.:Cultura
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04/07/2003
Marcélia Pieper
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Alunos denunciam inoperância
da Atlética
Alunos demonstram descontentamento com a
Atlética e reinvindicam por mudanças diante do atual quadro
A Atlética-Ufes, entidade estudantil
criada para representar equipes da universidade nas competições
esportivas, e também promovê-las, não vem cumprindo
o seu intuito. Sediada no CT, sua existência é desconhecida
por boa parte dos alunos da universidade e no último Junes (Jogos
Universitários do Espírito Santo, não fez valer sua
representatividade, uma vez que a única equipe da Ufes nesses jogos,
a de handebol, de acordo com os estudantes que competiram, foi formada
autonomamente).
De acordo com o assessor de Comunicação da Ufes, Luiz Vital,
a universidade apenas cede o espaço físico para a sede e
não tem poder de fiscalização. "A Atlética
é algo à parte. A Universidade tem compromisso com ensino,
pesquisa e extensão. Mas seria satisfatório que os estudantes
conseguissem se organizar de uma forma melhor e esquecessem a rivalidade
que existe entre determinados centros. Seletivas para os jogos são
um bom exemplo do que poderia ser feito", comenta Vital.
Esse quadro vem mobilizando alguns estudantes, descontentes com a atual
situação. Um deles, o estudante Tiago Roncheti Thomaz, do
4º período de Educação Física da Ufes,
acredita que o primeiro passo que poderia ser dado é a criação
de Atléticas locais, uma em cada centro.
"A questão não é o fato da sede da Atlética
chamada central se localizar no CT e, sim, a sua inatividade. O ideal
seria que todos os estudantes que quisessem competir pela Ufes tivessem
a oportunidade de pelo menos passar por uma seletiva. Outras universidades
federais são bem mais organizadas para as questões esportivas
que nós. Com a criação de Atléticas locais,
poderia se ter uma Atlética central mais bem articulada",
comenta Roncheti.
Segundo ele, ainda há poucos estudantes adeptos a essa mobilização.
"Muitos, por comodismo, ainda não acreditam que algo possa
mudar, mas mudanças são necessárias. Como está
não dá para aceitar. É revoltante", acrescenta.
Os diretores da Atlética foram procurados diversas vezes para dar
esclarecimentos, mas nenhum representante foi encontrado. Segundo estudantes
do próprio CT, a Atlética dificilmente abre suas portas.
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