07/08/2004

COLABORAÇÃO

Reportagem: Marcélia Pieper
Edição: Helena Santos
(Alunas do sexto período de Comunicação Social - Ufes)

 

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Cidadania e Jornalismo

O papel do jornalista na sociedade é fundamental no esclarecimento do cidadão, principalmente no processo político

O segundo dia do Fórum de Comunicação Social trouxe como discussão o papel do jornalista no esclarecimento do cidadão. Participação popular no processo político, acesso da população às informações, democracia, capital atrelado à mídia e enfoque dado à notícia política foram os principais pontos levantados pelos palestrantes durante o evento.

A mesa, coordenada pelo professor da Ufes Victor Gentilli, contou com a presença do jornalista político convidado Almyr Gajardoni, fundador e ex-diretor da revista Superinteressante. Gajardoni trabalhou em renomados veículos da comunicação impressa, tais como as revistas Veja, Istoé, o Jornal do Brasil e a Folha de São Paulo. Ele destacou que a população deve participar permanentemente de todo o processo político, não se restringindo apenas ao momento da eleição e que a mídia tem papel fundamental nessa conscientização. "Cabe à imprensa alertar e informar o cidadão de como funcionam o governo, as instituições e o processo democrático, o que poderia aumentar a participação popular no processo político".

Gajardoni enfatizou ainda que dois problemas que afligem o regime democrático são a desigualdade social e a pobreza. Estes seriam empecilhos à promoção de uma maior consciência da população. Soma-se a estes o fato de a mídia conferir maior destaque aos cargos do Executivo, em detrimento do Legislativo. A atitude, muitas vezes, acaba por privar o cidadão de uma visão mais ampla do processo político. Além disso, a população se prende às grandes promessas no momento da escolha do candidato. "Presidentes que muito prometem acabam decepcionando, como é o caso do atual governo", exemplificou.

A falta de acesso à informação por parte das pessoas de baixa renda foi abordada pelo palestrante Francisco Albernaz, cientista político e professor do departamento de Ciências Sociais da Ufes. Segundo ele, a desigualdade entre as pessoas quanto ao acesso à informação está diretamente ligada à desigualdade sócio-econômica. "As baixas renda e escolaridade são fatores determinantes na privação das pessoas às informações. A criação de jornais de bairro seria uma forma de amenizar essa situação", completou.

 
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