INTRODUÇÃO AO DESIGN

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Prof. Evandro Perotto

2º semestre / 2001

 

DIFICULDADES PARA CONCEITUAÇÃO DE DESIGN. AFINAL, DESIGN É ARTE, CIÊNCIA OU TECNOLOGIA?

 

Gui Bonsiepe

(Design-Ciência) Design não é e nem será uma ciência. Houve muita inserção de teorias e de um desenvolvimento metodológico acentuado especialmente durante a década de 60. A tendência dessas contribuições (Teoria dos conjuntos, Teoria dos Sistemas, Teoria da Informação, Teoria da Tomada de Decisões, métodos da ergonomia psicanálise e da psicologia) era a de separar o Design da esfera das artes de aproximá-lo da ciência, aperfeiçoar as atividades e de conferir-lhe maior rigor técnico e metodológico.

(Design-Arte) Design não é e nem será arte. Não há justificativa para uma interpretação do design como uma atividade artística, supostamente intuitiva. A arte, através de seus arquétipos há muito hegemônicos (pintura, escultura, desenho etc.), não é a única possibilidade da experiência estética. O mundo do design está ligado ao da estética, mas não necessariamente ao da arte.

 

Alberto Alessi

(Design-Tecnologia-Mercado) Há uma possibilidade de abordagem que vincula o design a um sistema industrial de produção em massa. Claramente utilizado como ferramenta a serviço da tecnologia e do mercado. Utilizado desse modo tem como funções, por um lado, ajudar a produzir mais, e por outro, a vender mais. Esta tem sido a abordagem que permite contextualizar e compreender o design dentro do processo econômico da sociedade contemporânea.

(Design-Arte-Poesia) Outra possibilidade é a de compreender o design por seus aspectos sócio-culturais. Em nossa sociedade há uma forte simbolização dos objetos e eles têm sido cada vez mais utilizados como canais de comunicação, onde os indivíduos e a sociedade expressam valores, status, personalidade. A sociedade necessita consumir estética, mas não apenas pelas formas clássicas oferecidas pela arte e pela poesia. O design propiciará o desenvolvimento de novos produtos, que seriam usufruídos fora da dualidade valor de uso / valor de troca.

 

Christopher Jones

(Design sistemático) A abordagem sistemática da atividade do designer apresenta características de racionalismo, sistematização, metodologia acentuada e validação de resultados. Exige maior exatidão, previsibilidade e controle sobre o processo de design. Sua tendência é a de valorizar os aspectos funcionais dos produtos. É o Designer “caixa transparente”. Corrente funcionalista.

(Design intuitivo) A abordagem da atividade situa o designer como alguém capaz de intuitivamente equacionar questões e resolver problemas. Apresenta características de espontaneidade e liberdade. O designer se configura com a aura do herói, do artista individualista, capaz de projetar produtos expressivos e espontâneos. É o Designer “caixa preta”. Corrente formalista, ou styling.

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