05/11/2004

Milena Murta

 

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ÁRDUA TAREFA

Três jurados definem quais serão os vencedores dos prêmios do Vitória Cine Vídeo

Correria, conversas, discussões. A VIII mostra competitiva nacional que acontece durante o 11º Vitória Cine Vídeo promete dar bastante trabalho aos jurados. Tudo porque é de comum acordo a todos os expectadores, que as produções estão cada vez mais bem elaboradas e os erros já quase não existem.

Concorrerão a prêmios tanto os vídeos, cujo material é o VHS, quanto os curta- metragens, elaborados em película e com um tempo de até aproximadamente 40 minutos. Os primeiros estão sendo exibidos no Cine Metrópolis, enquanto os curtas, são mostrados numa cerimônia mais glamurosa no Teatro Glória.

As categorias disputadas são melhor filme ficção, melhor filme documentário, melhor filme animação, melhor direção, melhor fotografia, melhor roteiro, melhor trilha sonora, melhor montagem, melhor direção de arte, melhor atriz, melhor ator, melhor vídeo ficção, melhor vídeo documentário, melhor vídeo clip, melhor vídeo arte e prêmio pesquisa de linguagem. Há também o prêmio do Júri popular.

Todas as produções ficam sob os olhares atentos dos três jurados escolhidos pela organização do evento. "São pessoas de perfis bem diferentes e bastante ligadas ao meio audiovisual" relata uma das organizadoras, Beatriz Lindenberg. A comissão é renovada a cada ano e sempre conta com um representante capixaba, que este ano, para a mostra de vídeos, é o professor do departamento de comunicação social da Ufes, Cleber Carminati.

Antes dos jurados "finais" existe outra comissão que atua anteriormente, na pré-seleção dos vídeos, decidindo quais entrarão na disputa e quais ficarão de fora. Beatriz destaca a importância desses jurados, uma vez que o evento recebe cerca de 450 inscrições. Ainda segundo Beatriz, não há critérios estabelecidos para esta pré-seleção, o que existem são referências que os jurados geralmente seguem, por exemplo: há sempre a preocupação de captar filmes de todas as regiões do país, garantindo uma abrangência nacional do evento. Outra referência é a busca pelo equilíbrio de categorias, trazendo filmes com linguagens bem diversificadas.

"Assim como no ano passado há trabalhos bons e ruins", declarou a artista plástica Rosana Paste, que foi membro da comissão de pré-seleção do Vitória Cine Vídeo no ano passado. Para ela, um bom filme não é apenas o que dispõe da melhor fotografia ou do melhor ângulo de visão, mas também são avaliados o capricho na produção, o cuidado com o roteiro e a qualidade na edição de imagens. Rosana destaca que o vídeo "Dores e Odores" dos capixabas Jefinho Pinheiro e Patrik Tristão tem grandes chances de sair premiado.

Enquanto os jurados se desdobram para atribuir as notas, resta a nós, meros expectadores, nos deliciarmos ao assistir produções de todo o país, e é claro, votar no nosso predileto.

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