O Iron Maiden teve a vantagem de ter uma forte imagem, alé de músicos muito competentes
Blood, Fire and Death
Indefinível essa garôta
E o Hard virou capa de revistas de moda...
Mudhoney, bandinha "granja"...
Justin do Darkness. E isso seria o "new metal". Francamente...
A verdadeira nova revolução chegou para dar uma mão à quem tava cansado de enriquecer essas bandinhas de hoje
Divino, soberbo, maravilhoso!!! Isso é o puro Heavy Metal!!!
Novembro de 1989 marcou o início de uma nova era
Inevitável reação quando a música do Mainstream não há muito a dar
Thunderstick do Samson
King Diamond e o Exodus

Epílogo - O inevitável destino do Heavy Metal
(última página web pro Heavy Metal (1969 - 1989)

Bem amigos, a pergunta é essa: «ainda existe o Heavy Metal?» Por favor, não me odeiem, mas essa é uma questão cheia de espinhos. Alguns dizem que o Metal Pesado não existe mais. Outros dizem que está passando por uma “fase crítica”, mas que voltará mais forte do que nun-ca, outros dizem está num período “excelente”. Francamente, a resposta é não! Não acredito mais na vontade dos grupos mais famosos (das gravadoras nem se fala...) em se esforçar um pouco mais para propôr coisas artísticamente válidas. O drama é que o Heavy Metal ficou muito popular e perdeu seu poder de sedução. Os velhos fãs cresceram, amadureceram ou têm mais o que fazer, pois ter 15 ou 16 anos e não ter responsabilidades é uma coisa; ter 35/40 anos pra lá, filhos, família, um trabalho è outra coisa bem mais séria. Os fãs mais recentes escu-tam as bandas dos anos 90 quando o melhor já passou.
O outro problema é a indústria fonográfica: recentemente Ronnie Dio reclamou que, hoje, com a juda das gravadoras, até Britney Spears e Marilyn Mason poderiam fazer heavy metal. Para mim, Dio tem perfeitamente razão. Até quando “oHeavy Metal era destinado ao público mais underground, existia mais vontade de fazer as coisas, mais entusiasmo, mais criatividade. Hoje, e já a partir do final dos 80s, existe uma satu-ração de bandas que não acaba mais...
Meu pessoal fanatismo por esse estilo começou a dar sinais de fraqueza já em 1989 quando grupos como o Guns n' Roses ou Sebastian Bach (seguindo a fórmula do Bon Jovi) subiram nos palcos fazendo enlouquecer as cabeças das garotinhas, muitos gadgets eram vendidos, todo mundo passava a “curtir essa nova onda de heavy metal” e nas rádios, do dia pra noite, só “rolava” heavy metal. Depois surgiram outras bandas que não se sabia se era metal ou “grunge” ou “industrial noise”. As gravadoras diziam que era puro metal, as bandas, muito arrogantemente, diziam que eram um tipo de música nova... “estranha”...
Depois da morte de Cliff Burton, poucos, pouquissimos grupos Heavy lançaram álbum excelentes (eu disse EXCELENTES). A partir dos anos 90 uma nova e triste tendência tomou conta do mercado: fazer muitascovers”. As gravadoras (que hoje declaram guerra a quem baixa musica e video-clip de Internet) bombar-deou o mercado de CDs com somentecovers”.
O Metallica, que antes acusava o sistema, mas depois de ver toda aquela grana que a Polygram ofereceu pra fazer aqueles inúmeros CDs só decovers”, passou a acusar os criadores de Napster, sem nem se dar por conta que estavam com a boca entupida de grana e sem mais nenhuma criatividade. Para mim, a atitude de fazer interminavelmente covers significa “reciclar o irreciclável”, ganhar dinheiro reciclando “lixo”. Não tenho nada contra fazer “covers”, mas uma coisa era fazer covers nos anos 70 e 80 com toda aquela profissionalidade, outra é querer ganhar grana fazendo passar gato por coelho hoje. Por favor...
Nunca nesse atual periodo se viu uma onda de “nostalgia” dos anos 80. Em âmbito pop, muitas “coletâneas” dos melhores artistas recolhidos nun único CD como “The Very Best of Fulano ou Cicrano” ou então “O Melhor dos Anos 70/80”. Novos artistas aparecem e fazem o maior sucesso performando exclusivamente covers. Mais ou menos o mesmo acontece no heavy metal (notem a diferença entre heavy metal e Heavy Metal) com intermináveis tributos a cada artista o banda.
Eu gostaria de acreditar que o Heavy Metal ainda existe e, para isso, me iludo todas as vezes que escuto um grande álbum Heavy. Mas logo percebo a diferença de um disco como “Don't Break the Oath” ou “Piece of Mind” com as realidades de hoje. Não da para comparar. Por Lúcifer! Talvez eu fiquei velho demais e fora do tempo, mas percebo também que não sou o único. Como explicar à um jovem “metaller” as diferenças do heavy metal que ele escuta e o Heavy Metal que eu e a minha geração escutávamos? Sem presunções, mas fiquei ainda ancorado na “velha guarda”.

O CarlosVândaloLopez (Dorsal Atlântica, lembram?) afirmou sem mêdos que o Heavy Metal está morto! É dificil não entender sua posição. Pessoalmente não conheço o Lopez, mas entendo exatamente o que ele quer dizer.
Para aqueles que ainda acreditam eu faria essa pergunta: «e se o Metal Pesado estivesse real-mente morto e nós nos recusamos à isso só por uma simples questão de nostalgia que o Heavy Metal nos ligou à nossa infância, adolecência ou juventude»? Para cada pessoa, uma resposta di-ferente?
Nós poderíamos dizer que talvez estamos levan-do tudo muito à sério a coisa. Certo, mas que não se venha a dizer se ainda existe “aqueleHeavy Metal que nos “governava24 horas por dia, 7 dias por semana, 366 dias por ano. Não...

Para terminar, eu poderia dizer que o genuíno HEAVY METAL (1969 - 1989) foi o período de
um ramo dentro do Rock n' Roll, completamente independente, o único não-conformista, produto da Contra-Cultura e não da Cultura Ocidental (como muitos pensam) e um estilo musical de alto teôr artístico-folclórico-cultural que atingiu seu auge na metade da década de 80 do século passado e que iniciou seu declínio logo após a queda do Muro de Berlin em novembro de 1989 quando o Mundo começava a ter sempre menos barreiras geográficas e a cultura pop de massa, o “mainstream”, abrangia todos os setores das artes definitivamente.
Como para as Leis do Universo, todas as coisas hão de passar. Infelizmente, o Heavy Metal, devido à um super-desfrutamento da indústria do “entertainment”, é destinado a passar ele também.
O problema de base é esse: o atual panorama artístico em todos os setores está totalmente sob controle novamente das “Majors”, represen-tadas pela Recording Industry Association of America (RIAA), da indústria cinematográfica e de uma TV que vai além do absurdo ao propôr programas para deficientes mentais (o povão) e do “mainstream” como nunca antes.
Nada de realmente nôvo, nada de realmente criativo. Somente reciclagens de reciclagens e reciclagens de lixos! Comanda o mercado, coma-nda a falta de cultura e criatividade, comanda o maxi-consumo de massa.
O único ponto positivo é que eu já deixei de gastar grana comprando CDs, vídeos e outros gadgets.
Tudo aquilo que podemos fazer é continuar a escutar TODOS os nossos discos “daqueleHeavy Metal que fizeram parte das nossas vidas.
Let's stay Heavy forever...

Dr. Rock, dezembro de 2004.

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