Artigo


09/07/2004

 

 

Max Dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Ufes de poucos

Nas últimas semanas, o jornal UniversoUfes tentou agir segundo a ótica que impera em todo meio de comunicação sério e representativo: foi em busca da verdade dos fatos. O Jornal procurou a reitoria para obter informações e dados concretos sobre os primeiros meses da nova gestão com o objetivo de mostrar aos universitários o que ficou só na promessa de campanha e o que é fato e deve ser comemorado. Mas, só encontrou portas fechadas e uma dificuldade imensa de ser recebido pelos reitores. Os líderes desta instituição mantêm um caráter burocrático e insano, cometendo o mesmo erro de tantos outros no decorrer da história, na medida que se julgam acima da opinião pública perdem o apoio de seus sustentadores.

Os estudantes têm o direito de saber o que contém essa "caixa preta" chamada Ufes, têm o direito de saber o que pensam os comandantes, têm o direito de saber porque faltam verbas, porque um curso é A e outro é D, porque as xerox são tão caras, (o que é a FCAA?), porque tantos por quês.

A universidade não pode caminhar como um cego andarilho, indo do lugar desconhecido para lugar nenhum, senão as situações de deformação se perpetuarão nessa tal "Ufes de poucos". Esse espaço precisa criar um mundo diferente do "regime semi-aberto" que nos é proposto lá fora. Dar o primeiro passo significa trilhar num outro rumo. A Ufes de poucos pode ser a Ufes de todos, basta almejarmos a mudança. Dentre tantos direitos esse é o nosso único dever.


 


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