Título:
Wanted!!
Ficwriter: Kaline Bogard
Classificação: lemon, AU, comédia
Pares: YohjixKen, AyaxOmi
Resumo: Dois agentes federais, um caçador de recompensas e um procurado
pela justiça se unem para limpar uma pequena cidade das forças do mal.
Aviso: essa fic continua AU, no sense, meio OOC (não é de propósito u_u). A história ainda se passa no velho oeste americano, cenário violento e selvagem, onde a lei que predominava era a lei do colt e da forca. (eu já disse que ADORO histórias de bang bang...? são tão yaois... o^_^o)
PS: Os personagens dessa história pertencem (os mais bonitos! ^^) à série Weiss Kreuz, de Koyasu Takehito. Alguns foram criados por mim (quase todos os figurantes sem importância), e eu juro que meu cérebro tosco foi original ao concebe-los, ou seja: asseguro que qualquer semelhança com pessoas reais (no capítulo anterior ^^”) foi mera coincidência.
Er... se continuo digitando Wanted, é por uma das duas opções: ou uma certa pessoa (me recuso a dizer nomes) não leu, ou ela se apiedou da minha vida inútil e infeliz...
Vamos aproveitar enquanto ela não me mata... ^^” Enjoy
Wanted!!
Kaline Bogard
Encontros – Parte 2
A indiferença e a rebeldia
O saloon estava bem movimentado, dezenas de pessoas se apertavam, tentando alcançar o balcão e conseguir um trago, enquanto outros tentavam dançar com as belas pequenas que trabalhavam no local.
Apesar de parecer impossível, o jovem ruivo foi abrindo espaço, empurrando alguns infelizes que se colocavam em seu caminho, recebendo inúmeras ofensas e olhadas tortas. Mas não se importou.
Chegou ao balcão, onde foi atendido por um homem gordo e sorridente.
(Homem) O que vai querer, senhor?
Recebeu um olhar frio e impaciente, que o fez parar de sorrir.
(Homem) Certo, um wisky duplo saindo.
Preparou a dose e depositou sobre o tampo, desviando a atenção do ruivo.
Aya pegou o copo meio sujo, e sem se importar, pôs-se a beberica-lo, saboreando o liquido forte aos poucos. Observava todo o saloon através do espelho que ocupava a parede atrás do balcão.
Notou quando um homem mal encarado empurrou a portinha de vai e vem, mirando todos com olhos hostis. Ele ia acompanhado por mais quatro tipos om cara de bandidos. Imediatamente as pessoas mais próximas se afastaram, e alguns fregueses até mesmo foram embora.
(Aya murmurando) Um valentão?
Virou-se para o dono do saloon, que olhava os recém chegados com verdadeiro pânico nos olhos.
(Homem) Madre de Dios... problemas hoje de novo não...
(Aya) Quem são eles?
(Homem) É o rancheiro MacGregor, seu capataz e três de seus vaqueiros. Ele se julga o dono da cidade e é um verdadeiro crápula.
(Aya) Hum.
Perdeu o interesse pelo sujeito. Não era problema seu.
(MacGregor) Quem veio montado naquele alazão negro?
Aya torceu os lábios com desagrado. O alazão era seu. Teria encrencas... voltou-se para o tal rancheiro, olhando-o com os frios olhos azuis. O tal fulano não parecia grande coisa, mesmo cercado por mais quatro pistoleiros.
(Aya) Eu.
A voz fria cortou o ambiente como um tiro de espingarda. O silêncio que se seguiu foi surpreendente.
(MacGregor) Pois saiba que aquele cavalo foi roubado do meu rancho à dois dias. Vou enforcá-lo como o ladrão que é.
Os olhos azuis escureceram, ficando mais frios ainda.
(Aya) Vou provar que o cavalo é meu, depois vou matar você.
(MacGregor) Provar que o cavalo é seu? Impossível. Ele não tinha marcas, porque foi roubado antes que pudéssemos domá-lo por completo.
Os clientes que já conheciam Macgregor, foram se afastando, deixando um espaço vago entre Aya e seus provocadores. Todos sabiam que aquela era a estratégia do vilão: ele contava uma mentira, e quando a vitima caía em suas histórias, matava-a por prazer.
Mas aquele jovem ruivo parecia diferente.
O dono do bar resolveu dar uma pequena ajuda, mesmo não sendo da sua conta. A verdade é que odiava MacGregor e seu império de terror.
(Homem sussurrando) Cuidado, garoto. Esses cinco vão lhe provocar, mas serão outros a atirar...
(MacGregor) O que tanto cochicha aí, Pancho? Será que quer receber uma ingestão de chumbo?
(Pancho apavorado) Não! Não... senhor... eu estava...
(MacGregor) Cale-se! Depois que acertar as contas com esse ladrão, eu converso com você.
(Capataz) Senhor MacGregor, acho que Pancho estava falando sobre Peter e Jack, mas não se preocupe, eles estão em ótima posição, e esse cara não vai poder se defender.
Um tanto preocupado, Aya vasculhou o saloon com seu olhar frio, mas não descobriu onde estavam os dois homens encarregados de disparar sobre ele.
(MacGregor sorrindo) Vamos acabar com esse cara, rapazes, eu vou conseguir um belo preço por aquele alazão negro! Há, há, há, há!!!
(Ken) Não se preocupe com esses dois aqui, amigo.
Todos os olhares se voltaram para o canto direito do saloon, onde um jovem moreno, com belos olhos castanhos apontava o revolver para dois caras.
(MacGregor) Maldito abelhudo!
(Ken) Esses dois iam atirar à traição... e eu odeio traidores!
Pegou uma garrafa da mesa ao lado e espatifou-a no crânio de um dos atiradores que estavam ocultos, derrubando-o desmaiado. Depois socou a cara do outro, nocauteando-o.
Com os dois bandidos desmaiados, e o subto apoio daquele garoto moreno, Aya sentiu-se mais aliviado. Poderia dar conta de MacGregor e seus quatro homens sem nenhuma dificuldade.
(Aya) Muito bem, desgraçado. A coisa ficou bem diferente agora.
Levantou-se, aproximando as mãos das culatras dos revolveres. Usava os coldres bem baixos, atados as coxas por tirinhas de couro, à moda dos pistoleiros.
Ken aproximou-se do ruivo, parando ao lado dele. Usava os revolveres numa posição ainda mais baixa do que a usada por Aya. Isso queria dizer que o moreno devia ser um az do gatilho. Poucos pistoleiros se garantiam à ponto de usar os coldres nessa altura.
Então o capataz de MacGregor arregalou os olhos, depois de olhar bem para Aya e Ken, e disse com voz trêmula:
(Capataz) Patrão... esquece isso! Vamos dar o fora daqui!
(MacGregor) O que você disse? Não tolero covardes! Somos cinco, e eles são apenas dois.
(Capataz) Mas... veja bem, senhor: cabelos ruivos, olhos mais frios que o inverno, roupas negras como a noite e o principal: dois colts calibre quarenta e cinco, com as marcas de quantas cabeças à prêmio já matou, riscadas nas culatras...
O fazendeiro empalideceu e arregalou os olhos.
(MacGregor) Aya, o corvo![1] O mais famoso caçador de recompensas do oeste!
(Capataz) E não é só isso: observe os revolveres daquele garoto: feitas de madrepérola sob encomenda... coldres muito baixos... chapéu azul com uma faixa branca...
O assustado fazendeiro começou a suar frio.
(MacGregor) Dinamite Ken! Procurado em seis estados, com a cabeça a prêmio em quase todo o oeste!
(Capataz) Isso mesmo, patrão...
(MacGregor) Vamos dar o fora daqui, homens!
Iam dando meia volta, mas um tiro os fez parar assustados. Dinamite Ken havia atirado para cima.
(Ken) Parados aí. Já disse que odeio covardes, e vocês fedem à traição. Saquem suas armas agora, ou morram sem tentar se defender.
Vendo que a coisa era séria, cinco pares de mãos voaram em direção aos colts, mas não conseguiram chegar nem mesmo perto.
O jovem moreno havia sacado com velocidade incrível, e já disparava, acertando cada um dos cinco bandidos com um projétil na garganta.
Os fregueses do saloon estavam espantados, pela demonstração de agilidade que Ken lhes proporcionara. Não sabiam o que dizer. Logo um burburinho tomava conta do local, e os homens corriam esbaforidos, pensando em espalhar a noticia do fim do reinado de terror de MacGregor e seus homens.
(Ken sorrindo) Aceita um trago?
Recebeu um olhar frio em troca.
(Aya) Não. Que fique claro que eu não pedi a sua ajuda.
Mas o moreno não deixou de sorrir.
(Ken) Só que agora você me deve uma.
(Aya sério) Dinamite Ken... sua cabeça vale cinqüenta mil dólares em vários estados do oeste. Você me ajudou, e eu não mato você. Estamos quites.
(Ken)...
(Aya) Mas da próxima vez...
Deixou a ameaça no ar.
Dinamite Ken ajeitou o chapéu sobre os cabelos castanhos, depois remuniciou suas armas.
(Ken) Certo. Estamos quites. Mas não pense que eu vou deixar me matar fácil, carniceiro...
Saiu do saloon após jogar uma moeda de um dólar sobre o balcão. Aya virou-se, para terminar de beber seu wisky, e percebeu o olhar hostil do dono do saloon.
(Pancho) Peço que beba seu trago e saia do meu saloon, senhor. Não gostamos da sua laia aqui.
Aya não respondeu. Estava acostumado a essa reação. Caçadores de recompensas como ele não eram bem vistos no oeste americano. E não se incomodava nada com a opinião alheia, por isso saiu sem criar caso.
Fora do saloon, o ruivo aproximou-se de seu belo garanhão, imaculadamente negro, motivo de toda a confusão, e acariciou-lhe o pescoço.
(Aya) Muito bem, Abyssinian. É hora de partir.
Montou sobre o alazão, e picou esporas, rumando para o norte.
(Aya) Preciso encontrar minha irmã... vamos para Small Town.
oOo
Nos limites da cidade, Dinamite Ken estava acampando, deitado sobre a grama verde, observando as estrelas brilhantes no céu de modo sonhador. Pensava seriamente em sua vida. Era procurado em vários estados, mas não no Texas.
O encontro com Aya, o corvo, lhe deixara preocupado. Sabia que a fama do ruivo não era das melhores, não se sentia nem um pouco animado diante da possibilidade de vir a enfrentá-lo um dia.
(Ken) Com sorte eu nunca mais vou encontrá-lo.
Fechou os olhos, sentindo o sono chegar aos poucos.
(Ken) Acho que é hora de voltar pra casa.
Considerava a possibilidade de sossegar em seu pequeno rancho. Levar uma vida normal, deixar as aventuras de lado...
Ruminou um último pensamento antes de adormecer.
(Ken) Small Town... aqui vou eu!
Continua…
[1] Buahahahahahaha!!! Mais uma que sai direto do MSN!!! \o/