13/06/03

Júlia Fregona
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Centros acadêmicos realizam debates para estimular alunos

Diversos temas estão sendo apresentados durante o início do semestre, na tentativa de envolver os estudantes na vida acadêmica.

Não é raro encontrar pelos corredores da universidade cartazes que convidam os estudantes a participarem das chamadas "semanas". Alguns alunos vêem nisso uma forma de incentivo enquanto outros encaram como uma espécie de férias, já que os mesmos são dispensados durante o período de sua realização. Seja para complementar o currículo já defasado em alguns cursos, seja para expandir os conhecimentos, elas estão presentes nas mais diversas áreas e, na maior parte dos casos, cumpre bem o seu papel.

Os centros acadêmicos, com o apoio de departamento e outros órgãos, como sindicatos, organizam ciclos de palestras e mesas de debates sobre variados temas. São convidados diversos professores da própria universidade e profissionais reconhecidos nos ramos específicos para compor a discussão. "No caso da Semana de Ciências Sociais, o nosso objetivo é discutir o movimento da cultura, nas suas mais diversas formas na sociedade capitalista. Temos poucos sociólogos nos debates porque tentamos travar um campo de discussão em diferentes áreas, como arte, filosofia, antropologia, economia e psicologia", relata uma das organizadoras do evento, Carol de Castro, terceiro período de Ciências Sociais.

A receptividade, na maioria das vezes, é boa. "Tem vindo muita gente participar dos debates, mas observamos que poucos são do curso. Isso é ruim porque muitos alunos ficam à toa em casa em vez de ampliarem seus conhecimentos. É um espaço aberto, não precisa de inscrições, é só chegar e expor as suas opiniões", diz Camila Lobino, quinto período de Ciências Sociais e organizadora."

A maior parte dos freqüentadores aprova o evento. "Não sou do curso de Ciências Sociais mas tenho achado tudo muito interessante. Estou tendo a chance de aprender várias coisas e não somente ficar restrita a minha área", diz Liane Destefani, quarto período de Arquitetura. Entretanto, alguns não conseguem enxergar a sua importância: "Não estou participando das palestras. Acho que em nada me acrescenta. Poderiam nos dar a opção de escolher se queremos ir às aulas ou às palestras, mas isso não acontece", declara Bruno Milanez, estudante do segundo período de Ciências Sociais. "Me sinto de férias", complementa.

Às vezes a demanda supera a oferta. No Fórum de Comunicação, realizado no final de maio, vários alunos ficaram de fora das palestras e oficinas. "Tive interesse em participar, mas fui informado de que não havia mais vagas. Acabei ficando de fora do Fórum", relata Gianfranco Zucoloto, que está no quarto período de Comunicação da Ufes. "Depois fiquei sabendo que não foi pedido o comprovante de inscrição na entrada."

A organização do evento explicou que em poucos dias todas as 220 vagas foram preenchidas e que ainda foram criadas alternativas para aumentar esse número, contudo, nem chegaram a ser utilizadas pois poucos alunos compareceram de fato. No primeiro dia, o comprovante foi cobrado, mas como o auditório não ficou cheio, nos dias seguintes a organização preferiu liberar a entrada.

 
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