10/12/2004

Guido Nunes

 

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Dificuldade para entrar, tormento para sair.

Motoristas enfrentam longas filas para conseguir sair da Ufes nos horários de maior movimento.

Trânsito, demora e irritação. Esse é o cenário encontrado pelos motoristas que precisam entrar ou sair da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) nos horários de pico por volta das 12 e 18 horas. A longa fila é formada devido ao aumento do fluxo de carros nesses horários e pelo curto tempo de abertura do semáforo localizado na entrada principal da Universidade.

Para amenizar os problemas de trânsito na Ufes, foram realizadas algumas obras que tinham objetivo apenas de melhorar o fluxo interno. Algumas guaritas foram trocadas de lugar para uma melhor fluência do trânsito e uma praticidade no momento de estacionar. Essas obras foram solicitadas e financiadas pela Petrobrás, que por possuir um prédio dentro da Universidade percebeu a necessidade de uma reformulação do sistema viário para que se reduzissem os transtornos. Contudo, a consolidação das melhorias não acarretou em mudanças significativas para o problema dos engarrafamentos. Para o coordenador de obras e fiscalizações da Ufes, Luiz Gonzaga, a solução para o problema precisa ser tomada pela Prefeitura Municipal de Vitória (PMV). "Não é possível haver solução completa se não aumentar o tempo do semáforo. O problema é da avenida Fernando Ferrari (em frente à Ufes) e cabe à PMV solucionar isso, o que a gente poderia fazer, foi feito.".

Já existe um projeto, feito em parceria com a Ufes e a Prefeitura de Vitória, para uma reforma estrutural da Fernando Ferrari. Nele, existe uma proposta de duplicação da avenida e a construção de um viaduto, que ligaria a Universidade ao bairro de Jardim da Penha. Tais mudanças seriam uma possível solução para o problema existente. Entretanto, esse projeto ainda está apenas no papel. Ele ainda precisa ser analisado e aprovado pelo Congresso Federal, tendo em vista que seria necessário ceder parte do terreno da Ufes, e os processos burocráticos para tal medida demandam tempo e debate.

Enquanto o projeto não for aprovado, os motoristas continuarão sofrendo com o engarrafamento. O sentimento de insatisfação está presente na maioria deles. "Deveria ser estudada uma nova entrada e saída para veículos na Universidade. Eu já cheguei a pegar três sinais consecutivos fechados para conseguir chegar até a Fernando Ferrari.", afirma Maria Inês Oliveira, estudante do 6º período do curso de Serviço Social. O descontentamento é o mesmo para Eduardo Costa, estudante do 2º período do curso de Ciência da Computação. "O pior horário é entre as 18 e 19 horas, eu já cheguei a ficar mais de dez minutos esperando no engarrafamento para conseguir ir embora.", afirmou.


 
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