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Extensão
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09/07/2004
Isabela Bessa
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Projetos de extensão levam a prática
científica para as escolas
Projetos como Experimentoteca e Mão na Massa facilitam
a aprendizagem de alunos e o trabalho de professores das áreas
de Ciências
Chega de cálculos e decorebas. Os professores de
Ciências, Física, Química e Biologia têm um
novo aliado contra o tédio e a monotonia das aulas teóricas:
os projetos de extensão Experimentoteca e Mão na Massa.
A Experimentoteca disponibiliza maletas que são verdadeiros laboratórios
portáteis com as diversas experiências que tornam as aulas
mais atrativas, dinâmicas e de mais fácil compreensão.
Implementada na Universidade Federal do Espírito Santo como Projeto
de Extensão do Núcleo de Ciências, a Experimentoteca
tenta "quebrar" o velho conceito de ensinar ciência, levando
a prática científica para a sala de aula e expondo a aplicabilidade
das disciplinas no dia-a-dia das pessoas. A interdisciplinaridade é
uma das bases desse projeto: um determinado assunto é estudado
nos vários âmbitos das Ciências e são mostrados
exemplos práticos que fazem parte da realidade dos alunos. "O
maior desafio do educador é fazer com que o aluno entenda os processos
científicos", afirma o professor e coordenador do projeto,
Carlos Wagner Araújo, "através desse projeto os alunos
interagem com os fenômenos científicos, despertando assim
um interesse para uma futura atuação nesta área".
As maletas são emprestadas gratuitamente aos professores das redes
pública e particular sendo cedidas uma média mensal de cinqüenta
delas para aulas e feiras de ciências. Após um curso de capacitação,
os professores recebem um certificado e estão aptos a trabalhar
com o material e podendo permanecer cerca de cinco dias úteis com
o mesmo. Nos cinco anos do projeto já foram treinados mais de 250
professores atingindo aproximadamente 20 mil alunos dos ensinos fundamental,
médio e universitário da Grande Vitória.
Mão na Massa
Com a mesma intenção de conjugar o conhecimento
teórico com a prática científica, o projeto ABC na
Educação Científica - "Mão na Massa"
é direcionado a professores de pré à quarta série
do ensino fundamental. Resultado de parcerias com a Academia de Ciência
Francesa, Academia Brasileira de Ciências, Estação
Ciência e o Centro de Divulgação Científica
e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo (USP), o projeto
possui experiências mais simples, cujos fenômenos científicos
podem ser compreendidos por crianças que ainda não desenvolveram
conhecimentos mais elaborados.
"São levantadas questões-problemas, as crianças
formulam suas teses e hipóteses, e depois verificam os resultados
na prática", diz o estudante de Física da UFES e um
dos monitores do projeto, Jefferson Moro. Além do exercício
científico, as crianças praticam suas habilidades oral,
escrita e aprendem a trabalhar em grupo, pois questionam, argumentam,
socializam e discutem suas idéias e resultados.
A Secretaria da Educação do Estado - SEDU - estuda a possibilidade
de levar o projeto para as escolas estaduais tornando-o parte do currículo
do ensino básico. "Dependerá de um acordo entre a SEDU
e o 'Mão na Massa'", explica a técnica pedagógica,
Luiza Helena. "Certamente contribuirá em um melhor ensino
para as crianças", conclui.
Segundo o estudante de Física e monitor do projeto, Gabriel Luchini,
"Falta uma estrutura eficiente para o ensino de Ciência nas
escolas do país e projetos como esses vinculam a universidade à
sociedade. Desse modo, os recursos intelectuais e científicos não
ficam restritos à Academia, mas têm reflexo na coletividade".
Ambos os projetos são patrocinados e apoiados, no Espírito
Santo, pela Fundação Vale do Rio Doce, Companhia Siderúrgica
de Tubarão e Sebrae.
Mais informações no Núcleo de Ciências da Ufes,
pelo telefone 3335-2332 ou no site www.ufes.br/~nucleoc.
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Os professores exprimentam... |

...descobrem novas formas de ensinar... 
... e trocam experiências sobre o projeto
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