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Uma questão estratégica Durante o século XX, os audiovisuais (filmes, vídeos, programas de tv e etc) se disseminaram por todo o mundo e influenciaram o pensamento de quem cresceu os tendo como principal meio de comunicação de massas. Foi o cineasta Glauber Rocha quem disse que as pessoas do século passado aprenderam a se emocionar dentro de uma sala de cinema. Imagine então que mudanças a televisão não trouxe? É por isso que também é quase consenso a função estratégica dos audiovisuais para qualquer país. E foi dentro deste contexto que se deu o debate sobre Políticas Públicas de Fomento à Produção Audiovisual, no dia 23 de novembro, como parte da programação da I Mostra de Vídeo Independente, promovida pela Assembléia Legislativa. Partilhando deste ponto de vista, os debatedores, a Secretária Estadual de Cultura, Neusa Mendes, o Secretário Executivo da Lei Rubem Braga, Orlando Bomfim, o cineasta, Carlos Ebert, e a representante da Associação Brasileira de Documentarista e Curta-Metragistas do Espírito Santo, Saskia Sá, falaram sobre a importância do audiovisual, a atenção secundária que o Estado brasileiro vinha dando a esse setor há até pouco tempo, e, conseqüentemente, sobre a dificuldade de se produzir no país. Durante a sua fala, Orlando Bomfim colocou a importância política de uma produção nacional ante a invasão de audiovisuais estrangeiros, principalmente americanos. Segundo ele, 95 % dos filmes que passam na televisão brasileira (aberta e fechada) vêm dos Estados Unidos. "Políticas públicas [de fomento à produção audiovisual] tratam de colocar o país frente ao mundo na luta pela sua economia e pela interferência nas suas relações sociais", disse. Para resolver os problemas do setor, Carlos Ebert aposta na regulamentação da atividade. E por isso colocou em pauta o projeto da Ancinav (Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual), que trataria de regulamentar e incentivar a produção. Uma questão de particular interesse para o projeto, e também para Ebert, é o caso das emissoras de televisão, que deveriam cumprir uma função social que não vem sendo exercida. No entanto, apesar de todas as dificuldades, os debatedores se mostraram satisfeitos com o trabalho da Secretaria de Audiovisuais do Ministério da Cultura, que já realizou vários debates sobre leis de incentivo e formulou o já citado projeto da Ancinav. "É o setor do governo que melhor vem mostrando a sua cara", disse Neusa Mendes. Mas, ela mesma falou que o Estado ainda está aquém do necessário. O que fazer, então? Segundo Neusa, vários debates como o que aconteceu, que reúnam realizadores e entidades em busca de soluções para uma maior acessibilidade à produção, distribuição e exibição de audiovisuais em todo o Brasil.
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