NASA anuncia novo programa de exploração a Marte


   A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) anunciou nesta quinta seu novo
   programa de exploração do planeta Marte. Estações orbitais, sondas, veículos
   manobráveis e missões de retorno para trazer amostras fazem parte da campanha,
   cujo objetivo é desvendar os segredos dos ambientes passados do planeta vermelho,
   a história de suas rochas, os muitos papéis desempenhados pela água e,
   possivelmente, evidência quanto à existência de vida.

   Seis missões estão planejadas para esta década como parte dessa tapeçaria
   científica e são parte de um programa de longo prazo de exploração de Marte que foi
   desenvolvido ao longo dos últimos seis meses. O novo programa incorpora as lições
   aprendidas dos sucessos e fracassos de missões anteriores e tenta reforçar as
   descobertas científicas das últimas missões.

   Para definir o programa para os próximos 10 anos, a Nasa se baseou principalmente
   em metas científicas, estratégias de administração, desenvolvimento de tecnologia e
   disponibilidade de recursos, em um esforço para projetar e implementar missões que
   possam ter sucesso e oferecer um programa equilibrado de descobertas. O próximo
   passo será um estudo de sistemas de engenharia para todo o programa, com
   duração de 18 meses, com o objetivo de estimar os custos e definir as necessidades
   tecnológicas.

   Imagens precisas

   Além da missão previamente anunciada do explorador orbital Mars Orbiter em 2001, e
   dos dois Mars Exploration Rovers, em 2003, a NASA planeja lançar uma poderosa
   plataforma científica orbital em 2005. Essa missão, o Mars Reconaissance Orbiter,
   se concentrará em análises de superfície a uma escala nova, em um esforço por
   investigar os intrigantes indícios de água apresentados pelas imagens do Mars Global
   Surveyor e de cobrir a distância que existe entre um processo de mensuração com
   base orbital e observações efetivas de superfície. Por exemplo, o Reconaissance
   Orbiter vai medir milhares de paisagens marcianas com resolução da ordem de 20 a
   30 centímetros, o suficiente para observar em detalhes pedras do tamanho de bolas
   de futebol.

   A agência quer ainda desenvolver e lançar um laboratório científico orbital de longa
   distância e longa durabilidade que será usado na mensuração de superfícies e poderá
   abrir caminho para uma futura missão de obtenção de amostras. A Nasa está
   estudando opções para o lançamento dessa missão com um laboratório científico
   móvel já em 2007. Essa missão também servirá para demonstrar a tecnologia
   necessária a um pouso preciso e para evitar os riscos de manobra, o que seria
   necessário para chegar a locais que parecem muito promissores em termos de
   pesquisas mas para os quais o acesso é muito difícil.

   Ainda nesta década, a Nasa pretende criar uma nova linha de missões menores, de
   "patrulha", que seriam selecionadas entre as propostas da comunidade científica e
   poderiam envolver veículos aéreos atmosféricos ou pequenas sondas, como
   plataformas de investigação. Novos e excitantes panoramas poderiam ser revelados
   por meio dessa abordagem, quer devido à escala de observação aérea aproximada
   quer pelo número de locais que seria possível visitar. A primeira missão de patrulha
   está marcada para 2007.

   Plataformas móveis

   Na segunda década do programa, serão lançadas novas estações orbitais científicas,
   plataformas móveis de observação e sondas. Também acontecerá a primeira missão
   para trazer amostras de Marte para a Terra. Os planos atuais definem que a primeira
   missão de coleta de amostras será lançada em 2014 e uma segunda em 2016.
   Opções que acelerariam significativamente o ritmo das missões ou o calendário de
   exploração estão em estudo, incluindo o lançamento da primeira missão de coleta de
   amostras em 2011.

   O programa de xxploração de Marte contará com a participação de França e Itália.
   Em cooperação com a Nasa, as agências espaciais dos dois países planejam
   conduzir experiências científicas orbitais e investigações de superfície e realizar
   outras contribuições para sistemas de coleta e devolução de amostras,
   equipamentos de telecomunicações e serviços de lançamento.

   "Essa campanha mudará e se adaptará ao longo do tempo em resposta ao que
   descobrirmos em cada missão. Seu objetivo é ser robusta, flexível e duradoura, para
   nos dar as maiores chances possíveis de sucesso, diz Scott Hubbard, diretor do
   Programa Marte. "Estamos caminhando da era inicial de mapeamento global e
   exploração de superfície limitada para uma abordagem muito mais intensiva.
   Estabeleceremos uma presença sustentada em órbita em torno de Marte e na
   superfície do planeta, com exploração de longo prazo em alguns dos lugares mais
   interessantes e intrigantes cientificamente no planeta".

   Resultados na Web

   De acordo com Jim Garvin, cientista responsável pelo programa, a estratégia
   científica desenvolvida é a de primeiro localizar os lugares mais interessantes de
   cima e depois ir à superfície do planeta para investigar Marte. "O novo programa
   oferece oportunidades para instrumentos e investigações selecionados em um
   processo competitivo a cada passo do projeto, e se esforça por manter o público
   informado sobre cada missão por meio de comunicações de banda larga na Web".

   Com essa nova estratégia, a Nasa espera se aprofundar nos detalhes da
   mineralogia, da geologia e da história climática marcianas, além, é claro, de tentar
   responder a uma dúvida constante da maioria das pessoas em relação ao mais
   enigmático vizinho da Terra: Será que existiu ou existe vida em Marte?

   Você poderá acompanhar todos o desenvolvimento do novo programa de exploração a Marte
   aqui na UFO WEB BR.

   Fonte: UOL - Universo On-Line
 

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