História da Contabilidade - 1

A História da Contabilidade é tão antiga quanto a história da própria civilização. Ela surgiu 6.000 anos a .C. dos povos Sumero-Babilônicos, Feníncios, Egípcios, Gregos, Cretenses, Romanos, etc. A contabilidade passou por uma época chamada de "Época Empírica"(6.000 à 1202 a .C.) que se caracterizou pela ausência da sistematização dos registros e pela ausência dos estudos de natureza científica e metodológica.

A Contabilidade surgiu das necessidades que as pessoas tinham de controlar aquilo que possuíam, gastavam ou deviam. Sempre procurando encontrar uma maneira simples de aumentar suas posses. Logo com as primeiras administrações, surge a necessidade de controle, que seria totalmente impossível sem a aplicação dos registros .

Os vestígios de contabilidade dos Incas se davam através de nós dados em cordas penduradas, que registravam os seus bens.

No Egito, era anotada a medição e o transporte do trigo. Entre hieroglíficos se encontra a figura de um pastor registrando as suas ovelhas, através de pedrinhas. Pelos achados nota-se que a contabilidade consistia em simples anotações a fim de evitar lapsos de memória, como em relatórios de trocas de bens e serviços.

Obs: Para cada ovelha que entrava no rústico cercado, ele juntava mais uma pedrinha, ao pequeno monte à sua frene (o homem havia aprendido a criar animais para o consumo). Todas as ovelhas já estavam no cercado, todas as pedrinhas devidamente de volta à sacola. Quando inadvertidamente uma matilha de lobos ataca, e após uma enorme confusão causa um considerável prejuízo, com um misto de raiva e resignação, ele faz a recontagem das ovelhas e atira fora as pedrinhas excedentes. Auxiliada pela própria natureza, acaba de ser inventada a Contabilidade.

Na Babilônia, a escrituração era feita em tábuas de argila retangulares ou ovais bem rudimentares. As mais famosas são URUK, JENDET-NASR e UR ARCAICA. Os templos possuíam escriturários próprios, denominados DUB-SAR e o chefe de escrituração era chamado DUB-SARMAG ou PA-DUB-SAR. Estas foram as primeiras denominações dadas aos escriturários e contabilistas da época.

As prestações ou contribuições devidas a Templos, eram feitas em várias vias do mesmo documento, ficando uma cópia em forma de recibo, no Templo, para controle. A fim de evitar adulterações, já tinham o "SELO DO SIGILO" do templo. Alcançando-se assim, uma nova fase de evolução no controle e nas administrações. Foi nesta fase que apareceram o Diário e Memorial.

As revisões ou complicações da escrita, eram depois arquivadas, ou seja, depositadas em vasos ou caixas, feitos de argila ou vime, que eram lacrados e colocado etiquetas que resumiam o conteúdo.

No Antigo Egito, haviam muitos armazéns (também chamado casa das contas) e tesourarias, onde trabalhavam vários escriturários. O Inventário tinha grande influência na vida do povo, pois servia para registrar os bens móveis e imóveis.

No império Médio, encontramos um livro escriturário (também chamado livro das contas da Corte Real), onde era feito o registro diário da entrada de bens. Esse registro era feito pelo secretário da Corte. O Egito muito colaborou para a história da contabilidade, quer pelo amor que tinham pela escrita, como pela evolução que conseguiram imprimir.

"Milhares de anos se passaram, pouco mudaram os lobos e as ovelhas. Já a contabilidade mudou. Virou Profissão, hoje os Contadores já não mais trabalham com pedrinhas, embora continuem defendendo as ovelhas dos lobos."

História da Contabilidade - 2

Na Antiguidade, as trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. Mas as cobranças de impostos na Babilônia, já se faziam com escrituração, embora rudimentar. Tábuas de barro cozido e placas de madeira ou de pedra eram usadas para o registros de pagamentos de serviços. Uma escriba egípcia contabilizou

os negócios efetuados pelo governo do seu país, no ano 2000 a. C. Sistemas de escritas contábeis foram bastante utilizados nas Ilhas Britânicas. Empregavam-se ramos de árvores assinalados com talhos como provas de dívida ou de quitação.
O desenvolvimento do papiro(papel) e do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios. As escritas governamentais da república romana (200 a. C.) já traziam as receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e divisões. Os questores, funcionários do Estado tinham como atribuição examinar as contas dos governos provinciais. O imperador Augusto foi talvez, o primeiro governante da história a estabelecer um orçamento público.
No período medieval, diversas inovações na técnica da contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela Igreja. O imperador Carlos Magno determinou, por volta do ano 800, na Capitulare de Villis, a realização de um inventário anual de propriedade, em livros especiais as receitas e despesas. Em 831, um "contador" assinou a escritura de uma propriedade transferida por santo Ambrósio a um nobre italiano. Exames de livros de contabilidade foram efetuados na Inglaterra, durante o reinado de Henrique I, no século XII. A introdução da técnica contábil nos negócios privados, foi porém, uma contribuição de comerciantes italianos dos séculos XIII.
Os empréstimos a empresas comerciais e os investimentos em dinheiro determinaram o desenvolvimento de escritas especiais que refletissem os interesses dos credores e investidores e, ao mesmo tempo, fossem úteis aos comerciantes, em suas relações com os consumidores e os empregados.
O aumento de volume dos negócios registrado após a Revolução Industrial fez surgir a necessidade de exames contábeis das experiências financeiras das empresas, como base para empréstimos e inversões de capitais. Esse trabalho ficava inicialmente a cargo de contadores admitidos por uma empresa, a qual, comumente, punha seus serviços profissionais à disposição de outras organizações. Foi, contudo, a Itália o primeiro país europeu a fazer restrições à prática da contabilidade por um indivíduo qualquer. O governo passou a reconhecer como contadores somente pessoas qualificadas para o exercício da profissão.
A importância da matéria aumentou com a intensificação do comércio internacional e com as guerras ocorridas nos séculos XVIII e XIX, que causaram numerosas falências e a consequente necessidade de se proceder à determinação das perdas e lucros entre credores e devedores. Já no século atual, o extraordinário crescimento dos negócios exigiu a criação de serviços autônomos de contabilidade, os quais atingem elevado nível de aperfeiçoamento, determinado, principalmente, pela introdução de complicados processos mecanizados.

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