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Estudantes avaliam as mudanças do Provão O Ministério da Educação anunciou mudanças no exame já para 2004, mas entre os estudantes pouco se sabe sobre essas modificações O Ministério da Educação anunciou no dia 2 de setembro que um novo método de avaliação do ensino superior será adotado a partir do ano que vem. O Exame Nacional dos Cursos, o Provão, será substituído pela Avaliação Integrada do Desenvolvimento Educacional e da Inovação da Área (Paideia) e apresentará diversas modificações que tentarão eliminar as polêmicas causadas pelo antigo sistema. A nova prova será realizada em duas etapas: uma na metade e outra na conclusão do curso. Além disso, ela deixará de ser obrigatória e não existirá mais o ranking das instituições. O Governo tenta, com essas medidas, atender algumas reivindicações dos cursos. O MEC anuncia também que está disposição para discutir críticas e sugestões. Contudo, na classe estudantil o assunto foi pouco discutido. Na Ufes, o Centro Acadêmico de Comunicação Social, conceito E no Provão 2002 e adepto ao boicote, não tem uma postura definida sobre a eficácia ou não das mudanças: "Ainda não houve tempo de discutirmos o assunto. Achamos que o MEC só quer mostrar um feito imediato para a sociedade, como se estivesse resolvendo o problema do ensino superior no Brasil. Sabemos que não é assim. Por não termos total conhecimento, ainda não nos posicionamos com relação a Paideia", diz Flávio Gonçalves, diretor de Relações Institucionais do CA de Comunicação Social. No Centro Acadêmico de Arquitetura, que aderiu ao boicote na última prova, o tema ainda não foi pauta de discussão: "Não tínhamos nem conhecimento das mudanças, mas se aconteceram, teremos que discutir. Vamos tentar nos informar melhor sobre o assunto", concluiu Weverson Cabidelli, diretor do CA de Arquitetura. Nos cursos que não se opõem ao exame a postura adotada não é diferente. "Estamos tentando discutir para avaliarmos se as mudanças são positivas. No último Provão conseguimos o conceito 'A' e, de início, a mudança parece indiferente", relata Fernanda Pires, integrante do CA de Administração da Ufes. Os estudantes de Economia também estão indecisos quanto às modificações: "Não deu tempo de avaliarmos as mudanças. Em 2002 caímos de conceito no Provão, de 'B' para 'C'. Temos que saber como ficou para nos recuperarmos no próximo exame", relata Charles Limão, integrante do CA de Economia.
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