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UNIVERSIDADE DIVIDIDA A divergência de opinião entre a comunidade docente enfraquece o movimento pró-greveApesar da aprovação do indicativo de greve durante a assembléia da Adufes (Associação de Docentes da Ufes), realizada na última quinta-feira, dia 2, grande parte dos professores da universidade afirma que não irá aderir ao movimento, caso seja deflagrada a greve. Neste sábado, dia 5, acontecerá em Brasília a Plenária dos Servidores Públicos Federais, que decidirá pela deflagração ou não da greve, no dia 8, terça-feira. O professor do Departamento de Física Armando Biondo Filho diz que a greve é válida. "Sou favorável à greve, pois o projeto de reforma da previdência proposto pelo governo Lula não atende aos servidores públicos federais, pois cerceia direitos adquiridos ao longo dos anos. Esse é o momento de fazer um movimento, já que o governo pediu ao Congresso urgência na votação do projeto". Entretanto, Márcio Coelho, professor do curso de Engenharia Mecânica, tem opinião diferente. "Não é segredo para ninguém que a comunidade universitária em peso votou no Lula para presidente, por isso acho uma incoerência um movimento desse porte contra um governo que só tem seis meses de duração." Técnicos Em assembléia realizada dia 1º, os servidores da universidade também votaram pelo indicativo de greve e aguardam a decisão da plenária nacional. Segundo Wellington Pereira, um dos diretores do Sintufes (Sindicato dos Servidores da Ufes), a deflagração da greve deverá ser conjunta entre servidores e professores. Caso alguns professores optem por não aderir ao movimento, as aulas podem ser prejudicadas pela greve dos servidores, uma vez que a comunidade acadêmica não terá acesso à Biblioteca, ao Restaurante Universitário e aos laboratórios. Apesar dos empecilhos, os professores do Departamento de Direito decidiram não paralisar as atividades durante a possível greve. O professor do curso de Direito Daury César Fabriz afirma : "o motivo da greve é justo, mas eu não vou aderir. O movimento é legítimo, mas acho cedo para um movimento como esse. A paralisação trará muitos prejuízos pois estamos no meio do semestre". Calendário A paralisação das atividades alterará
o calendário acadêmico, já modificado com as greves
anteriores, prejudicando ainda mais toda comunidade acadêmica e
adiando a previsão de acerto dos períodos letivos. |
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