KLB

     

 "Difícil determinar quando surgiu o KLB. Uma das possibilidades é dizer que tudo começou há 16 anos, com o nascimento de Bruno. Kiko, hoje com 21 anos, lembra que desde os cinco já gostava de brincar com o violão e que, Leandro, como toda criança, tentava imitar o irmão três anos mais velho.

Pode-se pensar que o marco inicial foi o pai ter montado um estúdio na garagem de casa, há oito anos. Ou ainda, que a banda se formou em 1996, quando Kiko começou a escolher ele mesmo os equipamentos para a 'brincadeira'. O mais certo, porém, é começar a contar a partir do momento em que Kiko, Leandro e Bruno receberam uma canção composta especialmente para eles e se deram conta que, de fato, formavam um grupo. Isto foi em 1998 e, de lá para cá, "Uma noite de amor" (Juno e Antônio Luiz) pulou de um CD Demo para o álbum de estréia do KLB pela Sony Music.

Em um ano, eles provaram que têm a melhor formação que poderiam ter tido: um bom ouvido musical, muita prática e experiência conquistada a partir de uma brincadeira de criança. Apesar da pouca idade, uma vez contratados, souberam dosar a alegria de fazer o que gostam com a seriedade necessária para concretizar o trabalho dos sonhos e conquistar a confiança de todos.

 

O repertório do disco reflete bem o universo adolescente dos três: sair de madrugada, viajar, namorar ou só ficar. As letras falam de desencontros, noites de prazer, sonhos e, acima de tudo, de amor - tudo isso embalado pelo que há de mais moderno no cenário pop internacional. Entre as 13 faixas de "KLB", 10 são inéditas, uma é regravação de "Muito Estranho (Cuida bem de mim)" (Dalto e Cláudio Rabello) e duas são versões: "Ela não está aqui", que fez sucesso como "I'd love you to want me", de Kent "Lobo" Lavoie; e "A Dor desse amor", versão de Piska para "A Puro Dolor" (Omar Alfano), do quarteto Son By Four, e que deu origem ao primeiro single do grupo a ser tocado nas rádios de todo país.

A maioria das faixas leva mesmo a assinatura do também produtor do disco Piska, que compôs em parceria com César Augusto e Maurício Gasperini. Este último, com sua experiência com o Rádio Táxi e o Mano a Mano, contribuiu com a levada dançante do KLB. A única canção de autoria do trio é a autobiográfica "Ainda vou te encontrar", na qual Kiko faz uma homenagem à sua namorada morta em um acidente.

Quando os rostinhos bonitos dos rapazes do KLB aparecerem nos programas de TV será difícil controlar a histeria das fãs de primeira hora. Mas quem vê cara, não vê o talento. Os três irmãos cantam e tocam como gente grande e não encontram nada semelhante no mercado nacional. Então, antes de formar a sua opinião, ouça o disco: é tudo verdade!"

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