23/10/2003


Ana Paula Fassarela,
Flávia Carpanedo,
Marcélia Pieper
e
Marcelle Altoé

 

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Mesária e fiscal de chapa se agridem no CBM

A montagem da urna separada para as casadas foi justamente o estopim da confusão que aconteceu na seção 26, localizada no Ioufes. Uma das mesárias e a fiscal de chapa presentes na seção discutiram sobre o relatório de instalação da urna. Dele deveria constar, segundo a fiscal da chapa 30 Maria Luzinete Melo, que o processo foi refeito pois na primeira vez a urna não havia sido lacrada. A mesária Lívia Ferraz, que já estava nervosa por causa da confusão da documentação, se irritou com a fiscal e, de acordo com Maria Luzinete Melo, se recusou a fazer o relatório como ela dizia.

Começaram, então, agressões verbais que se transformaram em físicas quando a funcionária Maria da Penha Santana resolveu fotografar a confusão para que se pudesse provar posteriormente o que estava acontecendo nas eleições. A mesária quis tomar a câmera da servidora, que conta ter sido pega pelo pescoço e cabelo. Maria da Penha passou, então, a câmera para uma colega que também foi agredida. A confusão se generalizou nesse momento. Renata Pasolini, a mesma que tinha documentos de solteira, foi arranhada por uma pessoa que ela não viu. A fiscal da chapa 10 Odete Lemos caiu e perdeu um dente. Outras pessoas que lá estavam foram agredidas. A situação só foi controlada quando chegaram os seguranças da universidade.

Lívia Ferraz diz que desde o início das eleições a fiscal estava sendo hostil com ela, pressionando e criticando o seu trabalho o tempo todo. "Nós estamos aqui para trabalhar juntas e ela exigia que tudo fosse do jeito dela. Ela ficou me espezinhando o tempo todo", conta a mesária. Lívia fala que já estava nervosa com tantos atrasos e problemas, e que a pressão da fiscal a tirou do sério. "Eu trabalho aqui há 23 anos e nunca tive problema. Estou trabalhando para ajudar nas eleições, achei que fosse ser mais simples. Já pedi para sair da posição de mesária", relata.

Ao final da manhã todas as situações já estavam controladas e a eleição corria mais naturalmente. Calcula-se que já haviam votado por volta de 290 pessoas, entre elas o candidato Gercyr Baptista, que foi à urna dos professores por volta das 9h30.

Voto duplo
Os locais de votação foram divididos por função na universidade. No CBM havia duas salas de votação para alunos, uma para servidores e uma para professores. Para professores que também são alunos de pós-graduação, mestrado ou doutorado, e para servidores que também são alunos, houve a possibilidade de votar por duas vezes, tanto como professor quanto como aluno, já que os nomes destes eleitores constavam da lista das duas seções.

No entanto, o regimento eleitoral prevê que para os casos de professor que é aluno, este só pode votar como professor.

O aluno do mestrado em Saúde Coletiva pelo Departamento de Enfermagem e professor de Pediatria Ronaldo Martins votou na seção de aluno, sendo que seu nome também estava na lista da seção de professores.
Questionada sobre o que garantiria que não haveria voto duplicado, a mesária da seção de professores do CBM disse que no momento da apuração seria rasgado um dos dois votos da mesma pessoa, através da conferência das listas dos que votaram.

Tarde de eleições pouco movimentada no Campus de Maruípe

Os candidatos Rubens Rasseli, da chapa 10, e Gercyr Baptista, da chapa 30, permaneceram durante toda a tarde no Campus.

Devido ao intenso movimento de votantes ocorrido pela manhã, poucos eleitores compareceram nas quatro seções eleitorais do Campus de Maruípe no período da tarde.

De acordo com o presidente de mesa da seção 24, Daniel de Siqueira, quase 100% dos votantes daquela seção se fizeram presentes pela manhã. "Nossa seção fechará com quase todos os eleitores terem exercido seu direito de voto".

Dois candidatos que concorrem ao cargo de reitor da Ufes acompanharam pessoalmente, durante toda a tarde, o processo eleitoral no Centro Biomédico.

O candidato da chapa 10, Rubens Rasseli, não concedeu entrevistas nem permitiu fotos. Avisou que só votaria às 20h59 e só depois falaria com a imprensa. Mas na hora em que votava fechou a porta para a imprensa e evitou qualquer contato.

Já o candidato, Gercyr Batista, que concorre pela chapa 20, relatou que a comunidade universitária deveria se mobilizar mais para este acontecimento. Ressaltou ainda que, o ponto negativo foi o atraso da abertura para votação da seção 25, localizada no Hospital Universitário. "O atraso de uma hora para iniciar a votação na seção 25 prejudicou a nossa chapa pois os servidores que trabalharam no período noturno não aguardaram o início da votação."

Casos de boca de urna foram detectados no Campus durante a tarde. Grupos de pessoas das chapas 10 e 30, estavam durante todo o tempo em frente às seções 25 e distribuindo panfletos e "santinhos" dos candidatos.

A fiscal da chapa 30 foi agredida...

... com a confusão a fiscal da chapa 10 caiu e quebrou o dente...

... e foi necessário chamar a segurança da Ufes.

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