Clifford Lee Burton (1962 - 1986)
Cinco fantásticos músicos
Se tivesse funcionado, provavelmente teria sido a 2ª maior banda de todos os tempos
Cliff no Trauma
Cliff Burton. Com ele, se foi o inteiro Heavy Metal
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Personagens: Cliff Burton
(décima-segunda de 14 páginas web)

Alguns anos atrás, Lars Ulrich numa entrevista disse: «quando o Metallica perdeu Cliff, não perdeu somente o seu baixista, mas na verdade perdeu sua alma».
Cliff Burton era o homem por trás do Metallica. Depois de todos esses anos após a sua morte, todos aqueles envolvidos com o Rock Pesado concordam que, se Cliff não tivesse morrido em 1986, o inteiro Heavy Metal, muito provavel-mente, teria seguido um outro rumo do atual.
O Metallica era o mais importante elo da Nova Corrente Heavy que os anos 80 estavam produ-zindo e, depois do lançamento do Master of Puppets, a crítica mundial apontava a banda como o antagonista por excelência do Iron Mai-den. Altas margens de melhorias e maturação
da banda ainda estavam por vir e o arquiteto principal era ele, Cliff Burton.
Tímido, silencioso, extremamente sensível e criativo, com uma forte personalidade, Cliff era aquele que fazia a diferença dentro do Metallica, aquele que governava e direcionava em silêncio as várias personalidades ao interno do grupo, aquele que tinha “a palavra final” nas decisões importantes. No início, James e Lars, impres-sionados com as suas performances selvagens durante uma “gig” do Trauma em San Francisco (chamados por John Zazula para vê-la em 1982), não pensaram duas vezes em convidá-lo para substituir o pobre Ron McGovney. Somente de-pois de mêses e várias chamadas telefônicas, Burton aceitou mas com uma condição: que Het-field, Ulrich e Mustaine se mudassem de Los An-geles para San Francisco. Os garôtos aceitaram!
Como aceitaram também o fato de que, segundo ele, o Metallica não iria muito longe se continu-asse com os vícios do grande Dave Mustaine!
Sua palavra têve um grande pêso.
James sempre afirmava de ter uma estranha ad-miração pelo companheiro e uma grande honra de tê-lo no mesmo grupo.

Clifford Lee Burton nasce naquela fantástica San Francisco, Califórnia, de início dos 60s (sábado, 10 de fevereiro de 1962 às 21:38h), filho mais jovem de três crianças de um casal “hippie”, Ray e Jan Burton dos quais herdou não somente os ideais daquela geração, mas também todas as atitudes e virtudes. Adorava vestir calças tipo boca-de-sino, típica daquele período.
Desde a infância, é envolvido pela música e
toma lições de piano que o ajudará muito em fase de composição. Na juventude, se apaixona pelos músicos Geezer Butler e Geddy Lee do Rush e, de 1978 até 1980 tem aulas de contra-baixo. De fato, usará ele também aquele mesmo Rickenbaker Bass que Geddy usa.
Já em 1982, no Metallica, ajuda a modificar a estrutura da banda passando do classico “British Metal” à um mais rápido, pesado e selvagem Speed/Power. Um músico excepcional com uma performance no palco assustadora, Cliff dividia com James a imagem do headbanger nos anos 80. Sempre disponível com os fãs, jamais se comportou como uma “estrelinha” até mesmo durante a tourneè com Ozzy em 1986 no auge
da carreira. Era um verdadeiro californiano de San Francisco. O destino não pôde ter sido assim tão severo com o inteiro Heavy Metal naquele fatídico sábado, 27 de setembro de 1986, perto de Lund, na Suécia. Depois de sua morte, o Metallica jamais foi o mesmo (pelo contrário...)
e o Heavy Metal em geral sofreu todas as consequências. Creio que foi alí que o Rock Pesado começou seu crepúsculo.
Um músico excepcional!!
Na metade dos anos 80, este programa fez a alegria da garotada
A mais importante formação americano-dinamarquesa de sempre
O último cartaz: Estocolmo (Suécia), 26 de setembro de 1986. R.I.P.
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