A luta contra o Sindicalismo de

Estado no interior da CONLUTAS

 

Comunicado da União Popular Anarquista - UNIPA

25 - Brasil, Outubro de 2007

 

      O GT Nacional de Secretaria da CONLUTAS publicou uma nota apresentando seu posicionamento favorável à legalização das centrais sindicais, e dizendo que se opõe ao projeto de lei na “forma” que ele se apresenta.

            O documento do GT de Secretaria coloca ainda que a CONLUTAS já estaria registrada no “Ministério do Trabalho” e preencheria os “critérios” para “alcançar” o reconhecimento como central pelo Ministério do Trabalho. Esse posicionamento apenas confirma a tendência das direções do PSTU e do PSOL de tentarem aplicar uma linha corporativista e liquidacionista na CONLUTAS.    

            O nosso comunicado 24 (“A Luta de duas linhas na CONLUTAS/Setembro 2007”) havia indicado que estava em gestação um confronto de direcionamentos estratégicos para a CONLUTAS:

 

 “As reformas sindical e partidária também são outros fatores que assolam os reformistas. Os critérios para a legalização das centrais sindicais e dos partidos, podem levar setores (como o PSTU e mesmo o PSOL) a perderem seu registro. A reforma sindical pode eliminá-los dos grandes aparatos e a perda de base de sustentação político-eleitoral.

Essas questões estão efetivamente entrando no cálculo das propostas e políticas implementadas na CONLUTAS e no movimento sindical-popular. Elas ficam encobertas pela “cortina de fumaça” do discurso da unidade, da política frentista e movimentista. Mas ela ajuda a explicar a composição com os governistas.”

 

A Nota do GT de Secretaria confirma nossa análise, mostrando como certos setores da CONLUTAS estão buscando enquadrar a entidade nos marcos da tutela Estatal, acabando com seu projeto de central autônoma e classista.  Os efeitos do enquadramento nas normas do sindicalismo de Estado e Tutelado serão destruidoras para o projeto da CONLUTAS (que será transformada em mais um aparato para a gestão do imposto sindical e outros recursos, e a conseqüente alimentação de burocracias).

Neste sentido, seguindo com coerência a sua linha político-sindical, a UNIPA tem como resolução combater qualquer orientação no interior da CONLUTAS no sentido da submissão à tutela do Estado-Burguês. O projeto de lei das centrais é parte da reforma sindical, e visa garantir tal subordinação dos sindicatos ao Estado.

Não nos cabe aceitar a reforma sindical, mas discutir como combatê-la. E nesse sentido conclamamos todos os militantes de base da CONLUTAS a combater a combater a política de enquadramento da CONLUTAS nos marcos do sindicalismo de Estado.

 

Abaixo ao sindicalismo de Estado!

 

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