3am
I'm happy to be alone, it's ok. But that was yesterday and now I'm driving in my car, words don't get me far.



- Voc� n�o se importa?!
- N�o dou a m�nima para voc�.
- Por que voc� est� fazendo isso ? O que deu em voc�?
Fiquei em sil�ncio, observando as l�grimas escorrerem dos olhos dela. Ela me encarou incr�dula e segundos depois pegou a bolsa, me olhando com raiva.
- Eu vou embora .
- Fico feliz por isso.
Ela levou a m�o at� o rosto que estava vermelho e inchado, limpou as l�grimas e me mostrou o dedo maior. Deu �s costas para mim e n�o olhou pra tr�s quando bateu a porta com for�a. No minuto em que ela saiu, sentei no sof� e encarei a porta pela qual ela tinha acabado de sair. E pelo visto, n�o voltaria mais. Fiquei por um bom tempo parado, s� olhando o local no qual eu tive a pior briga da minha vida. Aquela sala havia sido o cen�rio do fim do meu namoro, aquela sala havia sido o cen�rio de um final nem um pouco feliz. Nem um pouco feliz para ela. Era minha culpa se aquilo havia acontecido, e n�o seria a minha consci�ncia que pesaria naquela noite.

Depois de sabe-se l� quanto tempo pensando, levantei do sof� e fui at� o banheiro. Joguei minhas roupas emboladas no ch�o com as que j� estavam l� do dia anterior, e entrei no chuveiro. A �gua parecia cair em c�mera lenta. Cada pingo que batia no ch�o, no meu cabelo ou no ombro, pareciam-me lembrar de cada momento que eu passei com ela. Fechei os olhos expulsando esses pensamentos, essas mem�rias, e desliguei o chuveiro. Peguei uma toalha e fui at� o quarto, deixando o caminho molhado.
Apesar do frio, vesti apenas uma cal�a de moletom e liguei a televis�o do meu quarto. Deitei na cama e assisti ao filme no qual eu n�o estava interessado.
Mesmo sem estar prestando aten��o no filme, eu n�o havia pensado nela. N�o naquela noite.

- Como voc�... Como voc� ficou depois de tudo? � perguntou enquanto fizemos uma pausa no ensaio da banda.
- Eu tentei explicar pra ela que seria dif�cil depois da banda. Ela veio com um papo sobre prioridades e a gente come�ou a brigar. At� que um dia ficou insuport�vel e eu... Terminei.
- Voc� n�o acha que foi frio demais? � perguntou jogando uma lata de refrigerante.
- Acho. Mas n�o importa. Eu estava vivendo muito bem sem ela. Mas isso foi ontem, isso foi antes. Agora eu j� n�o tenho certeza.
- Voc� sabe que pode ser tarde demais certo? � perguntou. Dei os ombros e suspirei. Botei a lata em cima do frigobar que haviamos comprado para deixar no pouco espa�o ainda vago na garagem. Peguei a guitarra e ignorei a troca de olhares dos dois.
- Vamos ensaiar � Falei me focando na m�sica, e a esquecendo. Ou pelo menos tentando.

continuou na casa do e eu peguei meu carro. Fiz de tudo para me distrair. Liguei o som, cantei com a m�sica, prestei aten��o na rua. Ela havia sa�do da minha mente at� o momento em que cheguei em casa e me joguei na cama cansado. Deviam ser 04:00PM quando eu deitei. Acordei assustado de um sonho, e olhei para o rel�gio ao lado da cama. 03:00AM.
Tentei me lembrar do sonho por completo, mas s� vinham flashes na minha mente. O dia que ela foi embora, o rosto dela com l�grimas e a frieza que eu senti e me fez n�o ligar para nada daquilo.
Coloquei um jeans e uma camiseta, peguei as chaves do carro e sa� de casa. O ar l� fora estava gelado, me fazendo cruzar os bra�os com for�a contra o peito. Entrei no carro e fui at� a casa dela.
Quando parei na frente da casa que me era familiar, fiquei sem ter id�ia do que fazer. Podia tacar pedrinhas na janela do quarto dela. E se eu quebrasse um vidro ela me mataria. Podia dar um jeito de subir at� a sacada do quarto dela, e se eu ca�sse s� teria meus ossos deslocados. Tirei o celular do bolso e resolvi ligar. A pior coisa que podia acontecer, era ela desligar na minha cara.
Depois do quinto toque, pude ouvir a voz dela sonolenta.

- Al�?
- , me escuta. Eu preciso que voc...
- ?! � Ela perguntou parecendo mais acordada.
- Sim.
- O que foi? � Ela pareceu preocupada
- Eu estou aqui fora � Falei vendo ela aparecer na sacada � Eu preciso que voc� desca aqui. Quero falar com voc�.
Ela saiu da sacada e continuou falando.
- voc� est� louco? S�o tr�s da manh�. O que voc�... O que voc� pensa que est� fazendo?
- S� vem aqui � Pedi olhando para a porta. Segundos depois, ela se abriu e estava parada me olhando. Sa� do carro com pressa e parei na frente dela. Fiquei parado olhando a express�o confusa dela.
- Aqui fora ta congelando. Entra � Ela falou baixo.
- Seus pais est�o em casa? � Perguntei entrando e a vendo fechar a porta.
- Est�o viajando. O que voc� quer? � Ela perguntou parecendo irritada.
- Eu... Eu queria conversar
- N�o podia esperar at� o sol nascer? A� sim seria conveniente voc� ligar para algu�m que voc� se importa. Agora me diga o sentido de aparecer aqui de madrugada, sendo que eu sou uma pessoa que n�o significa nada pra voc�.
- Me desculpe por tudo aquilo. Eu acho que meu cora��o n�o aguenta mais. Eu ia ficar doido se n�o viesse agora. Eu s� queria que tudo fosse como era antes. Isso n�o faz o menor sentido... Mas... Eu n�o sei. Amor n�o � um sentimento simples. � Falei me aproximando dela. Levei minha m�o ao rosto dela e a puxei para mim, colando nossos corpos. Ela ficou parada. Toquei os l�bios dela e a beijei. Segundos depois a senti me empurrando.
- Preciso de tempo. � Ela sussurrou
xxx

Ela pegou as chaves do carro dela em cima da mesa com pressa, e saiu, ainda de pijama por baixo do roup�o e de chinelo. Correu at� o carro dela e o ligou. No momento em que ela saiu pela rua, fui at� meu carro e a segui. Ela n�o iria t�o longe considerando que o carro dela n�o era t�o bom. Depois de meia hora dirigindo, ela parou. Sa� do meu carro e me abaixei na janela do dela.

- Porcaria de carro est�pido � Ela reclamou tentando fazer o carro voltar a funcionar � V� embora .
Olhei em volta e vi que est�vamos em uma parte alta da cidade. Se and�ssemos um pouco mais, teriamos vista de quase tudo.
- Vem comigo. Depois eu conserto seu carro � Pedi sorrindo. Ela n�o disse nada, apenas saiu do carro e andou com passos r�pidos. A alcancei e ri.
- O que �? � Ela perguntou irritada
- Voc� sabe que eu n�o vou desistir t�o cedo certo? Eu n�o saio daqui at� te ter de novo. Essa noite vai ser assim
- � melhor voc� se apressar ent�o � Ela disse olhando o horizonte. O sol nasceria em poucos minutos � Porque voc� resolveu falar comigo?
- Porque eu vi que fui um est�pido e que eu n�o consigo ficar sem voc�. Eu me arrependi de ter dito tudo que eu disse e eu... Eu s� preciso de voc�.
- Clich� � Ela disse rolando os olhos
- Sabe que os clich�s s� surgiram porque um dia, algu�m disse alguma coisa com sentimento. Algu�m disse algo t�o sincero que simplesmente precisavam passar adiante.
- E voc� est� simplesmente passando adiante o sentimento verdadeiro de outra pessoa � Ela disse dando os ombros. Haviamos chegado ao ponto alto da cidade e tinhamos vista para tudo. Ela parou al� e observou tudo.
- Vai ver eu e essa pessoa que disse um clich� pela primeira vez, temos muito em comum.
- �, quem sabe � Ela falou se virando � , eu sinto muito, mas n�o � s� o seu cora��o que n�o aguenta mais. Voc� j� deveria saber que o amor � um sentimento complicado.
Ela se virou e andou na dire��o do carro dela. Eu a segui e abri o cap� do carro dela, vendo o que poderia estar errado.
- Voc� sempre se arrepende das decis�es que toma ao acordar � Insisti j� concertando o carro
- Voc� sempre insiste nas coisas sem ter certeza � Ela rebateu se apoiando na lateral do carro, me observando.
- Voc� sempre cedeu quando eu insisti � Falei terminando de arrumar o problema no motor dela. Virei de frente para ela.
- Eu mudei � Ela murmurou dando um passo na minha dire��o, ficando perto de mim.
- Eu j� te disse antes que te amaria do jeito que fosse. E eu te disse que essa noite voc� seria minha. Eu prometi � Falei olhando o c�u. O azul escuro da noite j� estava clareando. Dei um passo pra frente e abracei a cintura dela, a puxando para mim. Ela tocou meus l�bios e passou os bra�os em volta do meu pesco�o. Ela estava levantada um pouco na ponta dos p�s para me alcan�ar.
- Que bom que voc� n�o � de quebrar promessas � Ela murmurou voltando a me beijar.

Fim.





N/A: "A criatividade nasce da ang�stia, como o dia nasce da noite escura. � na crise que nascem as inven��es, os descobrimentos e as grandes estrat�gias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar 'superado'." - Albert Einstein.
Hoje, eu interpretei essa frase de um modo diferente. E apesar de parecer que a minha interpreta��o n�o tem sentido, eu espero que me acompanhem. Pode parecer algo idiota para muitos, mas eu n�o espero que todos entendam o significado que eu entendi. Podemos dizer que somos bem dificeis de sermos compreendidos as vezes.
Eu n�o posso dizer que essa � a minha melhor fic. Mas garanto que � a fic com mais sentimento. Foi a fic em que eu dei tudo e mais um pouco de mim, uma fic que eu escrevi com mais determina��o do que qualquer outra. Provavelmente minha fic mais pessoal. N�o sei se algu�m pode saber como eu me senti escrevendo ela, porque eu n�o sei quantas de voc�s perceberam que enfim escreveram algo com todo seu sentimento.
A fic que no momento eu considero a minha preferida, a que eu sempre tentei escrever, surgiu de uma crise. Eu n�o sei a qual crise Einstein se referia em sua cita��o, e n�o acredito que tenha sido diretamente para crises grandes, mundiais. No meu ver, ele incluiu crises pequenas, pessoais, que nos for�am a pensar, a achar um jeito.
Eu n�o sei como explicar o que eu sinto ao ouvir a m�sica 3am, do Busted. Eu sinceramente n�o sei. No dia que eu escrevi essa fic, eu estava surtando. Eu fiquei quase o dia todo ouvindo a m�sica e chorando com a vers�o ao vivo. Sim, chorando. E chegou a um ponto que a m�sica mexeu comigo de tal forma, que eu precisava fazer o que eu geralmente fa�o pra expor meus sentimentos. Escrever.
Enfim, eu n�o espero que muitas leiam isso, mas as que foram corajosas o bastante, saibam que voc�s acabaram de ler algo que veio do meu cora��o, mesmo. Algo com sentimento. Obrigada por me acompanharem at� aqui.
Obrigada tamb�m Natchusca por betar a fic, a Giu por ler o come�o e me dizer se estava ou n�o bom, a Cami por... Por sempre estar l� surtando. Todo mundo, obrigado, j� disse que sem voc�s eu n�o seria nada.
Coisas para voc� clicar:
- Minhas fics

Em um momento de indecis�o suprema, resolvi colocar os dois v�deos que mais tiveram efeito de morte comigo e a Giu. Eu veria os dois, s�o de babar.

3am - Busted



I don't give a damn about you
No nothing can change my mind
No way
I'm happy just to let you walk away

Don't think about you at night
I'm happy to be alone
It's ok
But that was yesterday and now I'm

Driving in my car
Words don't get me far
When they don't mean shhh
Ooooooh!

I'm calling you at 3am and,
I'm standing here right outside your door
And I don't think that my heart can take much more
I'm scared of cracking up again I just
Want it to be like it was before
'Cos I don't think that my heart can take more

I don't give a damn what you do
I'm gonna get with you
Again
And that's the way this night is gonna end
You said you need some time
How long does it take to see
That we are more than meant to be
And now you're driving in your car
But you won't get far
Cos' your car is shhh
Ooooooh!

I'm calling you at 3am and I'm
Standing here right outside your door
And I don't think that my heart can take much more
I'm scared of cracking up again I just
Want it to be like it was before
Cos' I don't think that my heart can take much more
Can take much more (x3)

Driving in my car
Words don't get me far
When they don't mean shhh
Ooooooh!

I'm calling you at 3am and I'm
Standing here right outside your door
And I don't think that my heart can take much more
I'm scared of cracking up again I just
Want it to be like it was before
Cos' I don't think that my heart can take much more
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