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Artigo
31/01/2003
José Gleyson Conopca
Estudante do 4º periodo jornalismo da Ufes
Coluna dedicada
a constribuições dos leitores. O Universo Ufes não
se responsabiliza por opiniões emitidas nos artigos.
As contrbuições podem ser enviadas através do email
[email protected]r
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Celeiro musical
Considerada como referência no saber,
a Universidade também se destaca quando o assunto é cultura.
Assim, não é surpresa perceber que as tendências
que surgem e acabam vingando sempre têm pelo menos "um pezinho"
na Ufes. Percebemos isso na pintura, na literatura ou na política.
E na música não é diferente.
Se hoje vivenciamos um momento ímpar para a música do
Espírito Santo e temos várias bandas de nossa terra fazendo
sucesso no resto do país ou até mesmo no exterior, podemos
ter certeza que grande parte dessa galera que hoje se apresenta país
afora já pisou pelo menos uma vez num dos palcos montados na
Ufes.
Palcos que podem pertencer a grandes festas, como a finada "Abre
Bodes", ou então a apenas uma rodinha de amigos onde a turma
se reunia e tocava para passar o tempo.
Mas, de uma forma ou de outra, era - e é - no campus que tudo
acontecia. Era na Universidade que se reuniam as influências do
rock, do reggae, do pagode ou do forró e se formava um grande
"panelão" onde tudo se encaixava, onde tudo tinha seu
espaço e seu público.
Mesmo que às vezes o público não fosse aquele desejado,
ou então a galera já tivesse exagerado no vinho ou na
cerveja e só ficasse por ali para tentar alguma coisa no fim
de noite.
Mas não tinha importância porque o que o objetivo era só
tocar, mostrar às pessoas um pouco daquilo que pensávamos
sobre o mundo. Mostrar um pouco do que gostávamos. Ter liberdade
para criticar algo e saber que ali isso era permitido.
Era permitido fazer até mesmo misturas que poderiam parecer esquisitas
(como juntar o rock com o congo) ou então formar uma banda genuinamente
capixaba tocando um ritmo genuinamente norte-americano (como o blues).
Era tudo descompromissado. Era tudo diversão.
Essa não é a história de nenhuma banda específica,
mas pode ser a história de várias bandas que já
passaram (ou que ainda vão passar) pelo universo da Ufes.
As épocas são diferentes, os componentes são diferentes,
as bandas são diferentes, mas a vontade de expressar seus sentimentos
e de mostrar sua arte é a mesma. Manimal, Urublues, Lucy, Lordose,
Zé Maria, Pé do Lixo são exemplos das várias
bandas que por aqui já passaram. Fábrica, Sol na Garganta
do Futuro, Forró Pé de Cana são algumas das bandas
que ainda estão por aqui. E mais um sem número de outras
bandas existem e não foram citadas. A todas elas, parabéns
por estarem fazendo da universidade um celeiro de cultura e de variadas
formas de expressão.
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