23/10/2003


Ana Paula Fassarela,
Flávia Carpanedo,
Marcélia Pieper
e
Marcelle Altoé


 

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Atraso no início da votação no CBM

Além disso, a invalidade de documentos e as agressões físicas e verbais permearam as primeiras horas da eleição no campus de Maruípe

O começo do dia de votação no Centro Biomédico foi atribulado. Prevista para as 6h da manhã, a chegada das urnas eletrônicas das cinco seções que lá se localizavam - seções 24, 25, 26, 27 e 28 - se deu com um atraso de aproximadamente uma hora. A urna da seção 25, onde votariam os servidores com iniciais de A a L, apresentou ainda problemas em sua instalação, sendo necessário que a Comissão Eleitoral fosse chamada, o que levou a um atraso ainda maior (em vez de começar à 7 horas, como previsto, nessa seção a votação começou às 8h10). Nas outras seções o atraso foi de, em média, 25 minutos.

A professora e fiscal da chapa 30 Leila Domingues diz que o atraso pode ser um problema mais grave do que parece. "Os funcionários do hospital que estavam trabalhando no turno da noite saem às 7h. Esse atraso os impossibilitará de votar, já que eles não retornarão ao campus hoje e provavelmente estavam cansados demais para ficar esperando a abertura das urnas", aponta.

Documentação

Após a normalização da situação com as urnas eletrônicas a eleição parecia correr bem. Porém, problemas com a invalidade de certos documentos de identificação foram logo detectados: os funcionários que apresentavam a carteira de servidor federal e as mulheres casadas que possuíam documentos antigos com nome de solteira também não puderam votar.

Essa situação alterou os ânimos de muitos. A funcionária da universidade Marta Pereira Nunes, indignada, se pergunta: "Para que emitem a carteira funcional, se não serve justo num momento tão importante como este?" E acrescenta: "isso já está bagunçado desde o início, já que era para começar às sete horas da manhã e começou por volta das oito". A professora Elisabeth Andrade Aragão, indignada, afirma: "Isso é um absurdo! Vota-se para presidente, mas não para reitor, por causa de burocracia!"

Mais tarde, aproximadamente às 10h20,a Procuradoria Geral da Ufes enviou um documento liberando a carteira funcional como meio de identificação de servidores para votação e uma denúncia foi encaminhada à Comissão Eleitoral.

Foi liberado também o voto para as mulheres com documentação que não apresentava o nome de casada. Mulheres como Renata Helena Pasolini Novo, anteriormente apenas Renata Helena Pazolini, puderam então votar em uma urna convencional separada.

No CBM, as urnas abriram por volta de 7h25, mas houve seção que só abriu às 8h10

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