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| Conheça aqui a história de um dos consoles mais conhecidos no MUNDO!!! |
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| Índice: |
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| 1- Início |
| 2- A Mudança para a sobrevivência |
| 3- 10 Razões para o sucesso do CUBO: |
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| -Franchises, mas muito franchises para explorar |
| -Jogos de qualidade |
| -O melhor time de designers e programadores |
| -Hardware poderoso |
| -Mídia correta |
| -Suporte de outras produtoras |
| -Posicionamento e marketing |
| -Preço |
| -Concorrêcia incipiente |
| -Game Boy Advance |
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| 4- O CUBO de JOGOS poderia fracassar? |
| 5-Conclusões sobre o GAME CUBE |
| 6-GB Advance: Um devaneio alíenigena |
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| Início |
A Nintendo foi fundada em 1889 como uma fábrica de baralhos por um simples artesão japonês da região de Kyoto, Fusajiro Yamauchi. Inicialmente, a empresa começou a produzir cartas chamadas "Hanafunda", o grande barato da época. Vinte anos mais tarde, também serviria a América com os velhos baralhos ocidentais, bastante populares no oeste americano. Com isso, a empresa cresceu, e se tornou a maior fabricanteA Nintendo foi fundada em 1889 como uma fábrica de baralhos por um simples artesão japonês da região de Kyoto, Fusajiro Yamauchi. Inicialmente, a empresa começou a produzir cartas chamadas "Hanafunda", o grande barato da época. Vinte anos mais tarde, também serviria a América com os velhos baralhos ocidentais, bastante populares no oeste americano. Com isso, a empresa cresceu, e se tornou a maior fabricante de baralhos do Japão no final da década de 20.
Mas foi depois que Hiroshi Yamauchi, o atual presidente da Nintendo, assumiu a companhia em 1949, que as coisas começaram verdadeiramente a mudar, e a se expandir. Hiroshi, um mulherengo confesso, também utilizou o seu poder para abrir um "Hotel do Amor", com moças servindo ricos executivos de prazer, e até mesmo uma companhia de Táxi. Não precisamos dizer que tudo isso foi um fracasso.
Tido por muitos como "mão-de-ferro" e "cabeça dura", o hoje velho japonês fez então acordos comerciais com a Disney, listou as ações da empresa na bolsa de Tóquio e diversificou a produção para o setor de brinquedos no final da década de 60. Hiroshi estava certo...
Alguns gênios, advindos de fabricantes de eletrônicos como Gunpei Yokoi (criador do GameBoy), foram empregados para trabalhar na linha de brinquedos, produzindo sucessos instantâneos como o Love Tester e o The Laser Clay Shooting System. O interesse de Hiroshi Yamauchi pela recém nascida indústria da informática começava a crescer...
Em 1975, a Nintendo assinou um acordo com a Magnavox para distribuir o Odyssey no Japão, e 2 anos mais tarde, já lançava sua própria plataforma, em parceria com a Mitsubishi Electrics. O Color TV Game 6, que rodava algumas versões diferentes de Tênis, foi um sucesso e vendeu 6 milhões de cópias. O presidente da Nintendo viu então, que era aí que estava o ouro, e focou os negócios de sua companhia para o ramo do entretenimento eletrônico.
No mesmo período, entrava nos quadros de pessoal da Nintendo um jovem inexperiente, mas extremamente talentoso, o qual muitos conheceriam mais tarde por Shigeru Miyamoto. O guru começou sua carreira desenhando arte para jogos de arcade, até que em 1980 desenvolveu seu primeiro jogo, o clássico Donkey Kong.
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Depois do sucesso alcançado com Donkey Kong e os antigos portáteis da série Game & Watch, desenvolvidos por Gumpei Yokoi, a Nintendo começou a desenvolver o seu primeiro videogame, o Famicon, que foi lançado posteriormente em 1983 no Japão. Mas foi a nova aventura do famigerado Mario, um encanador italiano, bigodudo, desajeitado, e que tinha tudo para não emplacar, que realmente popularizou o console. Desde então, é o mascote oficial da Nintendo.
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Em 1984, a péssima qualidade dos milhares de jogos lançados para o líder Atari 2600 ocasionou o que chamamos de o "grande crash de 1984", reduzindo a indústria de jogos a pó. Somente um ano mais tarde, com a introdução na versão ocidental do Famicon, rebatizada de Nintendo Entertainment System, é que o mercado começou a reagir, embalada pela ótima qualidade dos jogos Nintendo e das companhias que produziam para o console.
Foi uma época de ouro, no qual a Nintendo mandava e desmandava no mercado, e cobra as royalties que queria dos fabricantes. A companhia já chegou a deter 90% do mercado de 8 bits, principalmente pela fraca competição dos concorrentes Sega Master System e Ataris 5200 e 7800. Entretanto, com o advento do bem mais poderoso Sega Mega Drive em 1988, as coisas começaram a mudar, e o NES perderia sua posição de destaque.
Para combater o Mega Drive, foi desenvolvido o Super Nintendo, que chegou em 1990 no Japão com o nome de Super Famicon. Apesar de ser um sistema excelente, o atraso em sua chegada ao mercado e alguns defeitos técnicos como o processador lento, fizeram o concorrente abrir vantagem em relação a ele. Pela primeira vez na história, no início da década de 90, a Nintendo perderia para a Sega sua fatia majoritária de participação no mercado.
Em 1994, a liderança já havia sido retomada, mas então surgiria a próxima geração de consoles, encabeçada pelo Sega Saturn e o Sony Playstation. O SNES já não agüentava o tranco, e depois de muitos adiamentos, surgiu a resposta da companhia para a concorrência, que a ameaçava veladamente: o Nintendo 64...
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| A mudança para a sobrevivência |
A Nintendo tem uma tradição fortíssima no setor de entretenimento, como mostram suas incursões históricas em suas diversas facetas. De fabricante de baralhos, brinquedos a até a gigante dos videogames que é hoje, a história da Nintendo nos mostra porquê a companhia sobreviveu e inovou enormemente nas áreas onde atuou. Foi provado que a Nintendo definitivamente entende muito deste mercado.
O velho Hiroshi Yamauchi, hoje com 74 anos, é um dos responsáveis diretos pelo sucesso da Nintendo nos últimos 50 anos. Ele é um homem visionário, com língua afiada e estilo durão, mas que sabe como ninguém administrar o negócio que começou modestamente na época de seu bisavô. Foi ele o responsável pela contratação de gênios como Gumpei Yokoi (o criador dos portáteis GameWatch, GameBoy e de Metroid), Shigeru Miyamoto (Donkey Kong, Mario, Zelda, F-Zero, etc) e Koji Kondo (o músico que compôs as melodias da maioria dos jogos da Nintendo).
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O velho Yamauchi também soube como nunca centralizar o poder diante de si, e investir em personagens que tinham tudo para dar errado, como Mario, os monstrinhos Pokémon e Link (de Zelda). De personagens desacreditados por muitos, estes devaneios gamísticos com muita personalidade geraram bilhões de dólares em vendas de jogos, filmes e produtos licenciados, o que serviu para abastecer o caixa da companhia durante os últimos 15 anos.
Segundo estimativas conservadoras, a Nintendo teria em 1995, 5 bilhões de dólares no banco, prontinhos para serem torrados em desenvolvimento de novos jogos e hardware, campanhas de marketing e lançamento de produtos. A situação financeira não poderia ser melhor, até o advento do Sony Playstation e o lançamento do Nintendo 64...
Como quase toda empresa líder de mercado, a Nintendo e o Sr. Yamauchi sofreram de uma doença grave, conhecida no jargão do marketing como "Arrogância do Líder". Esta doença se manifesta nas empresas que se julgam imbatíveis, e não são humildes o suficiente para estudar a concorrência e adaptar-se aos novos tempos.
Exemplos históricos de arrogância, e que em alguns casos quase terminaram em bancarrota, podem ser citados em diversos setores. Na área de entretenimento e informática, podemos relembrar da IBM (que quase quebrou ao subestimar a novata Microsoft e os seus softwares), a própria Microsoft (que menosprezou a Netscape em 1995), Atari (a falta de controle sobre os jogos produzidos para sua plataforma levou ao grande crash de 1984) e a Sega (o Saturn não acreditava no potencial do Playstation, seu único concorrente na época).
Da mesma forma, a Nintendo, que achava que deveria controlar a produção de mídia para os seus consoles, e garantir maiores lucros, subestimou o CD ROM como forma mais barata e comercial de armazenamento, afugentando as produtoras por causa do alto preço dos cartuchos para o Nintendo 64 e o seu espaço limitado de armazenamento. O resultado todos conhecem. O novato Playstation desbancou as tradicionais Sega e Nintendo, e a falta de bons jogos fez o N64 ser um fracasso no Japão e Europa. Nos EUA, ele está bem, pois no mercado americano, marketing é o que mais conta, e isso a Nintendo sabe fazer como ninguém.
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Por sorte, o velho GameBoy, lançado em 1989, ressurgiu das cinzas em 1998 com o fenômeno Pokémon, e injetou bilhões de dólares no caixa da empresa, para sustentar o decadente Nintendo 64. Se não fosse o GameBoy, a Nintendo estaria em uma péssima posição hoje, e provavelmente não conseguiria se manter no páreo com as rivais Sony e Microsoft (em nossa visão, a Sega não é mais uma ameaça para as três pela situação financeira e base instalada pequena do Dreamcast).
Percebendo o erro, os executivos da Nintendo prepararam uma nova estratégia para os seus novos consoles, que ao que tudo indica, têm tudo para ser bem sucedidos. Em tempos difíceis, o Sr. Yamauchi, em um repente de humildade, resolveu escutar o que o mercado queria, a apresentou os novos GameCube e GameBoy Advance.
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| 10 Razões para o sucesso do CUBO |
Depois de sofrer na pele as conseqüências de sua arrogância perante o mercado de consoles, a Nintendo resolveu mudar, e prepara o lançamento de sua nova plataforma que já nasce conhecendo a receita do sucesso.
1) Franchises, mas muitos franchises para explorar
Nenhuma outra companhia do mundo tem personagens tão carismáticos e jogos tão famosos quanto os produzidos pela Nintendo. Em um rápido exercício de memória, podemos nos lembrar de Mario, Mario Kart, Zelda, Pikachu, Pokémon, Metroid, Perfect Dark, Donkey Kong, Conker e diversos outros.
E essa é uma senhora arma perante a concorrência, pois ela sozinha é capaz de sustentar uma plataforma, conforme mostrado recentemente com o Nintendo 64, abandonado pelas outras produtoras. Sony e Microsoft, por serem oriundas do setor de eletrônicos e informática, não possuem sensibilidade e know how para produzir jogos com esta aura de magia e criatividade exalada por qualquer lançamento da Nintendo. E isso, o dinheiro não compra a curto e médio prazo, o que torna este fator por si só a maior vantagem competitiva do Gamecube.
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2) Jogos de qualidade
É impossível negar que os jogos lançados pela Nintendo são os mais bem cuidados e produzidos da atualidade. Qualquer lançamento, que ostente a marca Nintendo e de suas coligadas (Rare, Retrostudios, etc) passa por um controle de qualidade intenso, para assegurar que eles sejam os melhores de sua categoria.
Claro que há exceções, mas no geral, a Nintendo é a produtora que atualmente mais se preocupa com a qualidade de seus jogos. Por isso, seu nome inspira tanta confiança e admiração dos jogadores.
3) O melhor time de designers e programadores
Shigeru Miyamoto, este é o maior patrimônio da Nintendo e um dos grandes responsáveis diretos pelo sucesso da companhia. O guru que criou Mario, Zelda, Donkey Kong e tantos outros sucessos, e que a cada jogo que produz surpreende o mundo reinventando a roda, está a frente de um time de designers e programadores de altíssimo nível, um dos 3 melhores do mundo na atualidade.
Além do time EAD, comandado por Miyamoto, temos outros estúdios cuja competência já está mais do que solidificada. O exemplo mais clássico é a Rare, um pequeno birô britânico que foi adquirido pela Nintendo e que produziu pérolas gamísticas como Goldeneye 007, Perfect Dark e Conker's Bad Fur Day. A Rare carregou nas costas o N64 por muito e muito tempo, e hoje tem um know how absurdo na arte de produzir excelente jogos. Podemos citar também a NCL, HAL e muitos outros times internos de extrema qualidade.
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4) Hardware poderoso
A especialidade da Nintendo não é produzir hardwares, e por isso, ela faz parcerias com empresas de renome como a Sony, Silicon Graphics, Matsushita e IBM para produzir seus consoles. Desta vez, parece que a Nintendo conseguiu um console bastante equilibrado e barato, de forma que possa peitar os - teoricamente - mais poderosos Playstation 2 e X-Box. Embora a história mostre que nem sempre o melhor hardware vence a guerra (vide NES, Genesis e GameBoy), é sempre um ponto positivo mostrar ao público que não se está muito atrás.
Pelos demos mostrados pela Nintendo, o Gamecube realmente surpreendeu, e provou que números são meros artifícios de marketing para comprovar a potência de um console. Queremos deixar claro que os demos de Luigi, Zelda e Mario estavam rodando em tempo real, acredite!
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5) Mídia correta
É um alívio ver que o Gamecube não irá utilizar os patéticos cartuchos com chips EPROM, estes, os grandes responsáveis pela fatídica posição em que o Nintendo 64 ocupa hoje.
A solução encontrada pela Nintendo foram os minidiscos de 1.5 GB que, embora sejam bem menores do que os DVD's utilizados no PS2 e X-Box, promovem um espaço de armazenamento mais do que suficiente para qualquer jogo. Se a Nintendo já fazia milagres produzindo épicos como Zelda 64 e Perfect Dark em cartuchos de 32 MB, imagine agora com um espaço infinitamente maior? O resultado prático do uso desta mídia serão gráficos e texturas mais elaborados, interlúdios cinematográficos de primeira qualidade, cenários ainda mais bem produzidos e som de primeira.
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6) Suporte de outras produtoras
Os cartuchos eram caros, apertando a margem de lucro das produtoras, e só podiam ser produzidos mediante o pagamento de pesadas royalties para a Nintendo. Com a adoção do mini DVD, e a competição apertando (o que significa que a Nintendo não cobrará fortunas de royalties) acabaram-se as desculpas para não produzir para uma plataforma Nintendo.
É claro que durante todo esse tempo fora, softhouses como Electronic Arts, Namco e Square construíram fortes relações com a rival Sony, e provavelmente, em um primeiro momento, não darão atenção para o Gamecube. Nomes como Metal Gear Solid 2, Resident Evil, Tekken, Final Fantasy e Winning Eleven também só devem chegar na plataforma da Nintendo a médio prazo, o que não impossibilita que jogos excelentes e originais possam ser lançados até então.
Basta o console provar o seu valor (base instalada gigante) que as coisas irão mudar, principalmente por causa dos jogos on-line, que dependem exclusivamente de receitas dos assinantes para darem retorno. Portanto, em quanto mais plataformas um jogo estiver presente, melhor para a produtora, em termos comerciais.
Mesmo se grandes nomes como Square e Electronic Arts não embarcarem na onda do Gamecube, acreditamos que a Nintendo poderá se manter confortavelmente em um 2º lugar no mercado de consoles, graças à magia e qualidade de seus jogos principais.
7) Posicionamento e marketing
Aliás, outro fator preponderante para Outer Space apostar no sucesso do Gamecube, é o posicionamento de mercado que a Nintendo está adotando. Percebendo que será praticamente impossível lutar com Sony e Microsoft, muito mais ricas e poderosas, pelo domínio do lar, a empresa resolveu focar-se em um nicho específico (e que nicho!) e no que sabe fazer de melhor: games. Por isso, retirou de seu Gamecube a possibilidade de tocar DVD e projetou um design bastante familiar aos jogadores hardcore e casuais, que não se parece com um "eletrodoméstico", e sim com um brinquedo.
A estratégia da Nintendo é vender softwares e especializar-se no desenvolvimento e licenciamento destes, pois são os grandes geradores de receita para uma companhia. O Playstation 2 e X-Box podem até ter bases instaladas maiores, mas sem dúvidas, quando se trata de vender jogos, a Nintendo provavelmente será a nº 1, igualzinho ao que acontece hoje. O problema, atualmente, é que o custo de fabricação do cartucho ainda é muito caro, e a empresa perde alguns bons milhões por conta desta decisão que se provou equivocada. Isso irá mudar com a adoção do DVD.
Além disso, a Nintendo também percebeu que o mercado amadureceu, e conforme já dito pelos seus principais executivos, tentará atacar os jovens acima de 18 anos e adultos também, utilizando a sua forte marca. Uma mudança de mentalidade e tanto, para quem sempre prezou cogumelos e flores coloridas.
Essa política já se faz notar nos lançamentos atuais, bem mais maduros, como Perfect Dark, Conker's Bad Fur Day e Dinosaur Planet. O grande golpe de mestre é que a Nintendo reina sozinha no mercado para crianças e pré-adolescentes, e agora, vai tentar atuar também perante os mais crescidinhos, abrangendo sua área de atuação, e conseqüentemente, vendendo mais software.
Sempre é bom lembrar também que o marketing da Nintendo é uma das coisas mais competentes que se tem notícia no mundo dos negócios, em todos os tempos. Vejam os exemplos recentes de Pokémon (um negócio multibilionário), o ressurgimento do GameBoy e o sucesso do Nintendo 64 na América, o país mais susceptível à lavagem cerebral.
8) Preço
Por ser uma plataforma dedicada apenas a games, os executivos da Nintendo já confirmaram que o Gamecube será mais barato que os concorrentes. O preço ainda não foi anunciado, acreditamos que ele ficará na faixa entre US$ 149 e US$ 200, uma barganha e tanto (se confirmada) comparada aos US$ 299 que irão custar o Playstation 2 e X-Box.
9) Concorrência incipiente
Não nos interprete mal, a concorrência no mercado de jogos nunca foi tão forte como agora. Mas para derrubar a Nintendo, ela tem que ser muito melhor.
Sega - A Sega está passando por maus bocados, e não é mais a força que era antigamente. O Dreamcast, ao que tudo indica, perderá o suporte das softhouses em 2001 em prol do PS2, X-Box e Gamecube. Em 2002, o Dreamcast será uma plataforma ultrapassada e ficará nas mãos apenas da Sega, que não terá recursos financeiros para adiar sua morte prematura. Só o próximo videogame da Sega, se vier a existir, pode competir contra os 3 grandes (Sony, Microsoft e Nintendo). Entretanto, jogos como Space Channel 5 e Code Veronica foram obras primas gamísticas, e em se tratando da Sega, tudo pode acontecer...
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Microsoft - O X-Box é uma incógnita. De um lado temos a 2º companhia mais rica do mundo e um dos mais brilhantes estrategistas e homens de negócio do século (Bill Gates). Do outro, a falta de experiência e know how em um ramo complicadíssimo, uma imagem deveras queimada perante os gamers e um nerdidismo tipicamente americano, que não deve emplacar no Japão e Europa.
Só na apresentação de demos dos 3 consoles já podemos ter uma idéia do que estamos falando. Qual é mais "cool", uma mulher com cara de homem com um "X" na barriga dançando com um robô gigante (X-Box), a bela Reiko Nagase dançando nas passarelas (PS2) ou Link lutando com Ganodorf e Luigi assustado por fantasmas? Bem, a Microsoft terá mais uma vez que fazer milagre para conseguir penetrar no protecionista mercado japonês (chave para o sucesso de qualquer console) e conquistar o coração dos gamers.
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Sony - Embora a Sony hoje seja indiscutivelmente a nº 1 no mercado de jogos mundial, precisamos entender que o lançamento de seu tão aguardado Playstation 2 não foi tão bom quanto ela fez parecer. Os primeiros jogos para o console são belas porcarias (com umas 3 exceções, no máximo), não utilizam nem 15% do seu potencial e talvez por isso, os japoneses utilizem-no mais para ver DVD do que para jogar.
Além disso, a Sony enfrenta críticas das produtoras pelo fato do Playstation 2 ser difícil de programar e pela pouca memória para texturas do console (só 4 MB). Poderíamos ter um êxodo de Metal Gears, Final Fantasys, Resident Evils para outras plataformas a médio prazo? Sim, esta é uma possibilidade concreta, e só o tempo irá mostrar o destino do PS2.
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10) GameBoy Advance
A estratégia de linkar o GBA com o Gamecube é brilhante. A Nintendo quer aproveitar o seu domínio no mercado de portáteis para incentivar os seus usuários de que precisam do console de mesa para tirarem o máximo de suas experiências gamísticas.
A dupla trabalhará em sinergia, e poderá usar e abusar da criatividade dos programadores. Um vai levar o outro nas costas, assim como acontecia com a dupla Banjo e Kazooie...
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| O CUBO de JOGOS poderia fracassar? |
O console da Nintendo, até agora, provou estar no caminho certo para enfrentar a Sony e Microsoft no competitivo mercado de games. Entretanto, se algumas fraquezas internas e externas forem exploradas, poderemos ver o fim da BIG N neste mercado.
Abaixo, listamos 5 motivos que poderiam ocasionar o fim do Gamecube:
1) Data de lançamento tardia
As ações da Nintendo já caíram na bolsa de Tóquio devido ao medo dos investidores em relação à sua data de lançamento. Anteriormente prometido para abril de 2001, o Gamecube só será lançado em julho no Japão e outubro nos EUA.
Até lá, a Sony, Sega e Microsoft poderão trabalhar dobrado para melar o lançamento do concorrente, com jogos de qualidade, muito dinheiro gasto em marketing e abaixando o preço de suas plataformas, que as tornariam mais atraentes. Isso aumentaria a base instalada de Dreamcasts, PS2s e X-Boxes, afugentando o desenvolvimento externo para o Gamecube.
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2) Square, Namco, Capcom, EA, Konami, etc
Não podemos negar a falta que os RPG's da série Final Fantasy fazem para qualquer plataforma, principalmente no Japão. O mesmo podemos dizer dos excelentes títulos de esporte e estratégia da EA nos Estados Unidos e Europa (FIFA, C&C, NFS, The Sims, SimCity, Ultima Online).
As 2 companhias, embora não digam oficialmente que são exclusivas, estão totalmente compromissadas com a plataforma da Sony, pois ajudaram a construí-la e agora lucram com o apoio dado no início da era Playstation.
Além disso, irá ser difícil ver franchises de sucesso de outras produtoras, como Metal Gear Solid (Konami), Winning Eleven (Konami), Castlevania (Konami), Resident Evil (Capcom), Megaman (Capcom), Tekken (Namco) e Ridge Racer (Namco) a curto prazo no Gamecube.
Hoje, o mercado é bem mais aberto, e não concentra-se apenas em jogos como Mario, Sonic ou Zelda. Alguns dos jogos citados acima, e os desenvolvidos internamente pela Sony (Gran Turismo, Parappa, Wild Arms) gozam de popularidade imensa ao redor do mundo, e podem fazer com que a BIG N se enfraqueça.
3) Poucos jogos e pouca variedade
Como todos sabem, a Nintendo tem a tradição de produzir jogos de qualidade, ao invés de apostar na quantidade. Isto atrasa bastante o desenvolvimento de clássicos, e em um mercado extremamente competitivo, pode ser um problema e tanto.
Imagine o Gamecube sendo sustentado apenas por um ou dois jogaços do porte de Mario, Zelda ou Perfect Dark por ano? Isto iria acabar com a Nintendo, pois os jogadores procuram hoje, além da qualidade, a variedade. O N64 sofreu deste mesmo mal, porque o Gamecube também não sofreria?
A Nintendo tem que investir urgentemente em outros gêneros, como esportes, RPG's e aventuras mais maduras, como Metal Gear Solid ou Resident Evil. É preciso investir em novos e criativos franchises.
4) Poder de fogo das concorrentes
Embora a Sony e a Microsoft não entendam tanto de games como a Nintendo, elas são companhias muito maiores e com um poder de fogo imenso. Imagine, só a Microsoft gastará US$ 500 milhões de dólares no lançamento do X-Box, esta é uma fortuna inimaginável para ser gasta pela Nintendo.
Além disso, a estratégia das concorrentes em transformar seus videogames em centros de entretenimento do lar, pode se provar bem mais lucrativa e acertada, aumentando a base instalada do PS2 e X-Box, e atraindo muito mais suporte externo.
Além disso, hoje em dia a Microsoft e a Sony possuem dinheiro para desenvolver ótimos jogos, e caso não consigam, podem comprar estúdios e designers de renome. O que o dinheiro não compra hoje caro terráqueo?
5) Mercado saturado
Segundo especialistas, o mercado de consoles só terá espaço para 2 marcas, e o resto irá ficar restrito a pequenos nichos. Entretanto, para ser bem sucedido, o Gamecube deverá estar entre estes 2 líderes, pois a quantidade de jogadores que adquirirem o Gamecube é o cerne da estratégia de custos baixos e atração de produtoras externas para o novo Nintendo.
Será que a empresa irá conseguir desbancar a Sony e dar um chega para lá nos bilhões de dólares da Microsoft? Realmente esta é uma pergunta que só o tempo responderá, mas o risco é real.
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| Conclusões sobre o GAME CUBE |
Ao contrário de nossa expectativa inicial, parece que a Nintendo realmente aprendeu a lição com os problemas enfrentados pelo N64. O ano de 2001 será o mais competitivo da história dos videogames, pois apresentará 4 grandes companhias disputando palmo a palmo os mais de US$ 20 bilhões que o mercado de games gerará em todo o mundo.
Apostamos nossas fichas no Gamecube, apesar de ser ainda muito cedo para se fazer quaisquer exercícios de futurologia. A boa notícia é que a Nintendo está de volta à grande arena, com estratégias acertadas, tecnologia de ponta e principalmente, jogos de qualidade, quer irão incomodar e muito a concorrência.
O resultado deste coquetel de marcas e formatos (Dreamcast, X-Box, PS2, GAMECUBE) só será conhecido em 2002, quando o liquidificador consumista dos jogadores parar de rodar. Aí sim, poderemos provar o gosto do mel que a Nintendo está passando na boca de todos, e ver se ele está de acordo com os gostos mais exigentes.
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| GB Advance: Um devaneio alienígena |
Não é difícil visionar o que vai acontecer com o mercado de portáteis após o lançamento do GameBoy Advance. O pequeno notável da Nintendo, em nossa avaliação, tem pouquíssimas chances de dar errado. Ou seja, apostamos nossas fichas no sucesso de proporções dantescas do GBA. Porque temos tanta certeza disso? Simples, basta usar o cérebro e juntar os fatos:
1) O GameBoy reina sozinho no mercado de portáteis
Imagine um mercado todinho só para o seu produto? É isso o que a Nintendo tem atualmente, já que o GameBoy domina mais de 90% do mercado de portáteis.
O GameBoy Advance só será o próximo passo deste plano de dominação mundial, que dificilmente será revertido a curto prazo. Sony, Microsoft, Sega, Bandai e SNK podem até tentar lançar um concorrente em 2001, mas vai ser muito difícil derrubar o charme e carisma do GameBoy.
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2) A maior quantidade de jogos
Apostando na dominação de 90% do mercado, é de se supor que qualquer companhia do planeta esteja apostando seriamente em desenvolver jogos para o GameBoy Advance. Onde há possibilidade de ganhar dinheiro, há produtoras desenvolvendo jogos...
Como acontece atualmente com o GameBoy, todas as séries de sucesso deverão ser convertidas para o novo portátil. Só falta a Square se pronunciar a respeito de Final Fantasy...
E para piorar a situação dos concorrentes, o GameBoy Advance será compatível com todos os jogos produzidos até hoje para o GameBoy. É mole ou quer mais?
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3) Custo/benefício de primeira
A Nintendo acertou em cheio na sua estratégia para o GameBoy Advance. Cobrará US$ 90 por um portátil de tela colorida, processador de 32 bits, som de alta qualidade e que aceita cartuchos com até 32 MB de memória.
Tudo isso é bom demais para um portátil, que vai poder reproduzir jogos de alto nível na telinha, sem consumir muitas pilhas! Mario Kart Advance é o primeiro candidato a vender milhões de cópias.
4) Conectividade
Além da tecnologia certa, o GameBoy Advance poderá se conectar à Internet via celular, a outros GBA's para o jogo em rede e até mesmo ao Gamecube. Quer mais opções para um portátil?
Os programadores e designers têm um amplo leque de opções a explorar a partir de agora.
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5) Know How
Com seu conhecimento de mais de 20 anos do mercado de portáteis (desde o GameWatch), a Nintendo se torna imbatível para administrar e marketear o seu novo GameBoy Advance. Além disso, os seus jogos realmente são de ótima qualidade, e produzidos especificamente para a pequena telinha.
A não ser que algum fenômeno desconhecido aconteça, é praticamente impossível deter o domínio do portátil nos anos que irão se seguir.
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| Matéria retirada do site OUTER SPACE |
| http://outerspace.terra.com.br/special/indicespecial.htm |
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