Dificuldade para entrar, tormento para sair.
Motoristas enfrentam longas filas para conseguir sair
da Ufes nos horários de maior movimento.
Trânsito, demora e irritação.
Esse é o cenário encontrado pelos motoristas que precisam
entrar ou sair da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
nos horários de pico por volta das 12 e 18 horas. A longa fila
é formada devido ao aumento do fluxo de carros nesses horários
e pelo curto tempo de abertura do semáforo localizado na entrada
principal da Universidade.
Para amenizar os problemas de trânsito na Ufes, foram realizadas
algumas obras que tinham objetivo apenas de melhorar o fluxo interno.
Algumas guaritas foram trocadas de lugar para uma melhor fluência
do trânsito e uma praticidade no momento de estacionar. Essas
obras foram solicitadas e financiadas pela Petrobrás, que por
possuir um prédio dentro da Universidade percebeu a necessidade
de uma reformulação do sistema viário para que
se reduzissem os transtornos. Contudo, a consolidação
das melhorias não acarretou em mudanças significativas
para o problema dos engarrafamentos. Para o coordenador de obras e fiscalizações
da Ufes, Luiz Gonzaga, a solução para o problema precisa
ser tomada pela Prefeitura Municipal de Vitória (PMV). "Não
é possível haver solução completa se não
aumentar o tempo do semáforo. O problema é da avenida
Fernando Ferrari (em frente à Ufes) e cabe à PMV solucionar
isso, o que a gente poderia fazer, foi feito.".
Já existe um projeto, feito em parceria com a Ufes e a Prefeitura
de Vitória, para uma reforma estrutural da Fernando Ferrari.
Nele, existe uma proposta de duplicação da avenida e a
construção de um viaduto, que ligaria a Universidade ao
bairro de Jardim da Penha. Tais mudanças seriam uma possível
solução para o problema existente. Entretanto, esse projeto
ainda está apenas no papel. Ele ainda precisa ser analisado e
aprovado pelo Congresso Federal, tendo em vista que seria necessário
ceder parte do terreno da Ufes, e os processos burocráticos para
tal medida demandam tempo e debate.
Enquanto o projeto não for aprovado, os motoristas continuarão
sofrendo com o engarrafamento. O sentimento de insatisfação
está presente na maioria deles. "Deveria ser estudada uma
nova entrada e saída para veículos na Universidade. Eu
já cheguei a pegar três sinais consecutivos fechados para
conseguir chegar até a Fernando Ferrari.", afirma Maria
Inês Oliveira, estudante do 6º período do curso de
Serviço Social. O descontentamento é o mesmo para Eduardo
Costa, estudante do 2º período do curso de Ciência
da Computação. "O pior horário é entre
as 18 e 19 horas, eu já cheguei a ficar mais de dez minutos esperando
no engarrafamento para conseguir ir embora.", afirmou.