04/07/2003


Flávia Carpanedo
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Cemuni VI passa à direção do CCNH e Teatro Metrópolis deve ter nova sede

O diretor do centro espera a entrega das chaves para retirar os equipamentos do Metrópolis e entregá-los à Secretaria de Produção e Difusão Cultural

Depois de quase cinco meses da ocupação pelos alunos da Psicologia, o espaço em que o Teatro Metrópolis se localiza no Cemuni VI foi finalmente passado para o Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCHN). O diretor do centro, Sebastião Pimentel Franco, já solicitou a entrega das chaves, mas os estudantes decidiram aguardar mais esclarecimentos sobre o futuro do teatro.
A nova sede já foi oficialmente passada para a administração da Secretaria de Produção e Difusão Cultural. A secretária Rosana Paste preferiu não divulgar ainda onde será, temendo que isso possa interferir no processo. Ela disse apenas que a SPDC já tem o projeto de reestruturação de teatro e está buscando recursos enquanto espera a retirada dos equipamentos do Cemuni VI.
Mas a transferência do teatro parece não estar agradando nenhuma das partes envolvidas. Os alunos de Psicologia questionam a decisão, dizendo que somente o espaço conquistado não irá resolver o problema de falta de área para atividades do curso. Na verdade, eles precisariam de um anexo.

Equipamentos

Agora, os alunos estão preocupados com o destino dos equipamentos e o custo que a reconstrução do teatro pode ter. "É mais barato construir salas de aula. Equipamento de teatro é caro. Tenho medo que retirem os do Metrópolis, eles fiquem mofando em algum depósito e a gente perca o teatro", diz Gustavo Coutinho, 6o período de Psicologia. Na opinião dele, essa desativação pode representar um grande erro na administração do dinheiro público.
No entanto, o diretor Sebastião Pimentel alega que ao CCHN foi dado apenas o espaço físico, portanto tudo que está dentro do teatro deve ser devolvido à SPDC. Ele completa falando que "não é de interesse de nenhum centro ter um teatro, e sim salas."
Porém, Sebastião ainda não sabe o que será feito quando o lugar se tornar disponível. "Quem vai decidir é o Conselho Departamental. Não sabemos nem se aquele espaço será do curso de Psicologia." Por enquanto, o diretor está procurando os meios legais de cumprir a resolução.
A insatisfação com o resultado final das negociações acerca do Teatro Metrópolis também é dividida com os membros do Coral da Ufes. "Não sei onde serão os ensaios do Coral quando desativarem o Metrópolis. Tenho medo que a gente fique um tempão esperando um novo teatro. Isso prejudicaria muito os nossos trabalhos", reclama o coralista Fabricio Miyakawa.
Além dos problemas relativos a espaço, há ainda o carinho que os usuários têm pelo espaço. Carinho compartilhado por Rosana Paste, que lamenta o desfecho da situação. "Mesmo que a gente tenha outra sede, o Teatro Metrópolis como conhecemos vai acabar. É triste."

 
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