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Marcha e paralisações durante a votação da Reforma da Previdência no Senado A Adufes e o Sintufes atribuem conquistas à greve unificada dos servidores públicos federais Passado o calor dos momentos de negociação com os deputados federais para evitar a aprovação da Reforma da Previdência e após o retorno às atividades, sindicatos de professores e servidores avaliam os resultados do movimento grevista e já traçam estratégias para o futuro. Para a votação no Senado estão previstas manifestações pontuais, como marcha dos servidores, prevista para a semana da sessão de votação, e paralisações em dias que serão acertados em futuras assembléias. A possibilidade de uma greve foi descartada pelos dois sindicatos. Apesar de não terem conseguido impedir a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 40/03 pela Câmara dos Deputados, os sindicatos avaliam como positivo o resultado final da greve, encerrada no dia 27 de agosto e já se preparam para agir durante a votação no Senado. Para a presidente da Associação dos Docentes da Ufes (Adufes), Marlene Cararo Pires, a greve conseguiu grandes avanços. "Apesar de a proposta de reforma ter sido aprovada por ampla maioria dos deputados, vários pontos nos quais o governo não admitia modificações foram alterados, diminuindo, assim, o prejuízo final a que os servidores seriam submetidos." Na opinião da professora o que houve foi um erro estratégico, em que o fechamento de questão contra todo texto da emenda de reforma reduziu as chances de se conseguir mais avanços em pontos específicos. Além das mudanças aceitas no texto final da emenda, a exposição na mídia dos problemas do sistema previdenciário e da situação desigual que está sendo articulada pelo governo foi tida como ponto forte do movimento. Na visão do Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes), muito mais do que os pontos assinalados acima, os acordos de greve fechados com cada categoria individualmente são um ponto a favor e reforça o argumento favorável à paralisação. No caso do Sintufes, o acordo de greve prevê um aumento salarial de 5% para dezembro de 2003 e outros 10% a serem acrescidos em novembro e dezembro de 2004, como informou a assessora de Imprensa do sindicato, Bartira dos Reis. |
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