24/10/2003


Hellen Kaniski e Camilo Hemerly

 

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Boca de urna sem nenhuma fiscalização

Problemas na votação marcaram o pleito pela manhã no CCJE

Manhã tumultuada nas seções de votação localizadas no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE). Problemas com a documentação e com uma urna eletrônica comprometeram o início das eleições no local. Além disso, não respeitando o limite mínimo permitido, uma chapa distribuía santinhos e adesivos de seu candidato, fazendo boca de urna, o que não é permitido, em frente a uma das seções. Contudo, não houve nenhuma fiscalização e punição aos infratores.

A urna em que votavam os servidores apresentou problemas e foi trocada. Além disso, problemas relacionados a documentação também foram apurados em todos os locais de votação. Inicialmente, as carteiras funcional e estudantil emitidas pela universidade não foram aceitas, e o pleito só poderia ser concretizado tendo em mãos documentos oficiais como carteira de identidade e carteira de motorista. Um estudante não conseguiu votar com a carteira de trabalho. Contudo, ainda pela manhã, a Comissão Eleitoral autorizou o uso dos documentos emitidos pela Ufes.

A localização da seção dos servidores foi muito questionada. Situada ao lado da sala da diretora do CCJE, Sônia Dalcomuni, alguns eleitores se sentiram constrangidos e reclamaram de uma certa influência que haveria nessa localização. Quando procurada, Sônia Dalcomuni disse apenas que cede o local para a votação, sem interferir na escolha.

Pela manhã, poucos estudantes compareceram às urnas localizadas no CCJE. Em uma das seções, do total de 857 pessoas, apenas 160 votaram até as 11h25, ao contrário das urnas de professores e de servidores que tiveram uma movimentação considerável, de acordo com os respectivos fiscais eleitorais.

Calmaria também à tarde

Pouca militância e serenidade marcaram a eleição para reitor no CCJE no período da tarde e da noite. O clima foi mesmo o de apenas mais um fim de semestre letivo e um alto índice de abstenção dos votos dos alunos foi registrado, num pleito marcado por muitas denúncias de corrupção entre os candidatos.

Declaradamente apoiando a chapa 10, a diretora do CCJE, procurada pela reportagem no fim do dia, disse que preferia comentar as eleições apenas após a divulgação do resultado final.

O movimento de partidários na porta da direção do CCJE, onde estava a urna dos servidores, foi intenso

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