Senhores jurados, é muito importante ponderarmos bem os pontos envolvidos neste assunto, para que de nenhuma maneira, venhamos a cometer injustiças contra a verdade e assim estar prejudicando aqueles que estão no banco dos réus , neste momento.
Muitos deles acreditam que, nunca conheceram nada além da “Sociedade do Novo Mundo.”Passam a ver tudo que está fora dessa sociedade, incluindo todas as outras denominações religiosas, como grandemente desprovidas de genuínos princípios morais e genuíno amor, ou pelo menos, notavelmente inferiores aos padrões e níveis que sua própria organização afirma exemplificar. A seguinte declaração da Sentinela de 15 de março de 1986, página 20, mostra até que ponto eles vão neste assunto:
Somente
no paraíso espiritual, entre as Testemunhas de Jeová, podemos
encontrar o amor abnegado que Jesus disse identificar os seus
verdadeiros discípulos. (João 13:34, 35)
Os falsos profetas, pelos seus maus frutos, são expostos como tais. Mas Jesus indicou que as árvores boas seriam identificadas pelos seus frutos excelentes. (Mateus 7:15-20) E que frutos excelentes nós temos no paraíso espiritual! Quase que em cada país há espantosos aumentos. . . .
As
Testemunhas de Jeová, por serem ensinadas por Deus, realmente
produzem na sua vida os frutos do cristianismo. (Isaías 54:13) Só os
do povo de Jeová se libertaram completamente das superstições babilônicas.
Só eles têm uma organização que acata plenamente o que a Palavra
de Deus tem a dizer sobre a imoralidade sexual, os abortos, a
embriaguez, o furto, a idolatria, o preconceito racial, e sobre outros
empenhos e práticas do mundo. E somente eles obedecem à ordem de
pregar as boas novas do Reino de Jeová. (Mateus 24:14) A própria
Palavra de Deus inquestionavelmente aponta para as Testemunhas de Jeová
como o único povo organizado que tem a bênção dele!
Se realmente são melhores e tão verdadeiros como afirmam, perguntem a vocês mesmos: Onde estão as obras, ou seja: frutos deste amor que tanto afirmam ser seu sinal identificador do único e verdadeiro povo Deus?
Onde estão, suas escolas, ou suas creches, ou seus asilos, ou suas ações comunitárias que realmente promova beneficio para as comunidades onde eles mesmos vivem?
Uma organização que esta a julgar todas as outras como imorais sem mesmo as conhecerem, não pode estar fundada nos sólidos alicerce da palavra do Deus que afirmam obedecer.
Embora digam que isto é ‘inquestionável,’ no interesse da verdade devemos perguntar: quão factual é realmente a auto-avaliação da organização das testemunhas?
O que dizem, não é que são um pouco melhores, ou bastante melhores ou um aprimoramento de outras religiões.
O que dizem é que são notavelmente melhores, têm real exclusividade nestes campos.
São “inquestionavelmente” o único oásis espiritual num deserto mundial.
Mas a escravidão espiritual, mental e emocional permanece, e as organizações religiosas são muitas vezes a causa.
Através de seu profeta, Jeová condenou os que
ferem com punho iníquo. O apóstolo Paulo falou daqueles que, no seu
tempo, professando ser discípulos zelosos e até apóstolos, estavam
exaltando a si próprios, escravizando, dando ordens e, literalmente
ou figurativa-mente, fisicamente ou verbalmente, espancando outros
membros.
Vimos como a autoridade religiosa demonstra hoje o mesmo espírito. Por meio de Isaías, Jeová falou na necessidade de desfazer e romper todo jugo e libertar os esmagados e sobrecarregados.
Cristo descreveu regulamentos e proibições
impostos arbitrariamente pelas autoridades religiosas como fardos
pesados, e seus discípulos reconheceram que mesmo a Lei fora um jugo
difícil de carregar.
O legalismo e as pressões insistentes para realizar atividades específicas e observar proibições impostas, com suas sensações de culpa pelo não cumprimento, continuam até o dia de hoje.
A preocupação com a autoridade faz igualmente, na organização, que “pervertam a justiça,” “apontem dedos acusadores,” e “lancem falsas acusações,” que apenas na forma diferem das que foram faladas pelo profeta.
A
sinceridade das motivações do coração das Testemunhas em geral,
foi desta maneira, posta em dúvida.Os muitos membros do Corpo
Governante “confiam apenas neles mesmos,” não no restante da
fraternidade.
A primeira linha de defesa inclui a negação (“O que você está dizendo de modo algum está acontecendo”).
A racionalização (“Isto está acontecendo por um bom motivo”).
A justificação (“Isto está acontecendo por que tem de ser assim”).
E o sonho impossível (“Eu gostaria que [a crença] fosse verdade, portanto talvez realmente seja”).
Se a informação transmitida é interpretada como um ataque ou ao líder, ou à doutrina ou ao grupo, ergue-se uma muralha hostil.
Os membros são treinados para desacreditar quaisquer críticas.
A lealdade e a devoção são de todas as emoções as mais respeitadas.
Não se permite às pessoas conversar umas com as outras sobre assuntos críticos da liderança da doutrina ou da organização. Os membros devem espionar uns aos outros e denunciar atividades ou comentários impróprios com respeito aos líderes.
E mais importante, ensinam as pessoas a evitar contatos com ex-membros ou críticos.
Este tipo de tratamento tem motivado muitos a destratarem seu pais, mães e filhos, se você leitor caso fosse uma testemunha de Jeová, teria de seguir a seguinte orientação:
"Que dizer se o filho começar a falar algo contrário
à mensagem do Reino e tentar influenciar erradamente a organização?
Que devem fazer o pai ou mãe dedicado e
batizado?
Eles não ousariam deixar suas emoções
descontroladas, eles não ousariam poupar mesmo esta pessoa querida
cujo nascimento carnal causaram.
Têm de lhe declarar a pecaminosidade
mortal ao seu ponto de vista ou
oposição ao ensinamento do Reino.
Devem considerá-lo como espiritualmente
morto para si mesmos, como alguém com quem não se deve ter qualquer
associação religiosa e convivência e cujas palavras e idéias
devem ser rejeitadas.
" (The Watchtower [A Sentinela], 1.º
de outubro de 1961, p. 596 [em inglês]).
Notem
esta orientação que os membros recebem da liderança da organização:
"O desligamento de alguém da congregação
cristã não envolve a morte imediata, de modo que os vínculos
familiares continuam a existir. Assim, um homem que é desassociado ou
que se dissociou ainda pode morar com a sua esposa cristã e seus
filhos fiéis. O respeito pelos julgamentos de Deus e pela ação da
congregação induzirá a esposa e os filhos a reconhecerem que ele,
pelo seu proceder, alterou o vínculo espiritual que existia entre
eles." (A Sentinela, 15 de abril de 1988, p. 28)
Podemos
imaginar, claro, que num casamento esse "conselho" conforme
dado nas frases acima fará maravilhas para melhorar a vida familiar.
A
Sociedade Torre de Vigia na prática ordena à esposa e filhos da
pessoa desassociada que evitem "espiritualmente" a pessoa,
enquanto ainda vivem e tentam continuar a funcionar como família.
Não
deve ser difícil imaginar o resultado deste tratamento.
Também
não adianta tentar sair de livre vontade, se a pessoa não acredita
mais no evangelho da Sociedade Torre de Vigia:
"Alguém que tem sido verdadeiro cristão talvez renuncie ao
caminho da verdade, declarando que não se considera mais como
Testemunha de Jeová, nem quer ser conhecido como tal. [...] Ou pode
ser que alguém renuncie ao seu lugar na congregação cristã por
meio de suas ações, tais como por tornar-se parte duma organização
cujo objetivo é contrário à Bíblia, e, por isso, vem sob o
julgamento de Jeová Deus. [...] Os que se tornam 'não dos nossos'
por deliberadamente rejeitarem a fé e as crenças das Testemunhas de
Jeová devem ser encarados e tratados apropriadamente como aqueles que
foram desassociados por causa duma transgressão." (A Sentinela,
15 de dezembro de 1981, p. 19)
O texto acima
diz que uma pessoa que renuncie ao seu estatuto de membro, ou que se
junte a outra comunidade religiosa, a um partido político ou a uma
instituição militar, ou que vote numa eleição, deve ser evitado
como pecador ou malfeitor.
Em
toda a sua história a Sociedade Torre de Vigia nunca expressou
qualquer preocupação pelos sentimentos e circunstâncias da pessoa
que é desassociada ou que se dissociou.
Em
nome das muitas pessoas que sofreram as discriminações simplesmente
por não querer mais ser testemunhas ou mesmo outros motivos, é que
estamos alertando as pessoas para que possam ter a oportunidade de
escolher se realmente aceitam uma programação mental com posses em
esperanças que poderão lhe causar muitos conflitos em sua vida, por outro lado todos temos um compromisso
com a
verdade e não podemos aceitar que o sofrimento de seres humanos
somente por que, de algum modo abandonaram o sistema religioso com
qual esteve associado por parte de sua vida.
O
verdadeiro teste de nosso amor à verdade vem quando ela expõe as falácias
do nosso próprio sistema de crenças, e não só a aceitamos como
ficamos gratos por sermos libertados do erro.
Portanto
senhores jurados, em defesa da união e harmonia familiar que peço,
que antes de tomarem suas decisões finais, repensem em tudo que foi
exposto neste julgamento e tenham bem vivo em suas lembranças o
seguinte:
O
mal triunfa, quando os homens de bem se omitem.