mas lá na Vitória Baja o "carrinho" é coisa séria. O grupo, além de projetar e construir os mini bajas, precisa correr atrás de patrocínio, já que cada veículo custa em torno de R$ 26 mil e a Ufes disponibiliza apenas a parte física, como galpão e laboratórios. Os meninos e a menina - a equipe conta com apenas uma representante feminina - estão à procura de mais patrocinadores, já que os custos dobraram com a construção do outro veículo. Para ingressar no grupo, os alunos Hudson e Gustavo afirmam que, além de ser estudante de engenharia, basta ter vontade e responsabilidade. É bom lembrar que os participantes não recebem pelo trabalho, é tudo na base do voluntariado. A maior conquista para os "bajeiros" na disputa nacional seria o primeiro lugar, que os levaria ao mundial nos Estados Unidos, onde as provas já acontecem há quase 30 anos. Quer saber mais sobre o Projeto Vitória Baja? |