Everyone's a let down; it just depends on how far down they can go.
Cupcakes are the new black.
entrou na escola com a cara sonolenta. Passou pela multid�o de alunos que conversava nos corredores, se destacando com sua cal�a skinny rosa, um All Star de cano m�dio azul com um arco-�ris que ela havia pintado na lateral e uma t-shirt azul turquesa com as palavras �Cupcakes are the new black� e bolinhos com caretas espalhados por toda a camiseta. semicerrou os olhos atr�s do Wayfarer rosa vibrante � procura de seus amigos.
- A diretora Thomsen vai ter um enfarto quando ver sua roupa hoje � Nicholas disse sorrindo ao achar facilmente a amiga no corredor. Estava encostado no arm�rio de a esperando. Como de costume, Nick mantinha seu visual de nerd impec�vel. Estava com os cachos escuros perfeitamente penteados e uma p�lo Lacoste listrada em tons de cinza e azul escuro que escolhera usar. Nick botou as m�os nos bolsos da cal�a cinza que parecia ter sido passada h� minutos e acenou com a cabe�a para a amiga que agora estava pegando os livros no arm�rio.
- Quem sabe hoje eu n�o consigo matar aquela velha do cora��o? � deu os ombros com um sorriso divertido no rosto, imaginando a cara que a diretora faria ao v�-la. Era prov�vel que instalasse um c�digo de vestimenta, ou obrigasse o uso de uniformes. Como se algu�m fosse obedecer a esse tipo de coisa � Viu o Charlie por a�?
- Deve estar ficando chapado antes de vir para c�. Acho que vai se atrasar � Nick disse segurando os livros. Olhou para o ch�o ao perceber que algumas garotas o observavam com sorrisos bobos no rosto.
- �, deve ser. Eu preciso correr para a sala Nick, tenho que copiar um trabalho que eu esqueci completamente de fazer ontem. Te vejo mais tarde � mandou um beijo no ar e correu para as escadas, torcendo para que algum nerd bonzinho j� estivesse l�. Era uma pena que Nick estivesse no n�vel avan�ado de todas as mat�rias que eles tinham em comum, j� que ele era o nerd preferido dela.
Photos, Taxis, Photos.
Charlie era um menino alto demais para a idade e assim como Nick, nerd demais para beleza dele. Tinha um cabelo liso e propositalmente bagun�ado. Seus olhos eram cor de mel, apesar de que poucos sabiam disso. Charlie estava sempre t�o chapado que seus olhos se limitavam em pequenas e inchadas fendas, n�o que isso interferisse em alguma coisa. Para um nerd, ele era absurdo de t�o bom.
Charlie saiu de casa correndo por estar atrasado. Havia exagerado um pouco no h�bito matinal de ficar chapado e perdeu a hora. N�o se importou muito se tinha mastigado as torradas, colocado as meias ou bagun�ado o cabelo como sempre fazia. S� colocou a primeira roupa que viu no guarda-roupa, pegou os �culos para n�o deixar t�o vis�vel o qu�o chapado ele estava e entrou no primeiro taxi que apareceu.
Assim que fechou a porta do carro, Charlie abriu a janela e respirou fundo, jogando no banco a mochila cheia de bottons. Olhou para o maior de todos, branco com as palavras �Seja legal com nerds, um dia voc� trabalhar� para um� em azul. Estava ofegante e pensando em uma boa desculpa para dar assim que chegasse � escola. A diretora Thomsen estava ficando furiosa com a freq��ncia em que Charlie se atrasava.
O taxi parou em um sinal e Charlie come�ou a observar as pessoas na rua. Todas apressadas e com seus copos de Starbucks nas m�os. Os celulares nos ouvidos e as m�os cheias de folhas e pastas. No meio de toda aquela correria, Charlie viu um rosto familiar. Desejando que o sinal permanecesse fechado por mais cinco minutos, ele botou a cabe�a pra fora da janela.
- ! � Charlie gritou e viu a menina virar a cabe�a, procurando quem a chamava. Ele acenou e correu para dentro do taxi, segundos depois do sinal abrir.
- Atrasado tamb�m? � Ela perguntou guardando a c�mera fotogr�fica Canon na bolsa. era f� de cinema e fotografia, e dizia que n�o poderia viver em lugar melhor que Staten Island, NY, quando se queria fotografar pessoas. tirava fotos muito boas e �s vezes incompreens�veis, n�o era s� um passatempo, era um impulso. Ela sorriu e olhou para a roupa que estava um pouco amassada. Ela usava uma saia preta com a cintura alta e um cinto amarelo, uma blusa branca por baixo do casaco Pea Coat amarelo e um sapato preto Mary Jane.
- �. Porque voc� n�o foi pra aula com o Nick? � Charlie perguntou observando os olhos escuros de . Ele poderia estar totalmente afim da garota, se eles n�o fossem t�o incompat�veis e ela n�o estivesse saindo com algu�m. E claro, tamb�m tinha o detalhe de que ela e seu melhor amigo eram irm�os g�meos. Nada parecidos, mas g�meos.
- Eu fiquei editando as fotos que eu tirei ontem e o Nick n�o quis me esperar � Ela deu os ombros e bocejou. A �nica coisa no m�ximo parecida entre os dois era o tom do cabelo e dos olhos e a mesma boca pequena. Ela preferiu n�o perguntar o motivo para o qual Charlie havia se atrasado. Ela j� sabia, e mencionar aquilo pareceria estranho.
Taxis, Messages, Taxis.
�Aonde diabos voc� pensa que est�?�
De: Juliet
Para:
�Estou chegando. Nick n�o quis me levar e eu peguei um taxi com Charlie�
De:
Para: Juliet
�O nerd bonitinho e chapado?�
De: Juliet
Para:
��. Esse mesmo. Olha, daqui a cinco minutos eu estou chegando. Preciso de uma desculpa para a diretora. Acho que eu e Charlie recebemos trotes dizendo que Nick havia sofrido um acidente e nos atrasamos porque ach�vamos que ele estava no hospital�
De:
Para: Juliet
�Que porra de desculpa � essa?�
De: Juliet
Para:
�Estou com sono, Charlie tamb�m. N�o tem como pensar em nada melhor. Cheguei�
De:
Para: Juliet
�Vai matar aula hoje ?�
De: Joe
Para:
�N�o. Acabei de chegar�
De:
Para: Joe
�To indo a� ent�o�
De: Joe
Para:
�Conseguiu vir pra escola sem se atrasar? N�o vem botar a culpa em mim, voc� demorou demais com as fotos�
De: Nick
Para:
�Porra. Acabei de chegar. Eu vou desligar o celular, te vejo por a�
De:
Para: Nick
- Se eu recebesse tantas mensagens toda vez que me atraso, eu deixaria o celular cair na privada sem querer � Charlie disse entrando na escola e vendo desligar o celular impaciente. Ela deu um sorriso fraco e respirou fundo ao ver Joe, e sua melhor amiga, Juliet, a esperando na porta.
- �, � uma boa id�ia � Respondeu andando na dire��o dos dois, se perguntando se o irm�o tamb�m se juntaria a eles. Claro, porque se atrasar uma vez no ano todo � algo preocupante.
I'm just the model.
- Ei Helders! � Joseph Stump chamou quando viu Helders, a irm� de seu melhor amigo Kevin passando por perto. Ela usava um jeans escuro e uma blusa cinza de manga comprida com aspecto leve. Tinha um len�o roxo no pesco�o e uma sapatilha na mesma cor. Ela se virou e andou at� a escada, onde Joe estava com mais um grupo de meninos. Seu su�ter azul claro ainda cheirava fuma�a de narguile e seus olhos castanhos estavam um pouco avermelhados. Ele jogou o cabelo bagun�ado para o lado, tirando-o do rosto.
- Ei Joe � Ela sorriu e tirou um chiclete do bolso, colocou-o na boca e fez uma bola. Depois esticou a m�o com o pacotinho cor de rosa � Quer?
- N�o, obrigado. Ei , eu comprei uma lente nova, e estava esperando mesmo que come�asse a nevar porque ia ser um bom filme. Mas como parece que n�o vai acontecer, eu acho que estou meio que sem nenhuma id�ia.
- Voc� sabe que est� falando com a pessoa errada � guardou o pacote de chicletes no bolso � deve estar na sala de multim�dia agora. Eu n�o sei de onde ela tira toda aquela inspira��o para as fotos dela. Voc� devia procurar ela. Eu sou s� a modelo
- �. Acho que vou ter que procurar ela � Joe deu um sorriso esperando n�o come�ar a agir como um idiota. Evitava o m�ximo , mesmo sabendo que n�o era bem o que queria. subiu a escada parecendo apressada quando um dos garotos disse rindo
- Acho melhor voc� torcer para n�o estar na multim�dia. Kevin est� l� com uma garota e bom, voc� conhece o amigo que tem.
Joe parou para pensar na possibilidade e n�o teve tempo de chegar � uma conclus�o quando a viu no fim do corredor. Ele levantou e correu at� , que estava parada na frente do arm�rio. Sorriu por poder descartar a cena em que ela se encontrava com Kevin na multim�dia para sei l� o que diabos.
- Ah, oi Joe � sorriu e tirou de dentro da bolsa a c�mera Canon. Deixou-a no arm�rio enquanto arrumava os livros e guardava outros, e tornou a coloc�-la na bolsa.
- Como v�o as fotos?
- Anda fazendo muitos filmes? � Os dois fizeram as perguntas ao mesmo tempo. riu e Joe sentiu suas bochechas ficando vermelhas. Notando que ele n�o falaria de novo, ela se sentiu livre para responder sem que os dois continuassem falando ao mesmo tempo.
- Voc� sabe... Staten Island � um lugar inspirador. � meio dif�cil ver fotos que n�o fiquem boas por aqui. E os filmes?
- �. Os filmes... Bom, desde o m�s passado quando eu ganhei o pr�mio da escola eu n�o tenho filmado nada definido. Acho que n�o tenho mais id�ias, s� tenho cenas aleat�rias agora. Disseram-me que talvez voc� pudesse ter alguma coisa � Joe sorriu e deu os ombros
- Eu n�o posso te dar id�ias Joe � sorriu e o encarou como se o que ela pensasse fosse �bvio � Digo... N�o preciso. Voc� j� se encontrou. J� sabe o que tem que fazer e j� tem o material preciso.
- ... N�o que eu possa falar alguma coisa... Mas voc� por acaso andou fumando?
riu e fechou o arm�rio. Joe continuava sem entender o que ela quis dizer. Ela suspirou e fechou a bolsa com cuidado.
- Olhe os seus filmes Joe. Voc� j� tem toda a inspira��o poss�vel � E se virou para ir embora. Joe continuou parado por alguns segundos e depois fez men��o de se mover � Ah Stump! � o chamou de novo � S� n�o use a sala de multim�dia agora. Vi o Kevin subindo para l� tem um tempinho, e sei que ele n�o quer nada relacionado aos equipamentos l�. E falando no Helders, voc� n�o viu a por a� viu? N�o a encontrei desde que cheguei aqui.
- Ela... Ela subiu. N�o tem muito tempo � Joe disse sustentando a possibilidade de pensar que sofrera um grave acidente e havia batido a cabe�a com for�a. Mesmo parecendo ter sofrido algo mental, Joe n�o conseguia parar de ach�-la algo a mais.
Midia Room.
Enquanto Helders era perfeitamente ador�vel, inteligente e engra�ada, seu irm�o mais velho Kevin Helders conseguia ser o oposto. A �nica defesa que Kevin tinha era que as meninas se jogavam pra cima dele com tanta facilidade que ele nunca podia recus�-las. Apesar de ser irritante e metido, Kevin sabia como levar uma garota para a sala de multim�dia.
Kevin estava usando uma cal�a jeans simples, um su�ter quadriculado preto e cinza e um cachecol azul. Andava pelo corredor com um ar cansado, de quem acabou de voltar de uma festa, e com um sorriso de quem estava pronto para outra, e outra, e outra.
Quando fechou seu arm�rio, j� n�o tinha certeza se o nome da garota que estava com ele na sala de multim�dia h� poucos minutos era Kelly ou Joane. Deu os ombros e riu sozinho.
- � Kevin disse indo na dire��o da garota que estava parada na frente do arm�rio � Esperando os amigos nerds? Tem certeza de que n�o quer fazer coisa melhor?
- Helders, some � disse olhando-o com frieza, o desprezando por ser t�o est�pido.
- Voc� sabe que � a �nica da escola inteira, com exce��o da irm� e as amigas dela, que ainda insiste em dizer n�o para mim, n�o sabe?!
- Talvez por isso voc� devesse ir embora e correr atr�s de todas as outras que v�o te dizer sim.
- N�o � Kevin sorriu e com delicadeza tirou o Wayfarer rosa de do rosto, fazendo-a o encarar com raiva � � exatamente por voc� me evitar tanto que eu ainda insisto. E seus olhos s�o bonitos demais pra voc� usar isso.
- Voc� jura? � perguntou parando para pensar � Mas sabe o que � engra�ado? Eu realmente n�o me lembro do momento em que eu comecei a ligar para o que voc� acha. Ah, claro, nunca existiu um momento assim � disse pegando os �culos da m�o dele com uma sobrancelha arqueada. Colocou-os no rosto e quando viu Charlie andando na dire��o dela, suspirou aliviada.
- Sabe de uma coisa? � Kevin perguntou j� indo embora � Eu n�o vou parar de insistir em voc� t�o cedo.
- Boa sorte � murmurou irritada e voltou-se para Charlie � E o Nick?
- Deve estar vindo. Ent�o quer dizer que agora voc� � a pr�xima v�tima do Helders? � Charlie perguntou rindo, fechou a cara e apontou para Nick, que corria desajeitado na dire��o deles.
- Garotas... Falando... Comigo � Nick disse ofegante, apoiando-se em um arm�rio
- O que tem de errado nisso? O que eu sou afinal, um hermafrodita? � perguntou recebendo olhares incr�dulos de Nick e Charlie.
- N�o. Voc� � uma garota. Mas voc� n�o est� interessada em nenhum de n�s dois, o que te faz uma garota acess�vel. Nerds n�o saem com garotas toda noite e n�o est�o acostumados com v�rias delas os chamando para festas � Nick disse ficando menos vermelho
- Se bem que... N�o existem nerds t�o bonitos quanto n�s � Charlie disse com um sorriso convencido. Os tr�s riram e andaram em dire��o � porta.
He's A Genius.
Joe n�o tinha um comportamento comum com . Os dois eram amigos e sempre que podia ele procurava acompanh�-la. Mas �s vezes n�o conseguia ficar perto dela sem come�ar a falar besteiras, ent�o se afastava. nunca questionou esse tipo de coisa, talvez nunca percebesse a aus�ncia repentina do amigo, mas parecia n�o se importar... Ela nunca parecia se importar com nada.
O sinal anunciando o in�cio do hor�rio de almo�o tocou e os corredores come�aram a ficar mais uma vez movimentados. Joe estava indo na dire��o do refeit�rio com Kevin.
- Anne talvez? Alice? Cameron? � Kevin tentava se lembrar o nome da garota que esteve com ele mais cedo � Eu n�o tenho muita certeza, acho que ela era loira. Tinha olhos claros. Eu acho. Se eu a visse, eu a reconheceria
- N�o, n�o reconheceria � Joe rebateu rindo. Abriu a porta do enorme refeit�rio e o barulho dos alunos conversando nas mesas incrivelmente brancas invadiu seus ouvidos.
- �... Voc� tem raz�o. Joe, qual � a da e do amigo nerd e chapado dela?
- Charlie? Pelo que sei nada. Eles s�o nerds demais pra ver alguma coisa nela. Voc� anda muito interessado na . Qual � a de voc�s dois?
- Desafios s�o bons para passar o tempo � Kevin sorriu e sentou em uma mesa com Joe. Poucas mesas atr�s, Juliet, e sentavam-se rindo.
- Hoje o Joe veio me perguntar umas coisas t�o est�pidas � disse reparando o olhar cauteloso de � Foi voc� n�o foi? Que mandou ele me procurar? Quer dizer, como ele n�o pode ver o g�nio que �?
- Vai ver ningu�m esfregou a l�mpada dele ainda � deu os ombros
- Joseph n�o caberia em uma l�mpada � Juliet disse s�ria, como se tentasse provar uma teoria. e riram, mas Juliet permaneceu com a mesma express�o - O que?! � s�rio, ele n�o caberia. S�o muito pequenas!
- Juliet... Tente usar seus neur�nios um pouco mais, voc� os deixa de lado por muito, muito tempo � disse tomando um gole do refrigerante que segurava.
- Sabe... � verdade � Juliet sorriu e passou os dedos pelo cabelo ruivo. Piscou v�rias vezes seus olhos verdes na dire��o da porta quando entrou l� junto de Nick e Charlie.
Os tr�s andaram at� uma mesa vaga no final do refeit�rio conversando t�o baixo que nem os que estavam nas mesas pr�ximas conseguiam ouvir. parecia se destacar mais como um pontinho cor de rosa no meio de todo aquele branco do refeit�rio.
-Voc�s n�o est�o com frio? � perguntou cruzando os bra�os com for�a e olhando ao redor do refeit�rio.
- N�o muito � Nick disse dando os ombros e pegando o teste que lhe dera poucos minutos atr�s.
- Eu estou com calor � Charlie tirou o su�ter preto e cinza pela cabe�a e o deu para . A blusa que ele usava por baixo era branca e com o desenho de uma fita cassete no meio. Acima dela, em letras psicod�licas e em um tom laranja com a borda preta, as palavras: iPod, Eu sou seu pai.
- Obrigada � sorriu colocando o casaco e encontrando o olhar de Kevin por um segundo. Virou-se para a mesa novamente � O que querem fazer antes de irem l� em casa?
- Nada � A voz que respondeu n�o era nem de Nick nem de Charlie, se virou irritada olhando s�ria para Kevin � Vamos l� . Voc� vai ter a noite inteira com seus nerds, eu disse que n�o ia parar t�o cedo... N�o vai te custar nada passar a tarde comigo.
- Voc� n�o tem id�ia do quanto me custaria passar mais de uma hora te escutando � rolou os olhos e virou de novo na cadeira. Kevin sentou do lado dela segundos depois.
- s� quero te mostrar uma coisa.
- N�o estou interessada em nada que voc� tenha para me mostrar � disse percebendo a frustrada tentativa de Charlie e Nick de parecerem interessados no DVD de Star Trek. Talvez o interesse fosse real, ela n�o sabia distinguir.
- Olha, com voc� � diferente . Eu tenho certeza que me lembraria seu nome e a cor dos seus olhos depois de passar uma hora com voc�. E acredite, isso � raro, in�dito eu acho.
- Helders, duas horas na minha casa, e acho bom eu estar de volta antes das cinco. Depois disso, voc� nunca mais olha pra mim e para de torrar minha paci�ncia. Certo? � disse irritada. Kevin sorriu e levantou
- Duas horas ent�o!
- E isso n�o � um encontro! � disse elevando o tom da voz para que ele ouvisse j� que estava se afastando
- Isso � o que veremos � Kevin murmurou mais para si mesmo do que para qualquer outro. Estava passando ao lado da mesa onde a sua irm�, , estava sentada com as amigas e Juliet.
- Kevin � o chamou da mesa. Ele andou na dire��o dela e se sentou no lugar vago ao lado de Juliet � Mam�e disse que voc� est� de castigo. Voc� sabe disso. N�o pode sair com a hoje.
- Ela n�o ficar� sabendo de nada porque viajou ontem � noite para Washington � neg�cios. E minha querida irm� � Kevin deu um sorriso c�nico � N�o vai falar nada, vai?
- E se ela ligar?
- C�us. Parece at� que voc� n�o sabe como tudo funciona! Se ela ligar, eu estou no banho, passeando com o cachorro, treinando p�lo aqu�tico ou produzindo um cd de rap. O que voc� achar mais conveniente na hora.
- Achei que voc�s n�o tivessem um cachorro � Juliet disse com o olhar longe
- N�o temos � disse olhando incr�dula para a amiga
- Ent�o como o Kevin vai estar passeando com um quando sua m�e ligar?
Cotton Candy
Quando todas as aulas haviam acabado e os alunos se encontravam conversando do lado de fora da escola, Helders mantinha o pesco�o erguido, procurando Nick Jonas. nunca soube explicar o porqu�, mas sempre quis conhecer melhor o nerd esquisito e bonito demais para gostar tanto de jogos.
O volume da m�sica que escutava nos fones estava t�o alto que ela n�o ouvia nada al�m da voz de Liam Gallagher, vocalista do Oasis, no refr�o de Don�t Look Back In Anger.
N�o havia percebido que estava cantando a m�sica at� que algu�m falou alguma coisa ao lado dela.
- Desculpa, eu n�o ouvi, o que foi? � perguntou se virando e tirando um dos fones de ouvido � Ah. Oi Nick
- Oi � Nick disse com um sorriso torto � Eu disse que � uma boa m�sica. Oasis
sorriu e concordou, os dois se encararam por um longo tempo, nos quais ela havia percebido o quanto os olhos de Nick eram fechados e como isso o deixava lindo. O sil�ncio que eles fizeram pareceu estranho para , mas Nick sequer notou. Estava absorto demais pensando em como ela estava falando com ele amigavelmente como se o achasse algu�m no mundo. Ele s� percebeu que ela ainda estava ali quando tornou a falar.
- Meu irm�o estava me falando sobre uma festa hoje. Eu pensei em te chamar, se voc� quiser posso te passar o endere�o � Ela disse cautelosa, ainda sem o olhar. Ele queria dizer que n�o era do tipo que vai � festas, mas n�o encontrou um modo de falar isso sem parecer rude. Com esfor�o, Nick sorriu e a olhou.
- Eu n�o posso. Uma amiga conseguiu o Star Trek III e prometi que estaria na casa dela para ver. � um filme dif�cil de encontrar. Original, coisa de colecionador. N�o sei como ela conseguiu isso. Eu... Desculpa.
- Ah, tudo bem, mesmo � sorriu e brincou com a al�a da bolsa � De qualquer forma, n�o sei se sua irm� j� foi embora, se eu n�o conseguir encontrar com ela, pede pra ela me ligar. comentou que queria sair de casa esses dias. At� outro dia Nick � n�o esperou resposta e andou at� a porta da escola. Encontrou um pouco mais � frente e Juliet apertando os bra�os contra o corpo, tentando se livrar do frio, e tomando chocolate quente. ergueu um copo para e perguntou por que ela estava com aquela cara estranha.
- Eu acho que acabei de chamar seu irm�o para ir a uma festa � disse desnorteada
- Meu irm�o?! Nick?! � perguntou surpresa, dando um gole demorado em seu chocolate
- Sempre achei que seu irm�o fosse um nerd � Juliet disse olhando as unhas pintadas de verde lim�o. Ela n�o se recordava de ter usado um esmalte discreto por v�rios anos.
- Meu irm�o � um nerd � disse dando �nfase na palavra �
- Nerds n�o v�o � festas... V�o?! � Juliet indagou parecendo uma crian�a com sede de aprendizagem.
- Essa � a quest�o � interrompeu tirando um pacote rosa do bolso e pegando um chiclete de l�. Deixou o chocolate de lado e come�ou a mascar � Nerds n�o v�o � festas
- , voc� por acaso quer sair com meu irm�o? � disse com um sorriso no rosto � Isso seria diferente. Eu ia adorar!
- Eu o que?! N�o , eu s� quis chamar ele porque na hora me pareceu conveniente. Ah, voc� vai?
- �. Acho que sim, Nick vai passar a noite na hoje e meus pais v�o sair, n�o quero ficar sozinha essa noite.
- Na ? � perguntou levando os olhos at� a menina com a roupa colorida que conversava animadamente com Charlie e Nick um pouco mais adiante.
- V�o ver um filme, um neg�cio de nerds do tipo. � deu os ombros e olhou para Juliet, que at� ent�o estava calada, olhando para o c�u. n�o sabia dizer se isso era bom ou ruim. Estalou os dedos na frente do rosto da menina � Juliet? Voc� est� bem?
- Estou �tima � Juliet disse sorrindo e voltando a olhar para as amigas � Com fome, fome de algod�o doce, mas bem.
- Algod�o doce? � perguntou sem entender. Juliet apontou para as nuvens, passou o bra�o pelo das amigas e come�ou a andar com elas.
Reflections of a skyline
- Espera! � disse parando no meio do caminho para a Starbucks, chocolate quente nunca era demais. Juliet e a olharam confusas � V�o sem mim! Esqueci completamente do Nick. Eu estou sem chave e n�o sei que horas meus pais v�o chegar em casa.
correu para a escola preocupando-se com a c�mera que estava dentro da bolsa. Quando chegou na rua da escola, n�o viu mais ningu�m por perto. Pegou o celular dentro da bolsa preta e discou o n�mero do irm�o g�meo.
- Nick eu to sem chave � disse antes que ele pudesse dizer oi
- Sei disso. Eu vim pra casa
- N�o brinca � disse incr�dula. N�o conseguia acreditar que correra tudo aquilo para nada. Olhou na dire��o do parque ao lado da escola e viu Joe sentado no balan�o olhando para o c�u. Nick parecia estar falando alguma coisa que n�o deu aten��o � �, ta, que seja � disse no telefone sem perceber e andou at� o balan�o, agradecendo por aquele n�o ser um parquinho de areia que lotaria seus sapatos de gr�os.
- Hey Joe � disse sorrindo e sentando-se no balan�o ao lado. Joe olhou para o lado assustado e acenou com a cabe�a com um sorriso
- Voc� notou que essas nuvens parecem algod�o doce? � Joe disse com um sorriso no canto do rosto. Parecia estar chapado e riu.
- Juliet notou
- Eu poderia fazer um filme com essas nuvens. Sobre o doce, os risos, o vento, as cores...
- C�us, voc� est� muito chapado! � riu e procurou a c�mera dentro da bolsa. Passou devagar as fotos que tinha tirado naquela manh� e j� imaginando como ficariam depois.
- Estou
- E parece inspirado � disse colocando no modo de fotos. Ajustou a c�mera e tirou uma foto de Joe enquanto ele estava de olhos fechados, com a cabe�a inclinada para o c�u e um sorriso fraco. O foco n�o estava nele, e sim em uma nuvem logo atr�s. Joe estava na esquerda da foto.
- Inspirado. � verdade � Joe disse parecendo menos alucinado � � uma pena que eu n�o esteja com a minha nova lente.
- � verdade � sorriu e tirou outra foto dele. Dessa vez deu um zoom em seus olhos castanhos.
- Posso te fazer uma pergunta? � Joe disse balan�ando e olhando o ch�o. N�o estava t�o chapado, ainda estava consciente de tudo que fazia, s� n�o tinha muito controle do que falava.
- Se eu puder te fazer outra depois � deu os ombros com um sorriso fraco. Seus olhos bateram nas nuvens e por um segundo pode jurar que viu um algod�o doce.
- O que voc� mais gosta na vida? � Joe perguntou parecendo mais s�brio do que nunca, virou a cabe�a na dire��o de que tinha um sorriso no rosto. Sentiu um sorriso involunt�rio ao reparar nos olhos dela.
- As cores � respondeu passando a m�o pelo cabelo � O que voc� mais gosta na vida?
- Sonhar � Joe disse suspirando
- Com o que voc� sonha? � perguntou levantando do balan�o e parando na frente dele, Joe levantou e ficou realmente pr�ximo dela. Se abaixou alguns cent�metros para alcan�ar a orelha de
- Com voc� � Joe sussurrou e abra�ou a cintura de . Ela levantou o olhar para ele e os dois sustentaram at� o momento em que encostaram os l�bios. O estomago de revirava e Joe quase sorria.
I'm such a fool for loving you
Nick acompanharia at� a casa dela como em todos os dias, mas se lembrou da irm� e correu para deixar a porta aberta. Ent�o Charlie e continuaram andando pelas cal�adas quentes com seus �culos de sol.
- Charlie quer ficar l� em casa hoje? Eu sinceramente estou precisando de companhia esses dias. Meus pais n�o param mais em casa e voc� sabe o quanto eu te considero meu irm�o � disse o encarando por tr�s dos �culos rosa vibrante. Viu Charlie dar um sorriso que deixou transparecer uma pequena covinha
- Claro, claro.
Os dois subiram at� o apartamento de e foram para o quarto dela. N�o se sabia a cor das paredes de , porque as quatro eram cobertas com fotos e colagens. jogou a mochila e os �culos em cima da cama desarrumada e Charlie sentou no puff laranja deixando a mochila no ch�o. abriu as janelas e viu as pessoas na rua movimentada. Charlie estava sonolento quando pegou seu viol�o preto e sentou na cama o dedilhando.
- J� aprendeu a tocar? � Charlie perguntou
- Nem um pouco
- Me d� aqui � Charlie ergueu os bra�os e pegou o viol�o, posicionou os dedos e tocou tr�s notas � Eu fiz uma m�sica. Quer ouvir?
assentiu e Charlie continuou tocando.
I�m a real big fan of yours (Eu sou um grande f� seu)
But I�m quite the joke to you (Mas vou secretamente brincar com voc�)
But girl it wasn�t a joke when you (Mas garota, eu n�o estava brincando quando voc�)
Kissed me in your room and replied (Me beijou no seu quarto e respondeu)
I Love you too (Eu tamb�m te amo)
- Pra quem � essa m�sica? � perguntou com um sorriso � Quem te beijou no quarto e disse que tamb�m te amava?
- N�o foi uma experi�ncia pr�pria � Charlie deu os ombros � N�o minha
- De quem foi?
- N�o importa
- Charlie � insistiu � Sobre quem � a m�sica que voc� escreveu?
- Nick
- NICK? � pareceu surpresa � Quem Nick disse que amava?
- .
- Espera. A Helders? Da escola? Charlie me conta isso direito.
- Foi � muito tempo. Ele nunca te contou porque bom... Voc� ainda n�o nos conhecia e ele n�o gosta de falar sobre isso. Nick e deviam ter onze anos... Nick nem sempre foi t�o quieto e traumatizado com garotas... Foi na verdade depois disso que ele ficou do jeito que ficou, que ficou nerd como eu. Nick testava , fazia joguinhos e coisas assim. Mas nesse dia, na casa dele, enquanto eles supostamente estavam fazendo um trabalho, Nick disse que a amava, mas n�o quis dizer isso. Na verdade quis, mas n�o achou que devia por causa do que ele estava fazendo com ela, brincando com ela. Ent�o ela o beijou e disse que o amava tamb�m. Mas... � uma hist�ria complicada...
- Voc� fez uma m�sica sobre eles, isso sim deve ser complicado. E depois? Porque eles se tratam como se fossem estranhos?
Ao inv�s de falar, Charlie voltou a tocar o viol�o. Sua voz era um pouco rouca e ele ficava muito mais bonitinho tocando.
And I got to the point where (E eu tenho esse ponto onde)
All I wanted was for us to make up (Tudo que eu queria era fazer com que d�ssemos certo)
But it's not that easy (Mas n�o � t�o f�cil)
Cause girl you move on so quickly (Porque voc� seguiu em frente t�o r�pido)
Keeping a boy like me at the edge of his seat (Mantendo um garoto como eu no canto da cadeira)
And I know everything you do (E eu sei de tudo que voc� faz)
Is all about your perfect image (� tudo sobre sua imagem perfeita)
Well I hope this song (Bom, eu espero que essa m�sica)
It helps your image (Ajuda sua imagem)
Sha da da da da da da da da da
Da da da
I'm so over you now (Estou t�o cansado de voc� agora)
- Isso � tudo sobre Nick e ? � perguntou incr�dula
- Nick me falava de como se sentia e... Eu lembrei de tudo e escrevi a m�sica. Mas depois, seguiu em frente, descobriu que Nick brincava com ela, mesmo a amando. Ela mudou e eles estavam decididos a fingir que nada nunca havia acontecido. Pelo menos era assim at� hoje, quando ela o chamou para falar de sei l� o que. Mas... Eu j� disse que n�o importa... Se n�o te convence, o �ltimo verso da m�sica �: I�m such a fool for loving you (sou t�o tolo por te amar).
Another Heart Calls
- Que horas o Kevin vem te buscar? � Charlie perguntou ao terminar de ensinar matem�tica para . Os dois estavam sentados no ch�o do quarto dela, que al�m da bagun�a natural, tinha agora livros e rascunhos por todo o piso. estava sonolenta, mas mesmo assim conseguiu captar alguma coisa que Charlie falava.
- N�o me lembro. Na verdade eu n�o ligo e n�o acho que ele realmente venha � disse levantando e pegando o viol�o que ela n�o sabia tocar, sentou-se novamente no ch�o do quarto com o amigo. quase n�o se lembrava da conversa que tivera com Kevin mais cedo na escola e n�o acreditava que ele lembrasse mais do que ela � Me ensina a tocar a m�sica do Nick?
- Eu n�o sei. O Kevin pareceu estar falando a verdade � Charlie deu os ombros � E Nick nunca ouviu a m�sica. Na verdade s� voc�, eu e a Rosa sabemos da exist�ncia dela. Mas �, posso tentar te ensinar. As notas n�o s�o t�o complicadas
- Rosa? � arqueou a sobrancelha confusa. N�o conhecia nenhuma Rosa. Pegou a palheta verde lim�o que estava em cima da cama na qual eles se encostavam e posicionou o viol�o no colo.
- Rosa, a empregada l� de casa � Charlie sorriu � Voc� a conhece!
- Ah, a tia Rosa! Sim, eu me lembro das vezes que fui pra sua casa e ela come�ou a te xingar baixo em espanhol por ficar deixando seu quarto com cheiro de fumo. Mas enfim � apontou para o viol�o que estava em seu colo e Charlie come�ou a posicionar seus dedos nas casas. O mais dif�cil foi ensinar o dedilhar, mas depois de quase uma hora, j� conseguia tocar sozinha parte da m�sica, mas bem devagar. Era um bom come�o para quem n�o sabia nota alguma. Charlie olhou para o rel�gio em forma de torrada que estava em cima da mesa do computador e viu que se Kevin fosse cumprir sua promessa, ele estaria chegando l� em cinco minutos aproximadamente. Charlie percebeu que tamb�m estava ciente desse fato, porque encarou o rel�gio no pulso e mordeu o l�bio.
Charlie se levantou e estendeu a m�o para o acompanhar. Os dois foram para a sala e deitaram-se pregui�osamente no grande sof� branco. A sala era tinham paredes no tom bege e detalhes brancos e dourados, Charlie conseguia ver a m�e de escolhendo cada detalhe como se estivesse trabalhando, j� que era decoradora. Charlie riu percebendo que novamente a roupa de parecia cintilar em meio ao ambiente claro. procurava entediada um canal decente, acabou deixando em uma reprise de Deal or no deal. Os dois ouviram o bip do celular de avisando que ela recebera uma mensagem. Ela foi at� seu quarto e procurou entre a bagun�a no ch�o o aparelho. Quando o achou, voltou para a sala e sentou novamente ao lado de Charlie. O n�mero era desconhecido mas ela tinha uma id�ia um pouco imposs�vel de quem seria.
�Sei que estou atrasado e que prometi te buscar a� para sair comigo. Mas eu meio que estou de castigo e minha m�e est� em casa hoje, achei que ela estaria viajando. Mas eu estou aqui n�o estou? Encontros por celular valem alguma coisa?�
De: Kevin
Para:
mostrou o celular para Charlie, que sorriu vitorioso.
- Eu sabia que ele estava falando a verdade! � Charlie falou antes de voltar a aten��o para o programa. digitou uma resposta rapidamente.
�Eu n�o sei, nenhum menino que est� de castigo e sem poder sair de casa teve a brilhante id�ia de me convidar pra um encontro.�
De:
Para: Kevin
Por um segundo convenceu-se de acreditar que Kevin havia mudado, mas depois riu se dando conta do absurdo que tinha pensado. O celular apitou mais uma vez.
�� t�o estranho falar com voc� assim. N�o consigo saber se voc� est� fazendo cara de nojo ou dando aquele sorrisinho que voc� d� �s vezes pra mim�
De: Kevin
Para:
�Que sorrisinho? E pode apostar, estou fazendo cara de nojo�
De:
Para: Kevin
- ! � Charlie a repreendeu dividindo sua aten��o entre o celular da amiga e o apresentador de Deal or no deal � Sei que sou suspeito para falar sobre relacionamentos, considerando que sou um nerd chapado que, em falta de palavra melhor, tem medo de comprometimentos, mas eu acho que � agora que voc� para de ser durona com ele!
- N�o mesmo � sorriu � Eu s� quero ver at� onde ele vai.
- Voc� vai jogar com ele? � Charlie perguntou ouvindo o celular apitar novamente e se lembrando vagamente de uma certa hist�ria que rendeu uma certa m�sica.
- N�o jogar, s� quero comprovar que ele vale a pena � sorriu abrindo a nova mensagem.
�Voc� n�o percebe o que faz quando eu chego perto? De fato, que coisa inocente. Ent�o a verdade � que voc� sorri involuntariamente quando me v� e depois me olha de cima a baixo com uma cara de desprezo. Na verdade digna de novela mexicana. No fim das contas eu n�o devo ser t�o nojento assim certo?�
De: Kevin
Para:
�Voc� ainda n�o provou que n�o � um completo babaca, ent�o sim, acho que no fim das contas voc� ainda � nojento�
De:
Para: Kevin
- ! � Charlie a repreendeu mais uma vez, mas a menina n�o deu aten��o. Somente riu e apontou para a TV mandando o amigo voltar a ver o programa. Charlie bufou e olhou novamente para a TV.
�Sabe qual � a pior parte desse encontro por celular?�
De: Kevin
Para:
�Voc� n�o poder me ver levantar e sair andando, te ignorando completamente?�
De:
Para: Kevin
�N�o. A pior parte � n�o poder te beijar�
De: Kevin
Para:
- DEAL! DEAL IDIOTA! N�O EXISTEM MAIS CHANCES! OU VOC� TOPA, OU VOC� LEVA O SUFICIENTE PRO DINHEIRO DO P�O! DEAL! � Charlie falava com a TV, agoniado e xingando mentalmente a mulher burra que participava do programa.
- Not deal! � A mulher na televis�o anunciou parecendo em d�vida. Charlie bufou impaciente e mudou de canal.
- Como eles podem ser t�o est�pidos? � Charlie se perguntou
- Como voc� pode ser t�o nerd? � rebateu fazendo o amigo rir. Olhou novamente a mensagem que Kevin havia mandado e a mostrou para Charlie, como prova de que ele n�o tinha mudado.
- Ele � um menino ! N�s temos um certo n�vel de testosterona que nos faz desejar algumas coisas!
- Mas � o modo como ele fala! Nem se fosse para ele mentir, falando que n�o poderia ver meus olhos ou coisa do tipo! Ele fala como se todas as meninas ao redor fossem manequins.
- Mas ele n�o poderia beijar manequins! T�o menos lev�-los para salas restritas na escola! � Charlie riu e respondeu a mensagem.
�Voc� n�o estava realmente achando que iria me beijar certo?�
De:
Para: Kevin
�Voc� n�o estava realmente achando que iria conseguir ir embora sem me beijar certo?�
De: Kevin
Para:
�HAHAHA, no fim da contas voc� ainda � um nojento. Pelo menos me faz rir�
De:
Para: Kevin
�Isso foi um elogio? HAHA, algo me diz que voc� me elogiou!�
De: Kevin
Para:
- Ah que lindo � Charlie comentou rindo olhando novamente o celular � Sim, voc� o elogiou! � Ele disse divertindo-se e voltou a zapear os canais.
�Pode ter sido. Interprete como quiser.�
De:
Para: Kevin
- Filme de mulherzinha, filme de gay, filme de mulherzinha, filme de adolescente hist�rica � Charlie falava mais para ele do que para qualquer outra pessoa, classificando cada filme que aparecia quando ele mudava de canal � Filme tosco de musical, filme de gay, opa, filme para maiores de 18, filme de gay. C�us! O que aconteceu com os filmes de hoje em dia? N�o se fazem mais Star Wars como antigamente! � Charlie continuou falando para si e riu esperando a pr�xima mensagem.
�Voc� me despreza, mas sabe que me ama certo?�
De: Kevin
Para:
�Amar � um sentimento s�rio. E se eu fosse sentir algo assim, antes pelo professor de hist�ria do que por voc�! HAHA�
De:
Para: Kevin
�Sei que amor � um sentimento s�rio. Por isso mesmo que eu tenho alguns padr�es para seguir. Na verdade a maioria eu j� quis quebrar com voc�
De: Kevin
Para:
agradeceu mentalmente por estarem conversando por celular, porque ela conseguiu imaginar exatamente a cara de Kevin falando isso, e o olhar que ele dava na imagina��o dela a fez sentir as bochechas queimando.
�Que padr�es?�
De:
Para: Kevin
�Alguns padr�es para quando voc� quer ter muitas mulheres ao mesmo tempo. Mas como eu disse, eu simplesmente n�o quero e n�o consigo aplic�-los com voc�
De: Kevin
Para:
- , eu n�o quero atrapalhar o seu encontro com o Kevin, a sua express�o e o tom das suas bochechas denunciam que tudo a� est� lindo e se eu n�o me engano, suas pupilas est�o dilatadas, o que significa que voc� est� apaixonada. Mas o Nick deve chegar para o filme daqui a pouco � Charlie disse levantando do sof� � Mas... Esquece, eu vou arrumar tudo, voc� fica a�, no seu processo de convers�o, quem sabe voc� n�o torna Kevin um menino decente. � Charlie riu da pr�pria piada e foi at� a cozinha para pegar refrigerantes e coisas do tipo.
- Eu j� vou te ajudar, cinco minutos! � gritou para o amigo e digitou mais uma mensagem.
�Quero saber mais sobre esses padr�es. Parecem ser a �nica coisa interessante em voc�
De:
Para: Kevin
descartou o pensamento que teve vagamente sobre os olhos de Kevin tamb�m serem interessantes.
�Podemos discutir sobre isso. � impress�o ou voc� est� fazendo dos meus padr�es um pretexto para voltar a falar comigo? � exatamente isso que as meninas n�o tem hoje em dia! Pretextos! Sempre esperam que eu d� o pr�ximo passo. Quero dizer, se elas voltarem para mim, estarei sempre de bra�os abertos!�
De: Kevin
Para:
�Aposto que voc� estar� mesmo de bra�os abertos. Bra�os, pernas, cal�as... HAHA, n�o foi exatamente um pretexto. Simplesmente quero saber mais sobre isso. Eu preciso ir Kevin, admito que foi um bom come�o, mas ainda te desprezo! xx�
De:
Para: Kevin
largou o celular no sof� e foi at� a cozinha, onde Charlie procurava alguma coisa em um arm�rio na bancada.
- , onde tem pipoca? � Charlie levantou do ch�o e passou a m�o pelo cabelo bagun�ado.
- No arm�rio de cima � riu apontando para um dos arm�rios brancos que estavam localizados em um ponto mais alto da parede. A cozinha tamb�m tinha tons claros, mas os detalhes eram vermelhos vivo. Charlie alcan�ou facilmente o arm�rio e pegou dois pacotes de pipoca amanteigada e um de pipoca de chocolate. precisaria de um banquinho para realizar tal ato. Charlie botou uma pipoca no microondas enquanto levava os refrigerantes para a sala. A menina foi at� o quarto pegar o DVD na mochila e quando voltava para a cozinha o interfone tocou. O porteiro avisou que Nick j� estava subindo e deixou a porta entreaberta.
Nick chegou e ajudou Charlie a levar o resto das coisas para a sala, estava colocando o dvd no aparelho quando os dois melhores amigos de jogaram no ch�o com carpete bege e encostaram as cabe�as em almofadas que haviam pego no sof�. sentou no meio dos dois e deu play no controle remoto. Os dois n�o falavam nada de t�o concentrados que estavam. ria dos amigos, mas n�o atrevia interromper a aten��o dos dois.
No meio do filme a pipoca doce havia acabado e s� restava um pouco da de sal com manteiga. comia uma barra de chocolate e Nick enchia o copo com refrigerante toda vez que o dele acabava. Era capaz que ele acabasse com dois litros de Cola sozinho e ainda sentisse sede. Charlie sabia todas as falas do filme e mesmo sem ter inten��o, as falava segundos antes de serem ditas no filme. Sua express�o tamb�m denunciava o que aconteceria, porque ele ficava tenso antes de conflitos e relaxava todos os m�sculos quando sabia que algo bom aconteceria. nunca foi boa com leitura de express�o ou coisas do tipo. Nunca soube dizer quando os olhos de uma pessoa sorriam ou quando ela estava triste s� olhando seu rosto. At� o pior dos mentirosos conseguiria dizer para que estava bem mesmo se sentindo p�ssimo por dentro. Ela se sentia frustrada por isso, mas Charlie era t�o simples de se interpretar que ela n�o conseguia deixar de sorrir ao saber que entendia o que ele sentia � cada movimento. Mas Nick nunca foi assim, apesar dele nunca esconder o que sentia na frente dos dois, no dia que ele quisesse conseguiria.
Nick j� havia mudado de posi��o in�meras vezes e estava nervoso mesmo sabendo o que aconteceria. Deitou a cabe�a no ombro de e lembrou-se da �ltima vez que foi t�o pr�ximo de uma menina como ele era com . A diferen�a era que ele e jamais teriam algo juntos, o contr�rio de toda a situa��o com . Na cabe�a de Nick, a melhor amiga ainda n�o sabia de nada. Ainda n�o sabia que ele nem sempre foi nerd, mesmo que sempre tenha sido inteligente.
Os cr�ditos come�aram a subir na tela e Charlie suspirou
- Melhor filme de todos os tempos
- Melhor que sexo � Nick falou levantando. e Charlie o encararam incr�dulos � Estou brincando � Nick disse na defensiva � N�o existe nada melhor que sexo
Os dois continuaram o encarando, dessa vez mais apavorados
- C�us! Onde est� o senso de humor de voc�s dois?
Dancing, kissing, loving, fucking!
Depois de algumas horas acabando com todos os chocolates da casa e conversando banalidades, os tr�s fizeram sil�ncio.
- Nick � Charlie o chamou hesitante. Nick balan�ou a cabe�a como se o pedisse para continuar � O que a queria hoje?
- Me chamou para uma festa � Nick disse com cautela, sem deixar transparecer o fato de que ele e ela j� tiveram algo a mais. tentou ler sua express�o e como esperado, n�o conseguiu ver nada al�m da serenidade que ela sabia que ele n�o sentia no momento. Os tr�s ainda estavam sentados no ch�o, apoiados no sof�. Nick jogou a cabe�a pra tr�s e bufou
- O que vamos fazer agora? � Nick perguntou olhando para Charlie
- N�o sei. O que vamos fazer? � Charlie disse virando a cabe�a para
- Tamb�m estou entediada... Acho que... Eu meio que tenho uma id�ia! � A menina falou animada. Algum tempo depois do filme ela foi tomar banho e agora usava uma cal�a de moletom cinza e uma blusa branca com a frase: �I�m too sexy for my shirt� em rosa choque. Os meninos nunca tinha a visto com uma roupa t�o simples. Charlie tamb�m tinha tomado banho, j� que havia passado o dia na casa de e usava uma roupa que havia deixado l� das outras vezes que tinha ido passar a noite vendo filmes com os amigos.
- Que id�ia? � Nick perguntou interessado. Passou a m�o pelos cachos que � essa hora j� n�o estavam mais t�o arrumados. notou que ele ficava muito mais bonito com aquela apar�ncia, n�o que fosse mudar alguma coisa j� que Nick n�o ligava para ficar ou n�o atraente.
- A gente podia ir � festa hoje � mordeu o l�bio. Charlie riu alto e Nick pareceu gostar da id�ia
- N�o somos do tipo de festas ! � Charlie continuou rindo. Nick permaneceu com a mesma express�o serena, mas com um sorriso brincando no canto da boca
- Pode ser uma boa id�ia � Nick disse com o mesmo sorriso. Charlie o olhou e parou de rir. Pela primeira vez em muito tempo ele pareceu reconhecer aquela express�o. Parecia que Nick estava voltando no tempo e deixando de ser nerd. viu a mesma coisa, e mesmo sem ter o conhecido naquela �poca t�o diferente, ela notou que o amigo n�o soava como ele mesmo. sorriu com uma sobrancelha arqueada e gostou da id�ia de conhecer o outro lado do melhor amigo.
- Quer dizer � Nick continuou � O que temos � perder?
- � verdade- Charlie deu os ombros, dando a cara a tapas para ver o que aconteceria.
- Ent�o eu vou me arrumar, e depois passamos nas casas de voc�s! � levantou e foi at� o quarto, os dois amigos ficaram na sala catando os pap�is de chocolate e tentando deixar a casa t�o apresent�vel quanto estava quando eles chegaram nela. Sabiam que n�o tinha necessidade, pois tinha uma empregada que ia embora logo depois de arrumar tudo, mas logo estaria de volta pela manh�. N�o s�o ador�veis esses nerds?!
O rel�gio de torrada marcava 9:43PM, eles ainda tinham muito tempo. deslizou a porta do guarda roupa para o lado e ficou parada olhando os in�meros cabides e cores. Olhou para baixo e viu sua enorme variedade de sapatos. O guarda roupa ocupava grande parte de uma parede e se destacava por n�o ter colagens nele.
voltou � sala vestindo uma cal�a preta apertada, uma blusa listrada preta e branca sem mangas e soltinha e um sapato de salto alto vermelho. Usava uma pequena corrente com um cora��o vermelho no pesco�o e deixou os cabelos soltos caindo sobre os ombros. Nick e Charlie a encararam boquiabertos.
- Acho que de repente eu n�o sou mais um nerd e vou passar a agarrar todas as meninas que vejo pela frente � Charlie disse levantando, Nick repetiu a a��o. mostrou o dedo do meio rindo. A m�e de precisou ir at� uma cidade vizinha para decorar um novo hotel de luxo e disse que s� voltaria na noite seguinte, ent�o os tr�s sa�ram e pegaram um taxi at� a casa de Nick, que era mais perto.
Nick morava em uma casa enorme, com uma piscina convidativa nos fundos e um jardim extremamente cuidado. Os tr�s chegaram a casa e dividiram o taxi, j� que tinham como ir andando at� a casa de Charlie depois. Subiram os tr�s degraus que levavam at� a enorme porta de madeira e Nick girou sua chave dando passagem aos amigos e logo depois fechando a porta. Eles subiram as escadas e na primeira porta do corredor estava a m�e de Nick lendo um livro em uma poltrona de couro ao canto de algo que pode se chamar de biblioteca. Ela sorriu para os tr�s.
- V�o sair? � Ela perguntou levantando e indo at� onde os tr�s estavam assentindo � voc� est� linda
- Obrigada � A menina sorriu sem gra�a
- E voc�s dois? N�o v�o com a ? � Ela perguntou para Charlie e Nick, os dois falaram que sim juntos � V�o at� aquela festa? Sua irm� saiu � pouco tempo!
- Vamos, s� precisamos trocar de roupa � Nick disse indo em dire��o ao quarto. Charlie e acenaram e andaram at� a �ltima porta do corredor.
O quarto de Nick tinha paredes brancas e o praticamente todos os m�veis eram verdes. Na parede ao lado da cama dele, estava desenhado um mapa mundi com os as palavras: �O mundo para os americanos� escritas com a caligrafia de Nick acima. Ele mesmo tinha desenhado tudo aquilo em uma tarde de t�dio pensando em como a maioria de seu pa�s n�o ligava para o que existia fora de l�. Ent�o desenhou um mapa como sua pr�pria piada interna, criticando a pr�pria na��o. Ao inv�s de estar escrito Estados Unidos no local em que eles se encontravam, o mapa dizia �Centro do universo�. A Am�rica Central estava representada com os dizeres �Latinos�. A Am�rica do Sul como �Sexo, drogas, caf�. No P�lo Norte vinha �s palavras �Papai Noel�, e no sul �Gelo�. O Continente Africano estava denominado como ��rea Vazia� e Madagascar como �Diamantes�. A Austr�lia era representada como �Ilha Grande e cangurus� e a Fran�a como �Massa, perfumes e vinho� No lugar da R�ssia estava escrito �B�bados derrotados� e na China �Microsoft�. E por fim o Iraque vinha representado como �Petr�leo e guerra�.
sentou-se na cama de Nick de costas para os garotos, observando o mapa e rindo como sempre fazia. Nick abriu o arm�rio e deu um pulo o empurrando.
- Eu escolho! � Ela disse vasculhando o arm�rio do amigo. Havia muitas pe�as boas que ele simplesmente n�o usava na combina��o certa para n�o ficar nerd. Mas ela n�o ligava, adorava os amigos estranhos e s� estava fazendo aquilo para conhecer o lado obscuro deles. Jogou uma cal�a jeans escura em cima de Nick e uma camisa p�lo branca. Abaixou-se e viu os t�nis. Sentindo as bochechas ficarem vermelhas porque de repente sentiu os amigos reparando nela. Optou por um Converse tamb�m branco. Era uma roupa simples, mas era o suficiente. Nick entrou no banheiro e saiu de l� arrumando a gola de sua camisa. pegou o Animale For Men que estava no banheiro e passou um pouco no amigo que fez careta. O perfume era um pouco doce apesar de n�o deixar de lado a fragr�ncia masculina, era exatamente aquele que gostava de respirar quando abra�ava o amigo. Charlie se divertia vendo a amiga produzindo Nick, se esquecendo de que ele seria o pr�ximo. passou a m�o pelo cabelo de Nick, bagun�ando um pouco os cachos. O conduziu at� o espelho de corpo inteiro e parou ali, com as m�os no ombro do amigo.
- Voc� ta gato � Disse por fim com um sorriso orgulhoso. Ele gargalhou e deu aquele mesmo sorriso de lado, como quem pretende fazer algo errado. Os tr�s se despediram da m�e de Nick e caminharam por 3 minutos at� chegarem ao pr�dio em que Charlie morava. Chamaram o elevador e n�o quebraram o sil�ncio at� chegarem ao d�cimo primeiro andar, quando todos come�aram a rir por serem t�o bobos. Andaram at� o fim do corredor e Charlie tocou a campainha, j� que estava sem a chave.
- Achei que tinha me livrado de voc�! � Rosa disse com seu forte sotaque latino ao abrir a porta � Ol� e Nick queridos � Ela disse com um sorriso doce
- Voc� sofreu sem mim hoje certo Rosa? � Charlie mandou um beijo para ela. Rosa voltou para o seu quarto nos fundos do apartamento com a cara fechada. Ela era um doce com todos, menos Charlie. N�o o suportava.
e Nick se jogaram na cama King Size de Charlie e Nick abra�ou a cintura de sorrindo. Charlie foi at� o guarda roupa e come�ou a mostrar roupas para os amigos que iam rejeitando.
Os tr�s estavam morrendo de rir e j� passavam das 10h30PM quando finalmente Charlie entrou no quarto vestindo um jeans de lavagem clara, uma camiseta branca de manga e um Vans quadriculado cinza e preto. bateu palmas aprovando e os tr�s chamaram outro taxi. deu o endere�o da festa e n�o demoraram muito para chegarem l�.
Era uma casa comum, mas que na noite estava movimentada. A m�sica tocava alta e v�rios rostos familiares se deslocavam da piscina para o jardim e para dentro da casa. Nick viu a irm� de longe conversando com um menino que ele n�o conhecia e sorriu com a id�ia de jogar o garoto na piscina.
Os tr�s caminharam at� a porta no exato momento em que sa�a de l� com a cara parecendo abatida. Hey Nick, diga oi ao destino!
Quando passou por eles o empurrou discretamente na dire��o que ela ia. Nick a olhou confuso e se perguntando se ela sabia de alguma coisa. sorriu de lado como quem pede desculpa e ele resolveu que falaria sobre isso depois. Nick foi at� que estava sentada na beira da piscina. Ele sentou ao lado dela e ficou em sil�ncio. A menina mantinha a cabe�a baixa e quando uma l�grima caiu em sua coxa, Nick abriu a boca para falar, sem saber se conseguiria emitir som.
- N�o fala nada Nick
- Voc� ta bem?
o encarou como quem diz: Que parte do n�o fala nada voc� n�o entendeu e balan�ou a cabe�a negativamente. Nick sentou mais perto dela, encostando a perna na dela e pegou na m�o da velha amiga. Nick sentiu a m�o tremer depois do toque macio e seu cora��o pulou.
- Voc� ta bem? � Ele repetiu a pergunta olhando a m�o dela entrela�ada na dele.
- N�o � Ela disse com a voz chorosa. usava um short preto, o salto dela estava do outro lado dela e os p�s balan�avam calmamente na �gua. Nick estava com perna de �ndio para n�o molhar a cal�a e o t�nis. usava uma blusa roxa solta nos ombros e o cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto com alguns fios propositalmente fora do lugar. Nick n�o se lembrava de admir�-la tanto.
- Voc� quer falar sobre isso?
- N�o com voc�
Nick sentiu uma pontada na barriga ao ouvir isso. Respirou fundo e com a m�o livre levantou o queixo dela
- Voc� vai ser sempre minha n�mero um, voc� sabe disso certo? � Nick falou sentindo-se menos nerd do que em toda a sua vida j� se sentiu. N�o ligava mais para o passado, n�o se importava com as brigas que teve com ou com os jogos que ele tinha feito com ela. Ele s� queria come�ar tudo de novo.
- Porque voc� ta fazendo isso? Porque voc� mudou tudo? Porque voc� resolveu desmentir tudo que a gente tinha constru�do e admitir que voc� n�o � um nerd e que eu n�o sou uma dessas populares?
- Porque voc� tomou iniciativa hoje mais cedo na aula? � Nick perguntou incapaz de responder �s perguntas dela
- Voc� tinha mudado tanto... Eu senti como se precisasse te conhecer de novo.
Os dois ficaram em sil�ncio. Um tanto quanto calmante. Nick apertou a m�o dela fraco e respirou fundo antes de dizer meio que em resposta para todas as perguntas e meio que em desabafo
- Eu senti sua falta.
- J� se passaram quatro anos Nick
- N�o foi o suficiente pra eu esquecer � Ele admitiu e ela levantou a cabe�a o olhando nos olhos. Os dois sustentaram o olhar at� que abaixou novamente a cabe�a.
- Steve tentou me agarrar � disse de repente. Nick percebeu que era o motivo para ela estar daquele jeito. O sangue do garoto ferveu e tudo que ele queria era entrar na festa e socar a cara do troglodita jogador de futebol que era Steve. Ele soltou a m�o de e fez men��o de levantar, mas ela o puxou para baixo, quase o fazendo cair na �gua.
- N�o Nick � Ela disse sorrindo � Eu senti falta do seu verdadeiro voc�. Dos seus ci�mes e do seu sangue esquentado.
- Eu n�o senti falta da sua mania de querer me controlar quando tudo que eu preciso � socar a cara de um imbecil � Nick admitiu dando os ombros � Mas senti falta do jeito que voc� sempre foi simples e nunca se importou com todas essas futilidades
tirou do bolso do short um pacote de chicletes. Ofereceu um � Nick que recusou e come�ou a mascar um
- As mesmas manias n�? � Nick observou sorrindo. Ela fez uma bola de chiclete e deu os ombros.
deitou ali no ch�o mesmo, ainda com os p�s na �gua e os cabelos abertos em um leque. Nick deitou ao lado dela e ficou s� olhando o c�u.
Uma m�sica lenta come�ou a tocar dentro da casa e Nick imaginou e Kevin dan�ando juntos. Sorriu sozinho com a id�ia mesmo sem ter certeza de que a amiga um dia resolveria admitir que sentia algo por ele ou se ao menos Kevin estava naquela festa.
- Isso � tudo t�o clich� � Nick suspirou ainda sorrindo, acariciando a m�o de com o polegar
- Eu sempre sonhei com isso. Uma noite inteiramente clich�. Nick, eu... Eu ainda n�o te perdoei, voc� sabe disso n�o sabe?
- Sei � Ele respirou fundo e levantou. sentou r�pido com a cara confusa, n�o queria o ofender. J� ia abrir a boca para pedir desculpas quando ele estendeu a m�o para ela. Ela levantou e cal�ou as sand�lias mesmo com o p� molhado. Reparou o quanto ele havia crescido e o quanto tinha ficado bonito.
Nick n�o disse nada, apenas a levou para dentro da casa aonde as m�sicas lentas ainda tocavam. Rodou devagar e abra�ou a cintura dela, no meio dos casais que dan�avam. n�o entendeu muito bem, mas abra�ou o pesco�o dele e encostou a cabe�a em seu peito, ouvindo seu cora��o acelerado.
- Nick � Ela sussurrou me olhando � Eu dan�o muito, muito mal
Ele segurou a cintura dela e a fez pisar em seus p�s, apoiando-se nele. Nick sorriu para ela e a sentiu apertando seu pesco�o levemente para n�o perder o equil�brio em cima dos p�s dele. Nicholas come�ou a se mover sozinho no ritmo da m�sica, o peso se sob os seus p�s parecia ir desaparecendo aos poucos porque tudo que ele conseguia sentir era o cheiro do cabelo dela.
�When darkness turns to light
It ends tonight, it ends tonight�
- Eu consigo ouvir seu cora��o � disse ainda com a cabe�a encostada no peito de Nick. Tentava n�o machuc�-lo com o salto, mas ele parecia n�o sentir nada.
- Dia 14 de janeiro de 2005 � Nick falou mordendo o l�bio. N�o conseguia entender porque ainda n�o estavam se beijando enfurecidamente e trope�ando at� as escadas para encontrarem um quarto.
- Voc�... Voc� se lembra? � perguntou olhando para Nick. Ele assentiu com um sorriso de lado. �- Eu posso ouvir seu cora��o batendo � disse com a cabe�a encostada no peito de Nick. Ambos com doze anos, deitados na areia.
- O meu cora��o � seu � Nick sussurrou fazendo carinho nela � , voc� quer namorar comigo? � Nick perguntou casualmente, um pouco cauteloso. abriu o maior sorriso que conseguiu e beijou Nick com certa urg�ncia, mas mesmo assim com paix�o. Foi um dia depois de eles falarem que se amavam. Nick quis se matar por ter brincado com e mal esperava por saber que dali a uma semana ela descobriria tudo�
- O meu cora��o foi e vai sempre ser seu � Nick disse a olhando diretamente nos olhos. Ele n�o conseguia mais mover os p�s e se agarrou mais ainda no pesco�o dele para n�o cair. Estava boquiaberta e segundos depois o abra�ou com for�a. Nick beijou seu pesco�o trilhando caminho at� sua bochecha. Beijou a ponta do nariz dela, a testa dele e refez o caminho descendo at� a boca de . Os dois se beijaram como se descontassem os quatro anos em que ficaram separados. Nick sem ter certeza do que fazia conduziu at� a varanda da casa, que tinha alguns pufes e estava vazia. A deitou delicadamente em um, com cuidado para n�o fazer peso sobre ela. separou o beijo ofegante e empurrou Nick, que cambaleou para tr�s com a cara assustada. levantou com uma express�o n�o t�o diferente.
- Nick, fala � Ela pediu. Os dois estavam em p� no meio da varanda, � dois passos de dist�ncia um do outro. Os dois ofegantes e ainda com o mesmo olhar assustado.
- Eu te amo � Nick sussurrou e para a pr�pria surpresa a voz n�o saiu falha. Nunca sentiu tanta verdade como agora. sorriu e voltou a beij�-lo.
- Eu te amo � Ela repetiu parando de o beijar por segundos.
Dancehall drugs!
pegou mais uma bebida e atravessou a sala lotada de adolescentes. Olhou para a varanda e viu e seu irm�o g�meo, Nick se beijando de um jeito bonitinho e um tanto quanto apaixonado. Pegou a pequena c�mera azul turquesa na bolsa preta e tirou uma foto com v�rias pessoas na frente, mas o foco no casal ao fundo. N�o teria uma qualidade t�o boa quanto as fotos de sua c�mera de profissional, mas pra onde quer que ela fosse, precisava carregar qualquer tipo de c�mera. Passou as m�os pela manga de sua blusa vermelha sentindo frio. Desejou n�o estar usando apenas a blusa de manga fina e o colete preto, e sim um casaco. Voltou a andar pela festa sentindo agora certa dificuldade para se manter em p� no salto vermelho. Pegou mais uma bebida e olhou uma �ltima vez para a foto que tirara de seu irm�o e sua melhor amiga.
- Eu sempre soube � Sussurrou para si
- Voc� n�o consegue largar essa c�mera? � Uma voz disse lentamente em seu ouvido, um leve arrepio percorreu sua espinha, mas logo a menina se recomp�s e virou-se encarando Joe. Ele estava usando uma cal�a azul e um Nike Old School colorido, com uma blusa preta da Drop Dead. Seu cabelo tinha o mesmo aspecto brilhante e seus olhos j� n�o tinham o mesmo tom vermelho que normalmente eram vistos. Mas claro, se ele n�o estava chapado, estava b�bado. Joe jogou o cabelo para o lado com um movimento de cabe�a julgando que aquilo faria suspirar como todas as outras, mas n�o era bem o caso.
- Voc� n�o consegue me largar? � rebateu com um pequeno sorriso. Riu da cara do amigo que parecia estar bebendo h� um bom tempo e pegou outro drink, brindando sozinha pela alta resist�ncia ao �lcool.
- Nunca � Joe disse sorrindo. Pegou a m�o de e ficou a encarando por alguns segundos. Soltou a m�o esquerda e virou um copo que tinha acabado de pegar. riu e sentiu seu corpo sendo puxado at� encostar completamente em Joe
- Eu acho � disse dando uma mordida no pesco�o de Joe e o ouvindo suspirar � Que voc� precisa ter mais autocontrole.
- Eu acho que voc� n�o torna as coisas muito f�ceis pra mim desse jeito � Joe disse sentindo ficar apenas com a boca encostada em seu pesco�o
- Joe � Ela disse voltando a o encarar � Porque voc� n�o admite de uma vez o que voc� pensa e para de me enrolar?
Joe a encarou por alguns segundos e sem conseguir se conter a puxou ainda mais para perto, segurando sua cintura e a mantendo colada nele. sorriu e levantou um pouco na ponta do p� para beijar Joe. Ele a conduziu cegamente pela sala com m�sica alta e a encostou em uma parede. Sem romper o beijo, os dedos de passeavam da nuca de Joe at� seu cabelo. Os dois permaneceram daquele mesmo jeito at� sentirem necessidade de ar.
- Ok, eu preciso respirar � Joe disse ofegante pegando uma garrafa de tequila que estava em cima de uma mesa. Deu um gole e puxou da m�o dele concordando e tomando um gole ainda maior.
Sentaram-se no sof� que estava na sala e terminaram a garrafa que at� ent�o estava cheia. Os dois estavam b�bados e tontos. riu sozinha e jogou os bra�os no pesco�o de Joe
- Ok, ent�o eu j� te beijei chapado, e agora b�bado. Quando eu vou te ter s�brio? � Ela perguntou parecendo normal, se n�o fosse pelo sorriso idiota no rosto. Por mais alta que fosse sua resist�ncia � �lcool, era inevit�vel se sentir alterada ao exagerar.
- Nunca � Joe riu com ela e a beijou, a puxando para cima dele. colocou uma perna de cada lado e voltou a o beijar. Depois de algum tempo o beijo foi ficando mais tenso e Joe a botou de p�, a levando para o andar de cima. Encontraram um quarto vazio e Joe fechou a porta com o p�, conduzindo at� a cama. A deitou tentando n�o fazer peso e voltou a beij�-la, s� parando para arremessar a camiseta longe. Joe estava s� de cal�a por cima de , que s� estava sem os sapatos, e a beijando intensamente quando a porta abriu. empurrou Joe e olhou boquiaberta para a porta. Um casal se beijava e procurava �s cegas pela cama.
-NICHOLAS! � gritou o encarando incr�dula � EU REALMENTE ACHEI QUE VOC�S ERAM UM CASAL LINDO, MAS N�O NA CAMA!
Nick parou de beijar e avaliou todo o quarto. O estado da irm� e Joe, ao lado de sua camisa que fora jogada no ch�o, a voz alterada de e sua falta de equil�brio mesmo sem saltos.
- VOC� DEIXOU MINHA IRM� B�BADA?! � Nick gritou furioso virando-se para Joe. e se olharam assustadas e antes que Joe pudesse falar algo, Nick acertou um soco em sua barriga � O QUE DIABOS VOC� PENSOU QUE IA FAZER COM A MINHA IRM�?!
Nick ia acertar um soco na cara de Joe, quando o mesmo revidou com um soco no nariz de Nick.
gritou e correu para segurar Nick, ficou sem rea��o por um segundo e com esfor�o segurou os bra�os de Joe. Os dois se debatiam gritando um para o outro.
- CALEM A PORRA DA BOCA! MAS QUE MERDA! EU DISSE PRA CALAR A BOCA! AGORA! � gritou irritada. Os dois ficaram quietos e ofegantes ainda sendo segurados.
- Eu quero falar com voc� � Nick disse tentando se soltar � , pode me soltar. Porra.
fez sinal para que ele continuasse falando e foi soltando Joe aos poucos, que pegou sua camisa no ch�o e encostou-se na parede encarando Nick
- Eu quero falar com a SOZINHO � Nick disse olhando com raiva para Joe, que foi puxado para fora por .
- � Nick disse respirando calmamente, sentando-se na cama na qual minutos atr�s sua irm� estava prestes a fazer coisas que ele sentia n�useas s� de imagin�-la fazendo
- Nick n�o come�a � o interrompeu com raiva � Eu sei que voc� quer dar uma de irm�o super protetor, mas sabe de uma coisa? Voc� n�o � meu irm�o mais velho! Eu e voc� nascemos no mesmo dia e n�o vem querer dar bronca em mim, voc� n�o tem direito! Voc� estava quase levando para a cama, droga!
- VOC� J� ESTAVA NA CAMA!
- NICK � o repreendeu sem acreditar no que estava acontecendo � Voc� e mal se falavam e olha s� onde j� estavam! Voc� n�o tem direito de falar nada! Merda, eu quero ir pra casa.
- Eu e temos uma hist�ria muito maior do que voc� imagina � Nick deixou escapar e reparou a cara surpresa da irm� � Depois conversamos sobre isso - Ele disse passando as m�os pelos cachos � Vem, vamos pra casa � Nick ofereceu a m�o e a irm� segurou com for�a
- Obrigada Nick � sussurrou e andou com o garoto at� o lado de fora da casa. Quando passaram pela porta Nick viu Kevin chegando e sorriu sozinho pensando na sua melhor amiga.
Hush
e Charlie riam sozinhos em um canto, observando as pessoas b�badas fazendo dan�as e gritando. Estava quente na sala e ficando abafado.
- Viu o que aconteceu com Nick e ? � perguntou sem tirar os olhos da segundanista de sua escola que agora estava em cima de uma mesa arrancando sua blusa pela cabe�a e rindo.
- Pelo tempo que ele demorou pra voltar, acho que n�o voltar. Sabe? � Charlie riu e deu os ombros. sorriu e concordou
- Aqui ta muito abafado, vamos l� pra fora?
Charlie assentiu e os dois andaram at� a porta. Charlie pensou ter visto Kevin com a cabe�a erguida, como se procurasse algu�m. Cutucou que n�o o deu aten��o e continuou andando.
- � Charlie chamou quando j� estavam saindo � , voc� me disse que Kevin estava de castigo certo?
- Certo � A menina concordou vagamente � Por qu�?
- Nada, eu pensei ter o visto l� dentro � Charlie disse pensando que se ele estivesse de castigo n�o o desobedeceria. Mas pensou duas vezes e se deu conta de que era sobre Kevin que ele estava falando � Eu o vi, ele veio.
- Ah � deixou escapar, mas sem parar de andar
- Voc� n�o vai voltar? � Charlie perguntou enquanto caminhavam pela rua deserta
- N�o. Porque eu voltaria?
- Porque voc� o ama?
- N�o, n�o amo � disse dando fim naquela conversa � Ta mais frio aqui fora n�o ta?
- Ta mesmo � Charlie concordou abra�ando o pr�prio corpo e encolhendo os ombros. repetiu a a��o do amigo e os dois continuaram pela rua vazia.
Uma brisa gelada atingiu os dois fazendo-os tremer, riu e parou olhando para o c�u.
- Ser� que neva? � A menina perguntou com os olhos fixos nas nuvens escuras
- Isso tudo � falta do que falar ou o que? � Charlie brincou
- � s�rio � Sussurrou ainda olhando para cima. Charlie fez o mesmo
- � Os dois ouviram uma voz um pouco distante. Olharam para frente e nada, para os lados e nada. Viraram a cabe�a para tr�s e l� estava ele, � passos de dist�ncia e ofegante
- Kevin � murmurou no mesmo segundo em que um floco de neve caiu em seu nariz. Os tr�s olharam para o c�u incr�dulos. Kevin estendeu a m�o esperando que um floco ali ca�sse quando mais flocos come�aram a cair. Charlie olhou para Kevin e viu que o menino parecia n�o saber o que fazer. Charlie mexeu os l�bios formando um �Converse com ela� e foi se afastando lentamente com um sorriso pela amiga.
- Achei que voc� estivesse de castigo � disse mantendo o tom de voz baixo e calmo, olhou para tr�s e viu que Charlie j� havia ido.
- Tecnicamente estou � Kevin disse no mesmo tom, aproximando-se � Mas pela primeira vez em muito tempo eu resolvi contar a verdade para minha m�e e ela disse que essa noite eu poderia sair.
- Qual � a verdade?
- Que eu preciso de voc�
- Por uma noite, por uma semana. Voc� acha que eu n�o te conhe�o Kevin? � disse brincando com o colar de cora��o. Kevin foi at� ela e levantou seu rosto com o polegar.
- Voc� n�o me conhece. De verdade, voc� n�o tem id�ia de quem eu sou. Vem comigo � Kevin disse pegando a m�o da menina e a conduzindo pela rua. A neve continuava caindo e o frio estava incomodando. Eles caminharam por cinco minutos em sil�ncio, at� chegarem em um parque de divers�es fechado.
- Eu passei minha inf�ncia toda por aqui � Ele disse apontando para o parque � Tamb�m j� fiz v�rias coisas naquela roda gigante ali, mas isso n�o importa � Kevin falou fazendo rir.
- Porque voc� n�o � voc� mesmo?
- Porque eu tenho medo, porque eu quero aproveitar, eu n�o sei. Eu sou um menino, eu tenho impulsos e sou bonito. N�o posso fazer muita coisa � Ele disse ir�nico, dando os ombros. riu e apertou os bra�os contra o corpo. Kevin tirou o casaco que usava e deu para ela, que n�o protestou.
- Voc� devia ser voc� mesmo, o tempo todo, n�o s� comigo.
- Mas � por isso que eu gosto de voc�. Voc� me faz parar de fingir, isso � bom � Kevin falou a encarando. Os dois ficaram em sil�ncio e um floco de neve caiu entre eles. Kevin deu um passo para tr�s e respirou fundo � E eu tenho medo de te perder
- Eu nunca fui sua � disse em um sussurro, confusa por ele n�o ter a beijado
- Eu sei. Mas... eu n�o sei. Eu tenho medo de que voc� vire as costas completamente e me esque�a.
n�o disse nada, ficou parada com ele, olhando o parque. A neve continuava caindo aos poucos, criando uma pequena camada de neve no ch�o.
- J� ta tarde � disse quebrando o sil�ncio. Kevin assentiu e come�ou a voltar para a festa.
- Vou achar na festa e a levar para casa, ela me ligou preocupada antes de eu te encontrar e acredite ou n�o, eu sou um bom irm�o mais velho � Kevin disse rindo. concordou ir�nica.
- Vou ligar pro Charlie e ver se ele j� foi. Eu... te vejo outro dia � falou baixo. Kevin deu um passo em sua dire��o e colou os l�bios no dela. Permaneceu assim, sem aprofundar o beijo nem tirar as m�os do rosto dela. sentiu os choques percorrendo o corpo e sorriu.
- Tchau Kevin.
N/A: (16/07) Isadora, Larissa, July, Mille, Lizzie, J�lia, Bisha, Aninha, J�ssica, Headway, Meery, Bia, Nessa, Veida, Paula, Sulamita, Debby, Ana, Aline, Lii, Mistic, Alexandra e todo mundo que passou l� mas n�o falou nada, voc�s acharam mesmo que eu ia esquecer de todas voc�s? Que mesmo quando eu fiquei dias sem postar foram l� e lembraram da Newport? Sem voc�s eu n�o sou ningu�m como escritora ok? A m�sica do Charlie se chama YourBiggestFan, e � do NeverShoutNever. coisas clic�veis:
- Minhas fics
- Fanfics Jonas Brothers